
O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.
Para o ano eleitoral de 2026, renovamos o quadro de participantes e ampliamos de cinco para seis o número de grupos focais contínuos no WhatsApp. O antigo grupo de eleitores flutuantes deu lugar a dois grupos de indecisos — conservadores e progressistas. Na maioria das eleições, os indecisos cumprem papel decisivo: por serem mais propensos a mudar de opinião, com frequência definem o resultado.
O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:
BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8 de janeiro.
BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8 de janeiro.
IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.
IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.
LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022 e reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.
LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.
Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de captar tendências específicas desse contingente demográfico.
Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.
Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.
Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.
O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

| Bolsonaristas Convictos (BC) | Bolsonaristas Moderados (BM) | Indecisos Conservadores (IC) | Indecisos Progressistas (IP) | Lulodescontentes (LD) | Lulistas (LL) | Evangélicos | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Fim da taxação | Predominou a percepção de que a retirada da taxação foi uma manobra eleitoreira de um governo que primeiro criou o problema para depois apresentar a solução. Ainda assim, houve reconhecimento de que a medida reduz custos para consumidores e facilita o acesso a produtos mais baratos. | O grupo combinou aprovação prática da medida, pelos benefícios ao consumo e às compras internacionais, com forte desconfiança de que a decisão teve motivação eleitoral e poderá ser compensada futuramente por novos impostos. | Predominou a leitura de que a decisão ocorreu principalmente por interesse eleitoral e pressão política, embora o grupo também tenha considerado positiva a redução de impostos e o impacto no bolso da população. | Predominou forte apoio à medida, vista como benéfica para consumidores e população de baixa renda, com algumas críticas à elevada tributação sobre o consumo e defesa de um sistema tributário mais progressivo. | As opiniões combinaram apoio aos benefícios econômicos da retirada da taxa com a percepção de que a medida foi influenciada pela proximidade das eleições e pela tentativa de reduzir desgaste político do governo. | O grupo avaliou majoritariamente a medida como positiva por ampliar o acesso ao consumo e aliviar o custo de vida, priorizando os efeitos concretos para famílias de baixa renda acima das disputas políticas sobre a decisão. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |
| Contato com Universidades | Predominaram relatos de contato direto ou familiar com universidades públicas, mas as experiências foram frequentemente descritas de forma ambivalente, combinando reconhecimento da qualidade acadêmica com percepções de desgaste emocional, silenciamento e ambiente politizado. Entre os que conheciam apenas por notícias e redes sociais, prevaleceram avaliações mais críticas e distanciadas. | As respostas combinaram experiências positivas de formação e reconhecimento da excelência acadêmica com críticas persistentes à politização, burocracia e precarização estrutural das universidades. Participantes com contato indireto tenderam a reproduzir visões mais negativas e generalizantes sobre o ambiente universitário. | Predominou uma visão relativamente equilibrada das universidades públicas, associadas à produção científica, extensão e oportunidade de ascensão social, mas acompanhadas de críticas ao sucateamento e ao uso considerado inadequado de parte dos recursos públicos. As experiências diretas produziram avaliações mais positivas e menos polarizadas. | As universidades públicas apareceram principalmente como espaços de acolhimento, inclusão, diversidade e transformação social. Mesmo quando surgiram críticas estruturais, prevaleceu uma percepção positiva construída a partir de experiências pessoais, familiares e convivência próxima com o ambiente universitário. | Predominou um contato direto e afetivamente positivo com universidades públicas, percebidas como instrumentos de formação, mobilidade social e transformação de vida. As experiências concretas reforçaram sentimentos de gratidão, reconhecimento institucional e valorização da pesquisa e da educação pública. | As respostas demonstraram forte proximidade institucional e pessoal com universidades públicas, frequentemente associadas à excelência acadêmica, pesquisa, formação profissional e desenvolvimento social. Mesmo entre participantes sem experiência direta, prevaleceu uma visão positiva e legitimadora das universidades públicas. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |
