Relatório 131

De 4 a 10/5/26

Temas:

  • Aldo Rebelo
  • Cabo Daciolo
  • Samara Martins
Realização:
Apoio:

Metodologia

O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Para o ano eleitoral de 2026, renovamos o quadro de participantes e ampliamos de cinco para seis o número de grupos focais contínuos no WhatsApp. O antigo grupo de eleitores flutuantes deu lugar a dois grupos de indecisos — conservadores e progressistas. Na maioria das eleições, os indecisos cumprem papel decisivo: por serem mais propensos a mudar de opinião, com frequência definem o resultado.

O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:

BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8 de janeiro.

BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8 de janeiro.

IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.

IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.

LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022 e reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.

LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.

Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de captar tendências específicas desse contingente demográfico.

Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.

Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

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Síntese dos Principais Resultados

Na semana de 4 a 10/5/26, os seis grupos discutiram questões candentes do debate público. No total, foram coletadas e analisadas 154 interações, totalizando 6.159 palavras.
Bolsonaristas Convictos (BC)Bolsonaristas Moderados (BM)Indecisos Conservadores (IC)Indecisos Progressistas (IP)Lulodescontentes (LD)Lulistas (LL)Evangélicos
Aldo RebeloPredominou a percepção de que Aldo Rebelo fez críticas legítimas ao STF e ao desequilíbrio entre os poderes. Ao mesmo tempo, houve dúvidas sobre sua força política e sobre sua real capacidade de implementar o que defende.O grupo se dividiu entre os que enxergaram coerência nas críticas institucionais e os que avaliaram o discurso como radical, performático e pouco viável politicamente. Houve cautela sobre sua competitividade eleitoral.Predominou forte rejeição ao discurso, percebido como autoritário, simplificador e desrespeitoso às regras institucionais. O grupo demonstrou baixa confiança na preparação e viabilidade do candidato.O discurso foi visto como confuso, excessivamente ideológico e centrado em críticas, sem propostas concretas. Predominou a defesa de um candidato capaz de governar para além de nichos políticos.As falas rejeitaram o tom confrontativo e autoritário do discurso e também o candidato. Predominou a percepção de que Aldo apostava mais na polarização e no antagonismo do que em propostas concretas e viáveis.Houve rejeição ao nome. O grupo associou o discurso ao bolsonarismo e a tendências autoritárias, defendendo os mecanismos de freios e contrapesos e criticando a intensificação da polarização política.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Cabo DacioloReconheceram coerência em algumas críticas e o valor do discurso nacionalista, mas prevaleceu a sensação de que seu estilo agressivo e radical comprometeria sua credibilidade e viabilidade eleitoral.Viram Daciolo como uma figura conhecida e alinhada a pautas conservadoras, porém excessivamente polêmica e pouco pragmática. Predominou a avaliação de que lhe faltam propostas concretas e força política real.Demonstraram ambivalência entre considerar Daciolo exagerado e caricato, mas ao mesmo tempo alguém que vocaliza críticas legítimas ao sistema político e à polarização tradicional.Perceberam o candidato como uma figura mais próxima do espetáculo político e das teorias conspiratórias do que de uma candidatura séria, apesar de reconhecerem críticas pontuais consideradas válidas.Houve abertura às críticas de Daciolo à polarização e ao sistema político, mas predominou a percepção de que seu discurso é mais simbólico e emocional do que sustentado em propostas concretas.Rejeitaram amplamente o candidato, percebendo-o como caricatural, conspiratório e sem credibilidade política, com discurso visto como vazio, performático e sem viabilidade eleitoral.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Samara MartinsPredominou forte rejeição ao discurso, percebido como repetitivo, ideológico e excessivamente ligado a sindicatos, luta de classes e pautas tradicionais da esquerda.O grupo enxergou a candidatura como pouco competitiva. O discurso foi percebido como apelativo, genérico e mais focado em identificação popular do que em propostas concretas.Houve ceticismo em relação à viabilidade eleitoral e desconfiança sobre discursos de “representação popular”. Parte do grupo reconheceu esforço da candidata, mas sem aprová-la.Predominou avaliação positiva da candidata, vista como autêntica, humilde e conectada à realidade das classes populares. Ainda assim, surgiram dúvidas sobre a clareza das propostas e sobre sua capacidade de ganhar projeção nacional.O grupo reconheceu legitimidade nas pautas sociais e na representatividade simbólica da candidata, mas considerou o discurso fraco, pouco concreto e excessivamente centrado em movimentos populares. Predominou a percepção de baixa viabilidade eleitoral.As falas valorizaram a proximidade da candidata com a realidade do povo e sua identificação com trabalhadores e periferias. Contudo, prevaleceu a avaliação de que faltaram propostas mais objetivas.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
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Pergunta 31

