O Monitor da Extrema Direita (MED) se transformou no Monitor do Debate Público (MDP). Na verdade, foi uma expansão do projeto original, que contemplava somente grupos focais contínuos de bolsonaristas convictos e moderados. Tornamos mais complexa a combinação dos critérios de seleção de participantes para produzir quatro categorias de grupos:
G1 – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno, desaprovam o atual governo, aprovam as invasões de 08/01, acreditam que o ex-presidente é perseguido pelas instituições e não assistem à Rede Globo.
G2 – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno, desaprovam o atual governo, desaprovam as invasões de 08/01, não há consenso sobre o ex-presidente ser perseguido pelas instituições e não rejeitam a Rede Globo.
G3 – Preferências Flutuantes: votaram Branco/Nulo no segundo turno, mas em outros candidatos no primeiro turno. Os demais critérios são diversos.
G4 – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno, mas reprovam a atual gestão. Os demais critérios são diversos.
G5 – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno e aprovam sua gestão. Os demais critérios são diversos.
Dessa maneira, o novo Monitor do Debate Público (MDP) será capaz de captar um escopo bem mais amplo da opinião pública e dos fenômenos que regem o comportamento político no Brasil de hoje.
Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas colocados no tempo que lhes for mais conveniente, liberdade essa inexistente nos grupos focais tradicionais, que são presos à sincronia do roteiro de temas e questões colocados pelo mediador. O instrumento de pesquisa, assim, se acomoda às circunstâncias e comodidades da vida de cada um, reduzindo a artificialidade do processo de coleta de dados e, portanto, produzindo resultados mais próximos das interações reais que os participantes têm na sua vida cotidiana.
É importante salientar que os resultados apresentados são provenientes de metodologia qualitativa, que tem por objetivo avaliar posicionamentos e opiniões. Mesmo quando quantificados, tais resultados não podem ser tomados como dados estatísticos provenientes de amostragem aleatória, ou seja, as totalizações dos posicionamentos de grupos específicos não devem ser entendidas como dotadas de validade estatística mas como dado indicial.
O sigilo dos dados pessoais dos participantes é total e garantido, assim como sua anuência com a divulgação dos resultados da pesquisa.
Entre os dias 24 a 30/3 , cinco grupos foram monitorados a partir de suas opiniões sobre questões candentes do debate público. Compõem esses grupos 50 participantes. Todos os grupos foram montados de modo a combinar variáveis como sexo, idade, etnia, renda, escolaridade, região de moradia e religião em proporções similares às da população brasileira.
Cada grupo possui características únicas. São elas:
G1 – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno, desaprovam o atual governo, aprovam as invasões de 08/01, acreditam que o ex-presidente é perseguido pelas instituições e não assistem à Rede Globo.
G2 - Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno, desaprovam o atual governo, desaprovam as invasões de 08/01, não há consenso sobre o ex-presidente ser perseguido pelas instituições e não rejeitam a Rede Globo.
G3 – Preferências Flutuantes: votaram Branco/Nulo no segundo turno, mas em outros candidatos no primeiro turno. Os demais critérios são diversos.
G4 – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno, mas reprovam a atual gestão. Os demais critérios são diversos.
G5 - Lulistas - votaram em Lula no segundo turno e aprovam a atual gestão. Os demais critérios são diversos.
Evangélicos - Compusemos também um "grupo virtual" formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos, a fim de capturar tendências específicas da opinião desse contingente demográfico.
Ao longo do período, três temas foram abordados: i) ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF); ii) condenação de Carla Zambelli pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal; iii) formalização das acusações contra Bolsonaro e outros sete aliados no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.
Ao todo, foram analisadas 149 interações, que totalizaram 6.933 palavras.