| Michelle Bolsonaro como candidata | Michelle Bolsonaro foi percebida como mais carismática, agregadora e eleitoralmente competitiva que Flávio, especialmente pela imagem religiosa, feminina e menos confrontacional. Ao mesmo tempo, surgiram dúvidas sobre sua experiência política e capacidade de enfrentar disputas duras e articulações institucionais. | Predominou a percepção de que Michelle teria imagem menos desgastada e menor rejeição do que Flávio, podendo ampliar o alcance eleitoral do bolsonarismo. Porém, o grupo demonstrou cautela sobre sua falta de experiência e sobre a substituição parecer uma estratégia para preservar o poder da família Bolsonaro. | Michelle apareceu como alternativa potencialmente mais viável por estar menos associada a escândalos e possuir maior aceitação pública. Ainda assim, houve dúvidas sobre sua capacidade política concreta, autonomia e experiência institucional em comparação a Flávio. | As falas tenderam a enxergar a candidatura de Michelle como continuidade do mesmo núcleo familiar e político bolsonarista, mantendo desgastes e rejeições já existentes. Apesar disso, reconheceu-se que ela possui imagem pública mais leve e maior potencial de diálogo com públicos evangélicos e femininos. | Michelle foi vista como uma tentativa de recomposição da imagem do bolsonarismo diante do desgaste de Flávio Bolsonaro e dos escândalos recentes. Contudo, predominou a percepção de que ela continuaria carregando a rejeição associada ao sobrenome Bolsonaro e careceria de densidade política própria. | Houve rejeição praticamente total tanto a Michelle quanto a Flávio Bolsonaro, vistos como representantes do mesmo projeto político e familiar. Mesmo reconhecendo que Michelle poderia dialogar melhor com evangélicos e mulheres, o grupo não enxergou diferenças substantivas entre os dois. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na terça-feira passada (12), uma Medida Provisória (MP) para acabar com a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 (em sites como Shein ou Aliexpress, por exemplos), apelidada de "taxa das blusinhas”. No ato de assinatura oficial, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor. Para o secretário, a decisão vai beneficiar a população de baixa renda que utiliza plataformas para adquirir produtos.
O que vocês acham dessa decisão do governo Lula?

Nos segmentos mais oposicionistas, especialmente entre bolsonaristas convictos e parte dos bolsonaristas moderados e indecisos conservadores, predominou uma interpretação fortemente crítica e acusatória da decisão do governo. A retirada da taxação foi frequentemente percebida como uma manobra eleitoral calculada, construída a partir da ideia de que o próprio governo teria criado anteriormente um problema para depois apresentar sua reversão como benefício à população. Nesses grupos, a medida foi associada à tentativa de recuperação de popularidade, busca por votos e melhoria artificial da imagem do presidente diante do desgaste provocado pela taxação inicial. As falas revelaram elevado grau de desconfiança em relação às justificativas oficiais e à sinceridade da decisão, além da percepção recorrente de que a redução dos impostos poderia ser temporária ou compensada futuramente por novas cobranças.
Entre os lulodescontentes e parte dos lulistas, embora também tenha aparecido reconhecimento do componente eleitoral da medida, essa leitura assumiu um tom mais moderado e pragmático. Nesses segmentos, a percepção de cálculo político não anulou a avaliação positiva dos efeitos concretos da decisão sobre o consumo e o orçamento das famílias. Houve maior disposição em separar a crítica ao timing político da medida de seus possíveis benefícios práticos, sobretudo para consumidores de baixa renda e pessoas que utilizavam plataformas internacionais como alternativa ao alto custo de produtos no mercado nacional.
“O governo Lula cria a taxa de 20%, o povo reclama, com toda a razão, e agora ele vem com medida provisória para zerar o imposto e sair como o bonzinho da história… Para mim, isso é estratégia política. Ele mesmo colocou a taxa e agora tirou só para dar uma de bom moço e tentar limpar a imagem com o pessoal de baixa renda. E no fim, tudo isso é focado em uma coisa, ganhar votos..” (BC, 24 anos, enfermeira, GO)
“So com esse imposto este governo arrecadou cerca de 9,66 bilhões. Ele criou exatamente com este intuito. Criar mais uma fonte de arrecadação e proximo a epoca de eleição ele tirar com a ideia de que está favorecendo a população, como se fosse um herói. Sem mencionar que uma extinção provisória, ou seja, depois da eleição ele volta a cobrar de novo para ter de volta mais uns bilhões necessários para a arrecadação dele.