Aldo Rebelo (Democracia Cristã) confirmou sua pré-candidatura à Presidência da República. Após assistir ao vídeo, respondam: Vocês já conheciam o pré-candidato? O que acham do discurso dele no material assistido e dele como candidato a presidente?
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Reconhecimento limitado e baixa confiança na viabilidade eleitoral

Nos seis grupos, predominou um baixo nível de conhecimento prévio sobre Aldo Rebelo, com muitos participantes afirmando não conhecer o pré-candidato ou ter apenas referências superficiais sobre sua trajetória política. Mesmo entre aqueles que já haviam ouvido falar de seu nome anteriormente, a familiaridade apareceu limitada e pouco associada a uma imagem política consolidada. O material assistido funcionou, para grande parte dos participantes, como um primeiro contato mais direto com o candidato, revelando que sua presença no imaginário eleitoral ainda é reduzida e pouco competitiva quando comparada a nomes mais consolidados nacionalmente.

Também houve convergência ampla quanto à baixa confiança em sua viabilidade eleitoral e em sua capacidade concreta de governar. Independentemente do posicionamento ideológico dos grupos, prevaleceu a percepção de que o discurso apresentou poucas propostas objetivas e excesso de confrontação institucional, o que dificultou a construção de credibilidade como alternativa presidencial competitiva. Mesmo quando determinadas críticas feitas pelo candidato foram consideradas legítimas por alguns participantes, isso raramente se converteu em intenção efetiva de apoio, predominando dúvidas sobre preparo político, capacidade de articulação e possibilidade real de ampliar apoio para além de nichos específicos.

“Não conhecia o candidato até então, em relação ao que o mesmo mencionou, concordo que deveria ter mais equilíbrio entre o executivo, legislativo e judiciário, o STF está com muito poder em mãos e aparenta muito estar apoiando e protegendo o governo atual, seria bem difícil bater de frente.” (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)

“Boa tarde, ja conhecia de outras eleições, concordo com algumas falas dele, porem e um candidato que nao consegue chegar a um numero significativo de votos, que nao tem uma significância no meio político.” (BM, 72 anos, pensionista, RJ)

“Não conhecia o candidato em questão. Achei o discurso bem exagerado no sentido de ele acreditar que como presidente vai conseguir mudar algo estrutural e como candidato não vejo com força para disputar com outros.” (IC, 37 anos, professor, RJ)

“Não conhecia o Aldo Rebelo. No discurso achei meio fraco e genérico, fala de soberania e indústria mas sem trazer algo muito concreto. Parece mais do mesmo. No geral não me passou muita confiança como candidato, não vejo como um nome forte pra disputa.” (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

“Eu não o conhecia antes desse vídeo, e não simpatizei também como mesmo, realmente focou mais em criticar instituições do que em apresentar propostas concretas, passando uma impressão de confronto e pouca clareza sobre o que realmente pretende fazer como presidente.” (LD, 27 anos, entregadora, RS)

“Não conheço o candidato, mas não o considero uma boa opção para a presidência.” (LL, 28 anos, vendedora, PA)

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Apoio às críticas

Entre os bolsonaristas convictos e parte dos bolsonaristas moderados, houve reconhecimento de coerência nas críticas institucionais apresentadas por Aldo Rebelo, especialmente em relação ao STF e às dificuldades de governabilidade do Executivo. Nesse conjunto, o candidato conseguiu dialogar com percepções já presentes nesses segmentos, sobretudo a ideia de que determinados órgãos teriam acumulado poder excessivo e dificultado a atuação de governos eleitos. O discurso foi interpretado, por parte desses participantes, como alguém disposto a verbalizar insatisfações que consideram ignoradas por outros atores políticos.

Ainda assim, mesmo entre os grupos mais receptivos, a aceitação apareceu de maneira parcial e acompanhada de cautela. Houve reconhecimento de que o candidato levantou temas considerados relevantes, mas persistiram dúvidas sobre sua força política, sua consistência ideológica e sua capacidade concreta de transformar essas críticas em ações viáveis de governo.