Bolsonaristas Convictos | Bolsonaristas Moderados | Eleitores Flutuantes | Lulodescontentes | Lulistas | Evangélicos | |
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Imposto de Renda | O grupo rejeitou a proposta, vista como manobra eleitoreira para recuperar a imagem do governo. Muitos duvidaram de sua efetividade e da intenção real por trás da medida. | A maioria apoiou a proposta, reconhecendo justiça na isenção para rendas menores. Alguns mencionaram motivação política na ênfase dada para aprovação da mudança. | A medida foi amplamente vista como justa e necessária para aliviar a carga sobre os mais pobres. Alguns destacaram a desigualdade no sistema tributário atual. | Houve apoio à proposta com reconhecimento de seu valor simbólico e social. Alguns criticaram a ausência de uma correção mais ampla na tabela do IRPF. | A proposta foi considerada extremamente necessária e justa. Muitos falaram sobre a urgência de uma reforma tributária mais ampla e tinham dúvidas quanto a aprovação no Congresso. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos originais de participação. |
Condenação de Carla Zambelli | Unanimemente o grupo defendeu que a condenação foi motivada por perseguição política à direita, relativizando a conduta da deputada e desconfiando da imparcialidade do STF. | O grupo ficou dividido entre os que consideraram justa a punição por uso indevido da arma e os que viram na condenação um viés político contra apoiadores da direita. | Todos defenderam a punição, com base na igualdade perante a lei e na responsabilidade de figuras públicas. Muitos enfatizaram que o porte de arma não justifica abuso de poder. | O grupo apoiou amplamente a condenação com base legal e ética, valorizando o reforço à confiança nas instituições e a necessidade de coibir abusos de autoridade. | Todos apontaram que a punição foi não apenas justa, mas tardia, apontando o desequilíbrio emocional da deputada e a incompatibilidade de sua conduta com o cargo público. | As respostas dos participantes estavam alinhadas com seus grupos originais. |
Formalização das acusações contra Bolsonaro | O grupo viu o julgamento como uma perseguição política ao ex-presidente, interpretando o STF como parcial e autoritário, com o objetivo de impedir sua candidatura futura. | O grupo criticou o caráter político do processo, mas de forma mais moderada, com parte dos participantes defendendo que o julgamento deve seguir seu curso legal. | Predominou o ceticismo em relação à justiça brasileira, com descrença na efetividade do julgamento e a percepção de que tudo acabará em impunidade, como em outros casos políticos. | A maioria defendeu a legitimidade da decisão do STF, valorizando a responsabilização judicial como sinal de fortalecimento institucional, ainda que com algumas ressalvas sobre possíveis interferências políticas. | Os participantes apoiaram fortemente a decisão do STF, defendendo que Bolsonaro e seus aliados devem ser punidos, e rejeitaram as alegações de perseguição, vendo-as como tentativas de manipulação. | Os participantes reponderam à questão de acordo com seus grupos de pertencimento. |
Os participantes do grupo 1 (bolsonaristas convictos), em sua maioria, demonstraram uma visão crítica e desconfiada em relação à proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Houve um sentimento generalizado de que a medida teria sido motivada por interesses eleitoreiros, com o objetivo de recuperar a imagem do governo diante de uma popularidade em baixa. Muitos interpretaram a proposta como uma tentativa de manipular a percepção pública, especialmente por ocorrer em um contexto próximo ao período eleitoral, gerando suspeitas sobre a real intenção por trás da iniciativa.
Além disso, foi recorrente a ideia de que a medida traria benefícios aparentes somente para uma parcela da população, e que, na prática, viria acompanhada de compensações que poderiam afetar outros setores, como a taxação dos mais ricos.
"Eu acredito que o governo está querendo limpar a imagem dele que está muito mal vista pelos brasileiros aí vem com essa medida que nada impede que depois ele vai voltar atrás, não confio nesse governo de mentiras e incertezas. Lula governa pra dar privilégios pra ele e quem o cerca, pior que tem quem ainda acredita nele."" (G1, 55 anos, gerente de serviços elétricos , RJ)
"Como ele está sem credibilidade nenhuma então é por isso que ele fez isso, mas por outro lado para ñ perder eles vão taxar quem ganha mais eles dão com uma mão e tiram com a outra,acho que eles deveriam fazer isso ainda este ano e ñ no ano de eleição,ele está querendo passar como um bom governo e as pessoas e acreditam nele continuar pensando que ele governa para os pobres..." (G1, 57 anos, confeiteira, PE)
"Acredito que isentar quem ganha até 5 mil seja uma estratégia do governo para ganhar credibilidade com o povo. Mas vai taxar quem ganha mais de 50 mil. Vamos ver onde isso vai dar." (G1, 38 anos, assistente administrativo , AM)
"Nitidamente está ação do governo é tipicamente eleitoreira. Promessa de campanha que só está sendo colocada em prática as vésperas de uma eleição.. muito conveniente né? Pior que isso sempre acontece e muitos desinformados caem nesta manobra eleitoreira. Como melhorar a popularidade as vésperas de eleição? Distribuindo migalhas para população carente através de medidas populista. Nisso o Lula é mestre. Vão taxar quem ganha até R$ 600mil ano mas os amiguinhos bilionários da JBS, ITAÚ, AMBEV estes não precisa, são intocáveis e premiados com isenções e ajuda do STF. Para mim estas medidas do governo são cortinas de fumaça para encobrir a rejeição e melhorar a popularidade visando as eleições 2026. Tá bem claro só se ilude quem quer." (G1, 54 anos, músico, RS)
Os demais participantes, incluindo os do grupo 2 (bolsonaristas moderados), reconheceram a medida como justa, destacando a importância de um sistema tributário proporcional e de alívio financeiro para os atendidos pela nova faixa. Muitos entenderam a proposta como um alívio necessário para trabalhadores de baixa renda e classe média, especialmente diante da alta dos preços e da inflação. Houve forte percepção de desigualdade no sistema tributário atual, no qual os mais ricos — especialmente empresários, políticos e altas autoridades — foram vistos como menos penalizados, enquanto os mais pobres carregariam um fardo desproporcional. Também houve reconhecimento de que a medida cumpre uma promessa de campanha, ainda que tardia, o que conferia um valor simbólico positivo à sua implementação.