Esse é um dos exemplos mais claros sobre criar um problema e vender uma solução.” (BC, 47 anos, administradora, BA)
"Só vejo uma explicação: ano eleitoral. Sim, não vimos combate a nenhum tipo de contrabando. É somente voltar atrás em busca de votos.” (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)
“Reduzir impostos é sempre bom para a população. Agora, certamente, só ocorre por interesse em ganhar simpatia próximo às eleições, já que foi o mesmo governo que implementou a tal taxa.” (IC, 37 anos, professor, RJ)
“Vou ser rapido e suscito: estrategia ELEITOREIRA. Mas, vou é aproveitar enquanto ele nao "re-aumenta".” (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)
“Penso que tem caráter eleitoral, uma vez que foi um dos pontos de grande desaprovação da população. Mesmo a medida não retirando os impostos estaduais, que continuam válidos, ela é bem vinda para a população, mas pode ter o efeito contrário no nosso processo interno de industrialização e de serviços.” (LD, 48 anos, servidor público, PA)
“Bom, apesar de ser um apoiador de Lula, essa medida parece ter vindo com interesses eleitorais, o que não necessariamente torna ela ruim, visto que de fato aumenta o acesso a produtos que nossa indústria sequer produz.” (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)

Entre os segmentos progressistas — especialmente indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas — predominou uma leitura mais orientada pelos efeitos concretos da medida sobre o cotidiano da população do que pela disputa política em torno dela. Nesses grupos, a retirada da taxação apareceu fortemente associada ao alívio do custo de vida, à recuperação parcial da capacidade de consumo e à ampliação do acesso a produtos considerados inacessíveis no mercado nacional. As falas revelaram preocupação significativa com os preços elevados praticados no Brasil e com o peso da tributação sobre consumidores comuns, sobretudo entre famílias de renda mais baixa. Houve tendência a interpretar as plataformas internacionais como alternativas legítimas diante da percepção de encarecimento generalizado do consumo no país.
Entre os lulistas, essa defesa apareceu de maneira mais claramente associada a uma visão social da medida, com destaque para argumentos ligados à proteção do poder de compra popular e críticas à concentração da carga tributária sobre o consumo. Já os indecisos progressistas apresentaram postura mais pragmática, centrada principalmente nos benefícios objetivos da redução dos preços e no impacto positivo para consumidores que dependiam dessas plataformas para adquirir roupas, utensílios e produtos do cotidiano.
“Pra mim isso faz mais sentido do que taxar compra pequena da galera. Eu msm vejo muita gente de baixa renda comprando nesses sites pq aqui no brasil várias coisas são caras demais. Então zerar essa taxa ajuda bastante no bolso.” (IP, 28 anos, customer care analist, SP)
“Acredito que foi a melhor decisão que ele tomou,pois ser taxado por um valor de compra tão baixo é desnecessário,pensando no que é melhor ao povo e para economia do pais.” (IP, 46 anos, vendedora, RS)
“Eu gosto da iniciativa, uma vez que ficou inviável comprar nesses apps por conta das taxas, agora vai ser uma nova possibilidade de mais pessoas consumirem nesses apps.” (LD, 29 anos, professora, RJ)
“Eu acho positivo acabar com essa taxa porque muita gente de baixa renda compra nesses sites por ser mais barato.” (LD, 27 anos, entregadora, RS)
“Achei uma excelente decisão que já deveria ter sido tomada há muito tempo. Só vejo benefícios para a população e também para os Correios.” (LL, 28 anos, vendedora, PA)
“sou favorável, essa taxação foi um lobby das grandes varejistas e obviamente um erro desde o começo. As classes mais pobres já pagam imposto demais.”