"Acho muito bom, sempre pensei que quem ganha mais tem que pagar e quem ganha menos,pagar menos,isso em todas as classes e empregos." (G2, 54 anos, aposentado, PB)
"Essa mudança é bem vinda e justa. É bem vinda por ser promessa de campanha, um pouco tardia mas está valendo. E justa pois conforme o valor dos ganhos da pessoa, vai pagando o imposto proporcional."" (G2, 35 anos, contadora, RS)
"Acho justo e necessário. Pois quem ganha milhões como empresários e políticos sempre se safam e o trabalhador que luta para sobreviver é quem se lasca" (G3, 37 anos, assistente administrativa , MG)
"Acho correta essa medida. Quem recebe valores altíssimos, pode pagar mais de imposto de renda, pois tem condições para isso. Não tem como manter as mesmas taxas para todos, é injusto. O povo tá sempre passando dificuldade financeira, então aumentar a faixa de isenção vai dar um respiro para muita gente. É muito triste ver o nosso dinheiro indo embora com o imposto de renda." (G3, 37 anos, médica veterinária , PR)
"O governo está certíssimo , Lula esta governando para os mais pobres (mas ta prejudicando também), os políticos são a favor do pobre pagar 27,5% de IR e contra o super rico pagar até 10%, enfim , só querem lucro maior de qualquer forma." (G4, 25 anos, babá, RS)
"Ainda bem que essa promessa de campanha ele está cumprindo,porque era injusto a taxação e os mais ricos que realmente tem que pagar a mais." (G4, 49 anos, artesã , CE)
"acho ótimo. no atual momento o valor é de pouco mais de 2mil reais, é um grande passo para as melhorias.
sobre a taxação para salarios de 50mil, é super justo, imagina ganhar 50mil e não pagar nada de taxação? sendo que vaaarias pessoas que recebem MUITO menos são taxadas. Fora que isso é dinheiro pra caramba."" (G5, 21 anos, auxiliar administrativa, RO)
"Eu acho a proposta mais do que necessária, já era para ter havido uma mudança tributária há bastante tempooooo! É um absurdo que proporcionalmente, uma pessoa que ganhe até cinco mil reais pague muito mais do que quem ganha 50 mil. Essa é uma distorção econômica que leva a uma desigualdade social tão gritante no nosso país! Pena que eu acho que não irá passar no Congresso, sabemos que lá não são defendidos os interesses reais da população brasileira e sim dos próprios parlamentares. Sobre a taxação de grandes salários, considero justa e uma forma de redistribuição de renda!"" (G5, 33 anos, tradutor, SP)
Os grupos 1 e 2 (bolsonaristas convictos e bolsonaristas moderados) demonstraram uma percepção amplamente crítica à condenação, marcada por um forte sentimento de parcialidade do sistema judiciário. A maioria dos participantes apontou a ideologia política como fator determinante para a decisão do STF, sugerindo que políticos de direita estariam sendo perseguidos, enquanto figuras da esquerda seriam supostamente poupadas por atos semelhantes. Essa visão refletiu uma desconfiança profunda nas instituições, especialmente no Supremo Tribunal Federal, considerado por muitos dos comentaristas como parcial e comprometido com uma agenda política específica.
Além disso, os comentários demonstraram uma tendência de relativizar o ato em si — o porte ilegal de arma e o constrangimento — em nome de um suposto contexto provocativo e da alegada legítima defesa. Embora alguns reconhecessem a imprudência da atitude da deputada, a responsabilização por seus atos foi, em grande parte, diluída por narrativas que colocavam a culpa na atuação do Judiciário e em uma suposta "ditadura da esquerda".