(LL, 45 anos, professor, PB)


Entre bolsonaristas convictos e moderados, apareceu de forma relativamente consistente uma associação entre o tipo de contato estabelecido com universidades públicas e o tom das avaliações produzidas sobre esses espaços. Participantes cujo conhecimento sobre as universidades era mediado principalmente por notícias, redes sociais, vídeos, influenciadores e conteúdos digitais tenderam a apresentar percepções mais negativas, homogêneas e centradas em temas como doutrinação ideológica, aparelhamento político, desorganização institucional e conflitos internos. Nesses casos, as universidades públicas foram frequentemente imaginadas mais como espaços de disputa política e desvio de finalidade do que como ambientes concretos de formação acadêmica, pesquisa e produção científica. As avaliações apareceram marcadas por forte distanciamento da experiência universitária cotidiana, o que favoreceu leituras mais generalizantes sobre o funcionamento dessas instituições.
Por outro lado, entre participantes que relataram experiências diretas — próprias, familiares ou profissionais — dentro das universidades públicas, as percepções tenderam a assumir caráter mais ambivalente e menos polarizado. Mesmo quando surgiram críticas ao ambiente político, às greves, à burocracia ou a determinados comportamentos observados no espaço universitário, essas avaliações coexistiram com reconhecimento explícito da qualidade do ensino, da competência dos professores, da relevância da pesquisa e do impacto positivo das universidades na trajetória de vida das pessoas.
Além disso, as respostas indicaram que os ambientes de circulação de informação desempenharam papel importante na construção das imagens sobre as universidades públicas entre participantes mais distantes da vivência universitária. Redes sociais, canais de opinião política, conteúdos jornalísticos e relatos digitais apareceram frequentemente como principais fontes de informação para aqueles que nunca estudaram ou conviveram diretamente com esses espaços.
"Eu nunca tive contato direto com universidade pública, toda a minha graduação foi um faculdade particular. Meu único contato é indireto, acompanho em portais de notícias e nas redes sociais oque acontece por lá ."
(BC, 24 anos, enfermeira, GO)
"Eu não tive contato direto, me graduei na particular, porém tenho muitos amigos que já se graduaram em públicas e conheci alguns professores, e vejo muitas notícias em diversos meios de comunicação como sites e redes sociais."
(BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)
"Bem no meu caso foi experiência própria e de amigos e vc tem que ter o mental muito forte. La na UFRRJ e a verdade que só sabe o que acontece quem esta lá . Hj se tem alguns influênces que conseguem entrar lá e mostrar um pouco das coisas . Enfim entramos mudos e saímos calados ." (BC, 39 anos, administrador, RJ)
"Meu contato com universidades públicas foi mais por notícias e por pessoas que estudam nelas. Vejo algumas notícias mas
pelas redes sociais." (BM, 42 anos, gerente de vendas, MG)
"Na verdade essa situação de sucateamento, aparelhamento ideologico, desrespeito a população e aos pagadores de impostos, nao vem de agora. Vem de cerca de 20-25 anos atras e vem piorando a cada dia.. Não foi por causa dos noticiarios, midia, redes sociais que isso veio a tona. Me formei em 2004 pela UFPB e ja naquele tempo, ja se tinha essa esculhambaçção que é hoje nos campis das universidade federais. Essa "historinha" de que a universidade tem que ser um "celeiro" de diversidades, politica, ideologias, era para ficar do portão para fora e sim a universidade , que é paga com nossos impostos nos "presentear" com ciencia, pesquisa e extensão que é o proposito dela... do jeito que ta hoje, que tipo de profissional vai sair, ou ja estar saindo? HJ, temo por nossos filhos entrar numa bagunça dessas. E o pior que a sociedade, assiste passivamente isso sem fazer absoluitamente nada." (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)

Os grupos que relataram experiências diretas — próprias, familiares ou profissionais — com universidades públicas tenderam a construir percepções mais complexas, concretas e menos polarizadas sobre esses espaços. A vivência cotidiana dentro das instituições apareceu frequentemente associada ao reconhecimento da qualidade acadêmica, da dedicação de professores, da relevância da pesquisa científica e das oportunidades proporcionadas pela educação pública superior. Mesmo entre participantes que mencionaram problemas estruturais, greves, burocracia ou precarização da infraestrutura, predominou a percepção de que as universidades públicas continuam desempenhando papel central na formação profissional, na produção de conhecimento e na ampliação das possibilidades de ascensão social. As avaliações demonstraram que o contato concreto com o ambiente universitário favoreceu leituras mais equilibradas, nas quais críticas institucionais coexistiram com forte valorização das universidades enquanto patrimônio educacional e científico do país.
As respostas sugeriram que a convivência direta com universidades públicas reduziu a tendência a avaliações exclusivamente negativas ou homogêneas sobre essas instituições. Mesmo entre participantes mais conservadores que relataram experiências concretas dentro das universidades, as críticas à politização ou a disputas ideológicas apareceram frequentemente acompanhadas de reconhecimento da excelência acadêmica e da importância social das instituições.
"Tive e tenho contato com universidades públicas tanto por conta própria quanto por meio de familiares e notícias. Fui o primeiro da minha família a ingressar numa faculdade e tenho muito orgulho. Além disso minha irmã está nesse momento cursando química numa faculdade federal e tenho outros parentes próximos que também foram alunos. No momento realizo um trabalho voluntário em parceria com uma ong dentro da UERJ e acompanho notícias do meio acadêmico como greves, pesquisas e desenvolvimento" (IC, 29 anos, professor, RJ)
"Meu contato com universidade pública foi em 2020 quando ingressei para cursar licenciatura em geografia. Minha experiência foi ótima, o material todo distribuído gratuito, tive chip com Internet também fornecida pela universidade. Foi através das redes sociais." (IP, 37 anos, auxiliar de creche, RJ)
"Na verdade tive uma experiência única e inesquecível junto a universidade federal aqui da minha cidade. À 8 anos atrás meu filho prestou vestibular na UFRGS e foi aprovado,me recordo com muita emoção esse momento e por essa conquista.
Com essa grande oportunidade ele passou todos esses anos estudando nessa instituição." (IP, 46 anos, vendedora, RS)
"Eu vivi a realidade da faculdade pública, passei no vestibular, enfrentei greves longuíssimas e tive uma excelente educação que me abriu várias portas. A vivência da faculdade pública também é uma realidade muito importante porque lá encontramos pessoas com várias situações financeiras diferentes e percebemos o quanto as universidades são importantes na vida delas e quão transformadoras são, assim como foi pra mim." (LD, 29 anos, professora, RJ)
"Bom dia,eu estudei em uma universidade pública e meus filhos estudaram em uma universidade pública... Contato sempre foi direto!Uma experiência incrível!" (LL, 56 anos, assessora administrativa, RJ)
"Sou formado em universidade pública e meu contato foi muito bom. Professores excelentes , experiências pedagógicas e estágios muito produtivos. Não tenho do que reclamar. Como todo órgão público tem seus defeitos e os maiores são a burocracia e a falta de infraestrutura básica. Acho que o pior são as greves que atrapalham muito o desenvolvimento dos alunos." (BM, 41 anos, turismólogo, PE)


Entre bolsonaristas convictos, bolsonaristas moderados e indecisos conservadores, predominou a percepção de que Michelle Bolsonaro aparecia como uma alternativa eleitoralmente mais competitiva do que Flávio Bolsonaro no cenário atual. As falas convergiram na avaliação de que sua imagem pública estava menos desgastada, menos associada a escândalos e mais capaz de ampliar o alcance do bolsonarismo junto a públicos além da base mais fiel do ex-presidente. Michelle foi frequentemente descrita como alguém com maior carisma, comunicação mais leve, postura mais agregadora e forte identificação com segmentos religiosos e femininos. Em vários momentos, surgiu a percepção de que ela poderia reduzir rejeições acumuladas pelo núcleo político bolsonarista e funcionar como uma espécie de recomposição simbólica da imagem do grupo.
Ao mesmo tempo, os três segmentos demonstraram cautela importante sobre sua capacidade prática de liderança política. A falta de experiência institucional e eleitoral apareceu como principal fragilidade atribuída à Michelle Bolsonaro, especialmente quando comparada à trajetória política e à capacidade de articulação reconhecidas em Flávio Bolsonaro. Ainda assim, as falas revelaram que a experiência política de Flávio passou a conviver com sinais relevantes de desgaste, sobretudo entre bolsonaristas moderados e indecisos conservadores, onde surgiram referências mais explícitas a polêmicas, rejeição pública e enfraquecimento de sua imagem dentro da própria direita. Mesmo entre os bolsonaristas convictos, apareceram percepções de que Michelle poderia hoje gerar mais aceitação e menos resistência eleitoral do que ele. No conjunto, predominou a avaliação de que Michelle Bolsonaro possuía menos densidade política, mas aparecia como uma candidatura potencialmente mais viável para preservar e ampliar eleitoralmente o campo bolsonarista.