"Eu acho que se ela não tem o porte de armas, a condenação é justa, mas sabemos que ela foi provocada para que isso mesmo acontecesse, ela perdeu a cabeça pela provocação do petista, e agora vai ter que aguentar as consequências. Mas isso tudo só está acontecendo porque ela é de direita, se fosse de esquerda podia até ter atirado e matado o provocador que não daria em nada, infelizmente!"" (G1, 55 anos, gerente de serviços elétricos , RJ)
"Bem eu acho que td isso e uma perseguição sem tamanho,pois eles querem a todo custo conderem quem ñ segui a cartilha deles e outra ela tem sim porte de arma,mas eu creio que um dia isso td vai acabar eles vão cair..." (G1, 57 anos, confeiteira, PE)
"a Carla foi muito inconsequente e está pagando pelo seu erro. Acredito que se ela fosse do lado político contrário tudo seria varrido para baixo do tapete, isso deixa claro que existe uma perseguição política do judiciário aonde um lado pode cometer todo tipo de delitos sem sofrer nenhuma consequência. Como dizia Olavo de Carvalho: A pior ditadura é a do judiciário, pois vc não tem a Quem recorrer."" (G1, 54 anos, músico, RS)
"Acredito que seja perseguição política pq ela é de direita. Se ela fosse de esquerda estaria tudo esquecido e todos calados. Igual aquele caso do ministro tarado que ninguém fala mais nada." (G1, 38 anos, assistente administrativo , AM)
"Carla Zambelli deu todas as armas aos seus inimigos ao não conseguir se controlar, por outro lado o STF não perderá nenhuma chance de condenar qualquer político ligado a Jair Bolsonaro, no entanto aparentemente não terá a mesma intensidade ao julgar qualquer político de esquerda." (G2, 43 anos, administradora, GO)
"Penso que apontar uma arma é perigoso sim, mas não matou ninguém e ser condenada por isso? Quantos bandidos fazem isso e não são condenados. Penso tbm que qualquer pessoa da direita e com ligação ao Bolsonaro vai sofrer perseguição e qualquer motivo será usado para que os tornem réu."" (G2, 35 anos, contadora, RS)
"Eu acho que a condenação dela foi um pouco parcial , na tentativa de tentar inibir os apoiadores dela, já vimos crimes semelhantes ou piores que não chegaram nem a metade da pena, mas não justifica tudo que ela fez."" (G2, 26 anos, autônomo, DF)
Os demais participantes dos grupos 3, 4 e 5 (eleitores flutuantes, lulodescontentes e lulistas) adotaram uma postura majoritariamente favorável à condenação, com ênfase na necessidade de que a lei seja aplicada de forma igualitária, independentemente do cargo político ou do porte de arma. Os participantes destacaram que a autorização para portar uma arma não autoriza comportamentos abusivos ou ameaçadores. Essa visão sustentou a defesa de que ela deveria ser punida como qualquer cidadão comum, inclusive com a cassação do mandato, reforçando a importância do princípio da isonomia diante da lei.
A condenação foi vista como um passo necessário para coibir abusos de poder e para reafirmar que a justiça deve alcançar também aqueles que ocupam cargos de autoridade. A sensação de justiça sendo efetivamente aplicada foi celebrada como um sinal de que o Estado de Direito permanece atuante, reforçando a importância da responsabilização como instrumento de confiança e estabilidade social.
"Se ela tinha porte de arma e abusou do poder precisa realmente ser punida. Só porque ela é deputada e tem autoridade não significa que possa dar "carteirada" e desrespeitar as pessoas, principalmente ameaçar. Precisa sim ser punida. A lei é válida para todos, mas infelizmente políticos e outras autoridades acham que estão acima da Lei" (G3, 45 anos, turismóloga , RJ)
"Eu concordo plenamente com a condenação, a lei tem que ser igual para todos, e ela deve ser cassada e cumprir a condenação como cidadã comum e não como parlamentar."" (G3, 45 anos, professora , MT)
"Achei ótimo,pois as ações tem que ter consequências,os políticos estão acostumados a fazerem o que querem e ficar por isso mesmo." (G4, 49 anos, artesã , CE)
"Concordo com as punições à Carla Zambelli pois ela agiu de forma temerária e completamente inadequada. Independentemente de a pessoa ter porte de armas ou não e/ou ter autorização ou não de porte e /ou uso de armas, nada justifica a ação e forma de agir que Carla Zambelli agiu. Ela não foi ameaçada de morte e tampouco estava em situação de legítima defesa para se justificar minimamente o uso de arma de fogo. Ela fez uma atitude temerária e que ofereceu risco à vida de muitas pessoas." (G4, 44 anos, funcionário público estadual, PR)
"Já era para ela estar pressa muito antes disso, tinha cometido vários crimes durante o Governo do ex presidente, mas ainda bem que dessa vez conseguiram provas e indícios bem fortes para a sua condenação! Acho super justa, já que ficou bem claro nos vídeos que ela tentou ameaçar e talvez até matar o homem, pois estava totalmente descontrolada em tal situação!" (G5, 33 anos, tradutor, SP)
"Zambelli tem um histório de muito antes desse acontecido, que inclusive, ja era pra estar cumprindo pena desse também! 3 anos e ainda estão decidindo? pelo amor. Ter porte de ama não significa que ela pode apontar a arma para qualquer pessoa em um lugar público quando se descontrola. deve perder o mandato e porte de arma."" (G5, 21 anos, auxiliar administrativa, RO)
Unanimemente os participantes dos grupo 1 (bolsonaristas convictos) e a maioria dos participantes do grupo (bolsonaristas moderados) virma a decisão como uma tentativa deliberada de afastar Jair Bolsonaro da disputa eleitoral futura (ignorando o fato dele já estar impedido), interpretando os atos do STF como parte de um esforço para impedir sua volta ao poder. Nessa visão, os ministros da Corte, sobretudo Alexandre de Moraes, foram retratados como agentes autoritários, acusados de distorcer a justiça e agir contra a democracia. A narrativa dominante entre os respondentes foi de perseguição política, censura e ruptura institucional.