“Eu acredito muito que ela teria mais chance até de tirar Lula do poder, ela é elegante e discreta, ela usa a sabedoria para pacificar, sem se unir aos inimigos, corretíssima!! E politicamente ela tem se mostrado mais ágil do que Flavio Bolsonaro. Meu medo seria nos debates, não sei se ela conseguiria apresentar propostas e ter equilíbrio para enfrentar os adversários. Ainda mais esse que a gente tem no poder. Com certeza, viria pra cima dela com tudo.” (BC, 47 anos, administradora, BA)
• “Não sei se ela tem o lado de articulador e relacionamento que ele, Flávio, tem. Mas com certeza ela tem capacidade e pulso para aprender. Ela tem tudo para ter mais votos que Flávio, mas precisa estar consciente de que vai ser atacada de formas mais baixas e sujas, muito pior do que já acontece hj. Eu , pessoalmente, votaria nela desde que soubesse por quem ela seria assessorada. Ela tem carisma, inteligência, capacidade e vontade de fazer o Brasil voltar a crescer.” (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)
“Flavio Bolsonaro tá queimado devido aos últimos escândalos envolvendo ele aí.. acredito que seja uma jogada para manter a "família" no poder colocando a Michele na frente da meio que uma abafada no que ocorreu.. porém não acho uma boa ideia, acredito que o resultado será o mesmo e também irá ficar muito evidente fazendo isso” (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)
“Acho que a Michelle pode atrair mais pessoas por ter uma imagem mais tranquila e menos rejeição. Porém, ela tem menos experiência política que o Flávio. Já ele tem mais experiência, mas também divide mais opiniões.” (BM, 42 anos, gerente de vendas, MG)
"Acredito que ela teria mais chances de ser eleita que o Flávio. Tem muitas pessoas que gostam dela, e o nome dela está envolvido em menos polêmicas o que pro partido seria bom.” (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)
“Pela situação atual dele acredito que ela seria mais aceita já que não está tão envolvida assim em escândalos como ele e sua família. Creio que ela por não ter essa pegada política como presidente não iria ser a melhor escolha mas tudo pode surpreender nessa vida. A luta pela pelas pessoas com deficiência é algo a se pensar positivamente e uma pauta que o Flávio não possui (pelo menos nunca ouvir ele falar sobre), porém ela nunca assumiu cargos diretos eleitos pelo povo como deputada ou senadora, ou seja não tem experiência direta como ele, com ressalva do marido, então não tem muito o que dizer sobre” (IC, 29 anos, professor, RJ)

Entre os segmentos menos alinhados ao bolsonarismo, predominou uma percepção de forte continuidade entre Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e o restante do núcleo familiar do ex-presidente. Nesses grupos, a eventual substituição da candidatura foi frequentemente interpretada menos como renovação política e mais como uma estratégia de preservação eleitoral do próprio grupo Bolsonaro diante do desgaste acumulado por escândalos, investigações e rejeições públicas recentes. A associação simbólica ao sobrenome Bolsonaro apareceu como elemento central das avaliações, fazendo com que muitos participantes considerassem difícil dissociar Michelle das controvérsias envolvendo a família.
As falas também revelaram baixo grau de disposição para reconhecer diferenças substantivas entre os dois nomes em termos de projeto político, práticas de governo ou orientação ideológica. Mesmo quando alguns participantes reconheceram que Michelle possuía imagem mais leve, menos conflitiva e potencialmente mais competitiva junto a determinados segmentos do eleitorado, predominou a avaliação de que sua candidatura manteria a mesma influência política e familiar já associada ao bolsonarismo. Em parte dos relatos, surgiu inclusive a percepção de que ela poderia exercer uma liderança politicamente subordinada ao entorno familiar, funcionando mais como representação simbólica da continuidade do grupo do que como liderança autônoma e independente.
"Olha, sinceramente pra mim faria total sentido se houvesse alguma lei ou regra política que impedisse que os familiares mais próximos de presidente pudessem se candidatar. Pq assim, se o pai já foi corrupto os filhos e esposa usufruíram disso junto com ele, são corruptos tbm. Então assim, pra mim não vale a pena nenhum deles, são todos do mesmo lugar, vai continuar sendo sempre eles no poder, e o pai vai ter acesso pelo menos com opiniões e tal. Eu não acho certo, pra mim eles não deveriam nem ter o direito a se candidatar pra começar. Espero que não aconteça.” (IP, 26 anos, autônoma, RO)
"não sei realmente,mais acho que caso ela ganhasse,não seria ela que iria ,ditar as regras,ela seria apenas um capacho,do enteado e do marido. Seria mais um fantoche,assim como Flávio TB seria do pai,não vejo diferença entre eles.” (IP, 28 anos, vendedora, AL)
"Eu acho que devido ao nome da Família estar envolvido em várias situações, como o escândalo com o Daniel Vorcaro, a Michele não vão vai conseguir sucesso em sua campanha eleitoral e no dia das eleições. Então eu não vejo pontos positivos só negativos. O certo é o partido arrumar outro aliado para lançar a candidatura.” (LD, 47 anos, professora, MT)
“A mesma parece ter mais carisma e menos envolvida em polêmicas. Pra quem já apoia a família talvez não faça diferença, mas pra conquistar gente de fora da bolha, ela pode funcionar melhor. Mas, o ponto negativo é que muita gente pode enxergar ela só como “a esposa do Bolsonaro”, por continuar ligada ao nome Bolsonaro, ela ainda carregaria parte da rejeição da família.” (LD, 27 anos, entregadora, RS)
"Penso que é trocar seis por meia dúzia!!!!! Não vejo pontos positivos em Michelle Bolsonaro!Essa família Bolsonaro são todos alucinados e alienados” (LL, 56 anos, assessora administrativa, RJ)
“Penso ser a mesma coisa, não existem pontos positivos nos dois, são corruptos e incompetentes para tal cargo. Ambos só pesam em sua família, nunca fizeram e nem vão fazer pela população.” (LL, 28 anos, vendedora, PA)

Houve amplo consenso quanto aos benefícios imediatos da retirada da taxação das compras internacionais de pequeno valor, particularmente no que toca ao consumo popular, em um contexto marcado pela percepção de alto custo de vida e dificuldade de acesso a produtos no mercado nacional. Independentemente do posicionamento político, praticamente todos os segmentos reconheceram que as plataformas internacionais se consolidaram como alternativas importantes para consumidores em busca de preços mais baixos para aumentar o seu poder de compra. A principal diferença entre os grupos esteve na interpretação de suas motivações políticas e de suas consequências econômicas mais amplas.
Os segmentos oposicionistas, sobretudo os bolsonaristas convictos, interpretaram a decisão majoritariamente como uma estratégia eleitoral calculada, associada à ideia de que o próprio governo teria criado anteriormente um problema para depois apresentar sua solução como benefício à população. Já entre bolsonaristas moderados e indecisos conservadores, embora a desconfiança eleitoral também tenha sido forte, houve maior disposição para reconhecer os ganhos concretos da medida para o cotidiano dos consumidores. Os indecisos progressistas, tenderam a enfatizar os benefícios sociais da retirada da taxa e a associar o debate à necessidade de revisão mais ampla da estrutura tributária brasileira, especialmente da carga incidente sobre o consumo popular. E entre os dois grupos mais progressistas predominou uma leitura mais pragmática, centrada sobretudo nos impactos positivos sobre o orçamento familiar e no acesso ao consumo.