A visão de que o ex-presidente é um líder popular injustiçado foi recorrente, assim como a crença de que sua eventual prisão provocaria reações intensas da população.
"Penso que estamos pior que a Venezuela, porque o ministro Alexandre de Moraes, tem agido como um ditador cruel desequilibrado, tirânico que não tem um pingo de compaixão em condenar pessoas inocentes, porque ele sabe que foi STF, TSE e o PT que deram o verdadeiro golpe e fazem isso sem nenhum pudor, na nossa cara, pensa que somos burros e vamos engolir essa narrativa de golpe. O presidente Bolsonaro é inocente e os manifestantes também têm que ser anistiados no máximo uma punição branda para os baderneiros, mas nunca uma condenação absurda como estamos vendo. Já não somos uma democracia há muito tempo e não temos a quem recorrer, torço para que os Estados Unidos intervenham nessa grande injustiça!"" (G1, 55 anos, gerente de serviços elétricos , RJ)
"O STF por meio de Alexandre de morais, Barroso e Flávio Dino, está deixando claro que não existe mais justiça e democracia no país. Este julgamento a toque de caixa escancara que o objetivo deles é tirar Bolsonaro da corrida eleitoral de 2026. Bolsonaro e todos os acusados da suposta tentativa de golpe, deveriam ser julgados na primeira instância pois nenhum deles possui imunidade parlamentar. ( como aconteceu com Lula, que passou pelas 3 instâncias até ser condenado pelo mesmo STF que o descondenou) eu nunca vi nestes meus 55 anos um ex presidente ser tão perseguido, difamado e mesmo assim, apesar de tudo , a grande maioria da população, continua dando apoio e se manifestando a seu favor. se eu fosse juiz do STF pensaria e analizaria 1000x os prós e contras de uma condenação a Bolsonaro e o pessoal do 8 de janeiro. existe uma forte tendência de o tiro sair pela culatra. Ou em bom português: vão dar um senhor tiro no pé. 🤣🤣🤣🤣🤣🤣"" (G1, 54 anos, músico, RS)
"Eu acho que ñ vão conseguir prender ele ñ,e se isso acontecer eu acho que vai parar o Brasil pq todos os que apoian ele vão sair as ruas para uma manifestação como nunca se viu antes por um ex presidente..." (G1, 57 anos, confeiteira, PE)
"É um assunto delicado e difícil de expôr uma opinião, mas penso que é uma jogada política, pois Bolsonaro é forte, e de alguma forma precisam impedir ele, e como é assunto de interesse do STF, vão agir de forma rápida."" (G2, 35 anos, contadora, RS)
"Bolsonaro já está condenado, infelizmente já está tudo arranjado e o colegiado vai condena-los. Mas eu acho que eles estão dando um tiro no próprio pé,pois a população vai cobrar seriedade no processo."" (G2, 54 anos, aposentado, PB)
"Todo este teatro foi montado de forma a impedir que Bolsonaro venha a disputar uma eleição. O pronunciamento dele é bem claro." (G2, 43 anos, professora , SP)
Os participantes do grupo 3 (eleitores flutuantes) demonstraram um sentimento predominante de cansaço e descrença no sistema de justiça. Muitos participantes expressaram a ideia de que o caso não levaria a consequências concretas, como ocorre frequentemente em processos envolvendo figuras políticas no Brasil. Havia uma percepção generalizada de que tudo acabaria em impunidade, independentemente da culpa ou inocência dos envolvidos. A visão da justiça como ineficaz, lenta e influenciada por interesses políticos foi comum, sugerindo uma profunda desconfiança institucional e um certo conformismo com a repetição de padrões históricos de impunidade.
"Essa novela já tá mais do que uma canseira. Sabemos que as pessoas são culpadas e querem se safar a qualquer custo de qualquer maneira. E infelizmente saber que isso não dará em nada." (G3, 37 anos, assistente administrativa , MG)
"Parece que vai acabar tudo em pizza, como sempre acaba. Já tem mais de 2 anos do ato e tudo ainda se arrastando. E não é só porque é o Bolsonaro, todos são assim. Lula, Sérgio Cabral, e assim vai. A justiça não é eficiente e nem justa." (G3, 45 anos, turismóloga , RJ)
"Eu penso que os fatos deveriam ser apurados e cada um ter a sua punição conforme a lei, mas em se tratando do nosso Brasil o resultado final não vai ser o esperado e o Bolsonaro e os envolvidos não serão punidos. O pronunciamento do Bolsonaro querendo ou não, tem um pouco de verdade." (G3, 45 anos, professora , MT)
"Sinceramente vai ficar adiando, adiando e vai acabar em nada. Isso vai ser estender por muito tempo ainda. A justiça nossa aqui é muito falha, e muita coisa acontece por trás e nós brasileiros só pagamos o preço por coisas deles mesmo fazem errada ." (G3, 39 anos, analista financeiro , SP)
As respostas dos grupos 4 e 5 (luludescontentes e lulistas) evidenciaram uma postura predominantemente favorável à decisão do STF, com maior confiança nas instituições e no processo judicial. Muitos participantes defenderam que, havendo provas, os acusados devem ser responsabilizados, destacando a importância de que todos — inclusive políticos e figuras influentes — estejam sujeitos às mesmas leis.