As respostas à segunda pergunta revelaram que o contato com universidades públicas ocorreu de maneiras bastante distintas entre os participantes, variando entre experiências diretas de formação, vínculos familiares, atuação profissional, convivência cotidiana com o ambiente universitário e contato indireto mediado por notícias, redes sociais e relatos de terceiros. Em praticamente todos os segmentos, aqueles que relataram vivências concretas dentro das universidades demonstraram maior familiaridade com o funcionamento institucional, com os desafios estruturais e com as oportunidades proporcionadas por esses espaços. Mesmo quando surgiram críticas relacionadas a greves, burocracia, infraestrutura precária ou disputas internas, predominou entre esses participantes uma percepção relativamente equilibrada das universidades públicas, acompanhada de reconhecimento da qualidade do ensino, da relevância da pesquisa e do impacto positivo dessas instituições na trajetória de vida de estudantes e famílias. Por outro lado, os participantes cujo contato ocorreu predominantemente de forma indireta — especialmente por meio de redes sociais, canais de opinião política, notícias e conteúdos digitais — tenderam a exprimir percepções mais abstratas e menos ancoradas na experiência cotidiana das universidades. Nesses casos, as avaliações frequentemente apareceram organizadas em torno de temas mais amplos e polarizados, como politização, conflitos ideológicos, desordem institucional e críticas ao ambiente acadêmico. Ainda assim, mesmo entre participantes sem experiência direta, não houve rejeição homogênea às universidades públicas enquanto instituições, permanecendo presente o reconhecimento de sua importância para ensino, pesquisa e ascensão social.
Na comparação entre as duas perguntas (essa e a da semana passada - relatório 132), ficou mais evidente a existência de uma relação importante entre tipo de contato com universidades públicas e intensidade das críticas direcionadas a elas. Entre bolsonaristas convictos e moderados, os participantes que relataram conhecer as universidades, principalmente por notícias, redes sociais e conteúdos digitais, tenderam a apresentar avaliações mais negativas, homogêneas e fortemente concentradas em temas como doutrinação ideológica, aparelhamento político e perda de função institucional. Já aqueles que tiveram experiências concretas dentro das universidades — próprias ou familiares — frequentemente construíram percepções mais ambivalentes, nas quais críticas ao ambiente político coexistiram com reconhecimento explícito da qualidade acadêmica, da importância da pesquisa e das oportunidades proporcionadas pelo ensino superior público. Por outro lado, entre indecisos, lulodescontentes e lulistas, o contato direto com universidades públicas esteve mais frequentemente associado à construção de vínculos positivos de pertencimento, legitimidade e valorização institucional. Nesses segmentos, mesmo quando os participantes acompanhavam notícias e debates sobre universidades pelas redes sociais ou pela mídia, as avaliações continuaram predominantemente positivas.
As discussões da última questão revelaram que a eventual substituição de Flávio Bolsonaro por Michelle Bolsonaro produziu percepções distintas conforme o grau de proximidade dos participantes com o campo bolsonarista. Entre bolsonaristas convictos, moderados e parte dos indecisos conservadores, predominou a avaliação de que Michelle possuía vantagens eleitorais relevantes, especialmente por carregar imagem menos desgastada, maior carisma e melhor capacidade de dialogar com segmentos como mulheres e evangélicos. Nesses grupos, sua figura apareceu frequentemente associada à ideia de suavização do bolsonarismo, funcionando como alternativa capaz de reduzir rejeições acumuladas por Flávio Bolsonaro e ampliar o alcance eleitoral do campo conservador. Ao mesmo tempo, mesmo entre os grupos mais receptivos, surgiram dúvidas recorrentes sobre sua experiência política, capacidade de articulação institucional e preparo para enfrentar disputas políticas mais agressivas.
Já entre os segmentos menos alinhados com a direita — especialmente indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas — predominou a percepção de que a troca de nomes não produziria mudança substantiva no projeto político representado pela família Bolsonaro. Nesses grupos, Michelle Bolsonaro apareceu frequentemente vinculada aos mesmos desgastes, escândalos e rejeições associados ao núcleo familiar, sendo vista mais como continuidade estratégica do bolsonarismo do que como renovação real. Ainda assim, mesmo entre participantes críticos, houve reconhecimento de que sua imagem pública menos conflitiva e mais preservada poderia torná-la eleitoralmente mais competitiva do que Flávio Bolsonaro.


O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.
O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.
Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.
O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.
Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.
O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.
O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.
Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).
Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.
Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.
Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.
Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.
Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.
O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