Muitos afirmaram que a responsabilização judicial de Bolsonaro e seus aliados é necessária e justa, expressando indignação com os eventos relacionados ao ex-presidente e viu a aceitação da denúncia como um marco positivo para a democracia e o fortalecimento das instituições. A expectativa geral foi de que o julgamento ocorra com transparência, legalidade e respeito ao direito de defesa, reforçando a noção de que ninguém está acima da lei.
O conteúdo do pronunciamento de Bolsonaro, que foi percebido como vitimização e tentativa de manipular a narrativa pública.
"Achei ótimo, ele precisa responder pelo seus atos, foi golpe mesmo , que foi planejado durante os quatros anos de governo Bolsonaro, está bem claro e bem legível as acusações contra ele." (G4, 25 anos, babá, RS)
"Tenho a opinião que a decisãodo STF foi acertada. Os fatos desta denúncia não podem ser omitidos quanto ao encaminhamento para julgamento. As investigações já foram realizadas. O julgamento judicial não pode ser omitido. Cabe ao STF e às defesas debaterem dentro desse futuro julgamento para que o STF decida sobre condenações ou absolvições. Quanto à reclamação de Jair Bolsonaro de ser um julgamento político condiz um pouco porque os atos a serem analisados têm origem política. O que não tem nada haver é querer enviesar para um julgamento político partidário que não é." (G4, 44 anos, funcionário público estadual, PR)
"Achei justo, ele planejou isso por muito tempo e deve responder por todos os crimes que cometeu, para que nunca mais se repita." (G4, 27 anos, autônoma, PA)
"Acho muito justo que ela pague pelos crimes cometido ainda bem que tem provas assim não conseguirá se safar"" (G5, 28 anos, autônoma, MT)
"A decisão do STF é mais do que acertada, nunca se puniu golpistas nesse país, assim, servirá como exemplo que a nossa democracia, apesar de jovem, apesar de sempre tentar ser derrubada, resisti e é o bem mais valioso que há nesse país. Por isso, os votos foram tão elucidativos, sempre relembrando o que já houve em 64 para que isso nunca mais se repita, pois, não há mal pior do que uma didatura. Sobre as fala do ex presidente, é risível, já que ele já está inelegível antes mesmo desse julgamento para ser preso, então, não há nenhuma relação entre essas ações. Quem foi preso politicamente e que se comprovou com todos os indícios de parcialidade, foi o Lula. que ganharia a eleição em 2018 no primeiro turno ainda." (G5, 33 anos, tradutor, SP)
"Mais do que justo e estou de acordo com a decisão. Que ele pague por todos os crimes cometidos"" (G5, 28 anos, autônoma, MT)
Os temas discutidos nesta semana reforçaram algumas perspectivas já observadas nos grupos.
A primeira delas diz respeito à capacidade dos bolsonaristas moderados de reconhecer e aprovar certas ações do atual governo — algo que não se verifica entre os bolsonaristas convictos. A possível ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, por exemplo, foi elogiada e considerada um mérito do governo pelos moderados, bem como por outros grupos, como os eleitores flutuantes, lulodescontentes e lulistas. Para esses participantes, a medida representa um ato de justiça tributária. Já entre os bolsonaristas convictos, a proposta foi duramente criticada, sendo interpretada como uma ação eleitoreira e uma manobra populista, voltada à tentativa de restaurar a legitimidade carismática do presidente. Os outros três grupos foram unânimes no apoio.
As duas perguntas seguintes retomaram a divisão mais recorrente na pesquisa: a oposição entre bolsonaristas (convictos e moderados) e os demais grupos.
Um ponto de convergência entre os dois segmentos da direita foi a desconfiança nas instituições — especialmente no governo e no Congresso —, acompanhada da retomada de narrativas de perseguição política. Esses participantes interpretaram a condenação de Zambelli como fruto de perseguição ideológica, relativizando a gravidade de sua conduta. Por outro lado, os demais grupos analisaram o episódio a partir dos princípios da legalidade, da ética pública e da responsabilidade de agentes políticos. Para esses, o porte de arma não legitima comportamentos abusivos, e figuras públicas devem responder por seus atos como qualquer cidadão.
A mesma divisão apareceu na questão sobre o indiciamento formal de Jair Bolsonaro. Entre os bolsonaristas, prevaleceu a ideia de que o julgamento tem motivações políticas e representa uma perseguição à direita. Já entre os moderados, embora a percepção de viés político também estivesse presente, observou-se uma abertura — ainda que tímida — para o prosseguimento das investigações e a apresentação de novas evidências. Os flutuantes, por seu turno, demonstraram mais uma vez ceticismo grande em relação às instituições, com a percepção de que também dessa vez “tudo vai terminar em pizza”.Por fim, os participantes mais alinhados à esquerda se destacaram por uma defesa consistente do papel das instituições, especialmente as jurídicas. Demonstraram maior confiança nessas estruturas e apoiaram o julgamento justo como um passo essencial para a responsabilização de práticas antidemocráticas.
Passeata de Bolsonaro por anistia; Licenciamento de Eduardo Bolsonaro; Avaliação do Governo Federal.
Prisão de Braga Netto;Aprovação do do pacote de cortes de gastos;Concessão de benefícios extras
Tarcísio de Freitas e o uso de câmeras;Regulamentação de IA;Declarações de Moro e a Cassação de Caiado.
Isenção do IR; PEC dos Gastos Públicos; Divergências entre Mercado e Governo.
Tentativa de Golpe: informações gerais; Indiciamento de Jair Bolsonaro; Pedido de Anistia
Especial G20: Falas de Janja; Percepeções gerais; Avaliação de pautas
Símbolos religiosos em órgãos públicos; PEC para fim da escala de trabalho 6x1; Atentado em Brasília.
Retirada de livros com conteúdo homofóbico.; Vitória de Trump.; Programa Pé de Meia.
Fragmentação da Direita; Anulação de condenações da Lava-Jato; Reunião de Lula com governadores
Participação do Brasil no BRICS; Mudanças de candidato no 2T; Caso Gustavo Gayer
Privatização de estatais; Fake News nas eleições; Eleição de policiais e militares
CPI das apostas online; Aumento da pena para crimes contra a mulher
Decisão do voto: Direita x Esquerda; Voto no PT; Campanha 2024 e expectativas; Avaliação dos Resultados
Descriminalização das Drogas; Ens. Religioso; Escola cívico-militar; Aborto; Prisão de mulheres que abortam
Violência entre Datena e Marçal; Regras do debate eleitoral; Definição do voto
Manifestação convocada por Bolsonaro; Atuação de Marina Silva; Prisão de Deolane
Suspensão do X (antigo Twitter); Queimadas florestais; Acusações sofridas por Silvio Almeida
Semana Temática: Bolsa Família; Auxílio Brasil; Privatização das Estatais
Pablo Marçal; Folha contra Moraes; Suspensão das Emendas
Temático: Casamento Homoafetivo; Adoção por casal Gay; Cotas Raciais
ESPECIAL ELEIÇÕES MUNICIPAIS: Interesse pelo Pleito; Gestor Ideal; Apoios de Lula e Bolsonaro
Temático Segurança: Porte de Armas; Pena de Morte; Redução da Maioridade Penal
Desistência de Joe Biden; Declarações de Maduro; Declarações de Tebet
Atentado contra Trump; Cotas na Política; Fala de Lula
Espectro ideológico; Avaliação do Governo Lula; Isenção de Multa para Irmãos Batista
Saúde de Pessoas Trans; Lula e o Câmbio; Indiciamento de Bolsonaro
Aumento para os Procuradores de SP; Descriminalização da Maconha no país; Golpe na Bolívia
Lula no G7; Críticas de Lula ao BC; PL dos Jogos de Azar
Eleições nos EUA; Arthur Lira e o Conselho de Ética; PL 1904
Parada LGBT+; Terceirização da Escola Pública ; Escolas Cívico-Militares
Acusações contra Zambelli; PEC das Praias; Veto à criminalização das Fake News
Benefício Emergencial no RS; Absolvição de Moro; Imposto sobre Importações
Fake news da tragédia; Fala de Eduardo Leite; Fuga de condenados bolsonaristas
SEMANA PETROBRÁS - Privatização, Desenvolvimento e Meio Ambiente
Saídas Temporárias, Condenações de 8/1, Atuação de Presidentes em Calamidades Públicas
Manifestação pró-Bolsonaro em Copa, Novos programas para pequenos empresários e empreendedores; Elon Musk e Alexandre de Moraes
Caso Marielle; Comissão de mortos e desaparecidos; Percepções sobre a ditadura
Taxação dos super ricos; Fraude na carteira de vacinção; Áudios de Cid
Segurança Pública em SP; Nikolas na Comissão de Educação; 60 anos da Ditadura
#Diário Gal Heleno #Economia #Pautas para Mulheres
Manifestação pró-Bolsonaro; Isenção tributária a entidades religiosas; iii) Mudanças nos mandatos
Guerra do Iraque; Vacinação da Dengue; Vídeo de Bolsonaro
#Investigações do Golpe #Fuga dos Detentos de Mossoró
#Aproximação entre Lula e Tarcísio de Freitas #Avaliação de Bolsonaro #Avaliação de Lula
Abin e Alexandre Ramagem; Carlos Bolsonaro e espionagem; Erros no ENEM
Percepções sobre a vida atual, Eleições municipais, Programa
Janones, Declarações de Lula sobre Dino, Indulto de Natal
Falas de Michele, Auxílio a Caminhoneiros e Taxistas, Apoios de Criminosos
#Dados do desemprego no Brasil #Colapso ambiental em Maceió #Disputa entre Venezuela e Guiana
Fim das Decisões Monocráticas, Morte de Clériston Pereira, Dino no STF
#Pronunciamento de Janja #Redução dos custos das Passagens Aéreas #Redução dos custos dos Combustíveis
Militares na Política, Privatizações, Dama do Tráfico no Planalto
#Déficit Zero na Economia #Gabinete do Ódio #Redação do ENEM
Desvio de Armas, Jair Renan na Política, 2a. Condenação de Bolsonaro
Veto dos EUA, Milei, Violência no Rio de Janeiro
GUERRA: Crianças, Resgate de Brasileiros, Conselho de Segurança
Violência no RJ, Fake News da Vacina, Oriente Médio
Inclusão de Pessoas Trans, Grampos de Moro, Conselho Tutelar
Golpismo renitente, Canais de informação bolsonaristas, Gal. Heleno
Rede Globo, Jair Renan, Casamento Civil Homoafetivo
Desfile da Independência, Operação Lava Jato, Desastre no RS
O silêncio de Jair e Michele, Hábitos de Consumo de Informação, Voto Secreto no STF
Zanin, Faustão e a Taxação das Grandes Fortunas
Relatório #19 MED
ESPECIAL: O CASO DAS JOIAS
Tarcísio, Zema, Avaliação 7 meses do Governo Lula
Bolsa família, Laicidade do Estado e MST
Taxação de fundos exclusivos, Marielle e Porte de Arma
Escolas Cívico-Militares, Ataque a Moraes e Desenrola
Tarcísio vs. Bolsonaro, Lula no Mercosul e Aprovação de Lula
Condenação, Plano Safra e Inércia Bolsonarista
Julgamento, PIX e Condenação de Bolsonaro
Julgamento, Cid e políticas sociais
Valores: Marcha, Parada e Aborto
Temas: Zanin / substituto de Bolsonaro
Meio Ambiente
Monitor da Extrema Direita
Os temas da semana são: (1) Investigações sobre os depósitos an
As técnicas tradicionalmente utilizadas para investigar a opinião pública são os surveys e os grupos focais. Ambas são muito úteis, mas têm com limitações da ordem prática e orçamentária, particularmente se deseja realizar um monitoramento contínuo.
O Monitor do Debate Público (MDP) é baseado em uma metodologia inovadora para monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens no que toca temas, preferências, valores, recepção de notícias etc.
O MDP é realizado por meio de grupos focais de operação contínua no WhatsApp, com participantes selecionados e um moderador profissional.
Assim como na metodologia tradicional de grupos focais, os grupos contínuos no WhatsApp do MDP permitem que o moderador estimule o aprofundamento de temas sensíveis e difíceis de serem explorados por meio de pesquisas quantitativas ou mesmo pela aplicação de questionários estruturados.
O caráter assíncrono dos grupos do MDP, possibilitado pela dinâmica da comunicação no WhatsApp, permite respostas mais refletidas por parte dos participantes, o que é adequado para eleitoral, dado que o voto é também uma decisão que demanda reflexão.
Por sua natureza temporal contínua, grupos focais do MDP são propícios para criar situações deliberativas, nas quais as pessoas se sentem compelidas a elaborar suas razões a partir das razões dadas por outros participantes do grupo.
O telefone celular é hoje o meio mais democrático e acessível de comunicação. Assim, a participação nos grupos do MDP não requer o uso de computador ou mesmo que os participantes interrompam suas atividades para interagirem entre si.
Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições 2018. Foi consultora da UNESCO, coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em diversas campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Realiza consultoria para desenho de pesquisa qualitativa, moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo do Estadão.
Mestre em Filosofia Política pela UNICAMP e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York, Graduate Center. Foi professor do antigo IUPERJ de 2003 a 2010. É, desde 2010, professor de Ciência Política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ). Coordenador do LEMEP, do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).
Cientista Social e mestre em Sociologia pela UFPR, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Possui formação em UX Research e cursos de gestão e monitoramento de redes sociais e estratégias eleitorais, mídias digitais e gerenciamento de redes. Possui experiência em pesquisas de mercado e campanhas políticas. Realiza moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.
Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte, manutenção de servidores web e possui especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.