“Não conhecia o candidato até então, em relação ao que o mesmo mencionou, concordo que deveria ter mais equilíbrio entre o executivo, legislativo e judiciário, o STF está com muito poder em mãos e aparenta muito estar apoiando e protegendo o governo atual, seria bem difícil bater de frente.” (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)

“Não o conheço mas ele é muito coerente e traz pontos muito importantes principalmente na ideia de que o poder estar exclusivamente sobre instituições que deveriam somente regulamentar e não criar diretrizes e impor poder como vemos hoje em dia.” (BC, 47 anos, administradora, BA)

“Boa tarde. Não conheço, mas gostei do discurso. Falou com coerência e esta certo em dizer que em muitos casos o presente não manda no país.” (BM, 32 anos, gerente de vendas, PA)

“Bom dia, ja conhecia o candidato por meio das mídias. Gostei do posicionamento dele e o primeiro candidato que fala em mudar a estrutura política interna para poder governar de maneira igualitária.” (BM, 72 anos, pensionista, RJ)

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Rejeição ao tom e ao discurso

Entre os indecisos conservadores, indecisos progressistas, lulodescontentes, lulistas e parte dos bolsonaristas moderados, predominou uma percepção negativa do tom adotado por Aldo Rebelo, considerado excessivamente radical, confrontativo e centrado em ataques institucionais. As críticas ao STF, à Funai, ao Ibama e à dinâmica entre os Poderes foram frequentemente interpretadas como sinais de autoritarismo, despreparo ou tentativa de aprofundar a polarização política. Nesses grupos, prevaleceu a expectativa de que candidatos presidenciais apresentem propostas concretas e capacidade de negociação, em vez de discursos focados em enfrentamento e conflito institucional. Muitos participantes avaliaram que suas falas simplificavam questões complexas e desconsideravam limites constitucionais e institucionais do sistema político brasileiro.

“Ele é uma figura ‘folclórica’ [...] Acredito que não tenha força para ser candidato [...] Como sempre, TODOS os candidatos ao invés de ter propostas concretas de crescimentos em todos os sentidos, se preocupam em meter o páu no outro.” (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)

“Nunca ouvi falar de tal candidato e achei o discurso dele de uma prepotência tremenda. Ele simplesmente quer passear por cima de todos os órgãos que temos? Achei a sua posição totalmente equivocada e não compactuo com sua fala.” (IC, 29 anos, professor, RJ)

“Nunca vi esse senhor antes, a divisão dos três poderes serve pra resguardar a nossa democracia [...] Achei ele meio viajado.” (IC, 30 anos, educador museal, RJ)

“Eu não conheço e nunca ouvi falar nesse candidato. Para mim seu discurso foi muito radical, penso que um candidato tem que trazer propostas e não apenas uma visão que combina com a opinião de uma ideologia política.” (IP, 46 anos, vendedora, RS)

“Não conhecia o Aldo, e achei o discurso dele confuso, pois ele não trás propostas, e sim critica o que já é estabelecido.” (IP, 29 anos, empreendedora, RJ)

“Não conhecia e confesso que não gostei, achei autoritário e essa questão de mudar as leis pq ele quer e acha bom, é beeemm problemático [...] Achei q ele focou mais em ataque do que em propostas de fato.” (LD, 29 anos, professora, RJ)

“Achei o discurso de um ditador... Não gostei e me pareceu um lunático Bolsonarista!!!!” (LL, 56 anos, assessora administrativa, RJ)

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Pegunta 32

Cabo Daciolo (Mobiliza) também confirmou sua pré-candidatura à Presidência da República. Após assistir ao vídeo, respondam: Vocês já conheciam o pré-candidato? O que acham do discurso dele no material assistido e dele como candidato a presidente?
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Reconhecimento superficial

A maior parte dos participantes afirmou já conhecer o pré-candidato de eleições anteriores, especialmente da disputa presidencial de 2018, além de sua circulação recorrente nas redes sociais, em memes e em vídeos de forte repercussão. Sua imagem pública surgiu associada a um estilo político facilmente identificável, marcado por discursos intensos, frases de impacto, forte componente religioso e posicionamentos considerados “fora do padrão” da política tradicional. Mesmo entre aqueles que rejeitaram sua candidatura, houve reconhecimento de que Daciolo já ocupa um lugar consolidado no imaginário político popular.

Porém, essa familiaridade pública não necessariamente se converteu em credibilidade eleitoral. Em vários grupos, ele foi descrito como uma figura “caricata”, “folclórica” ou ligada ao entretenimento político, o que reforçou sua capacidade de gerar atenção e reconhecimento imediato.

“Sim, conheço ele de outras candidaturas, fizeram piadas dele na época, mas tudo que ele fala se você vir a pesquisar, essas coisas acabam se alinhando.” (BC, 39 anos, administrador, RJ)

“Eu conheço o cabo daciolo tem um ótimo discurso bem alinhado e acho que ele pode brigar ali pela presidência dependendo do lado que ele escolher.” (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)

“Conhecia por causa dos debates que ele participou na sua primeira candidatura. Gostava muito dele por conta dos memes, da Ursal.” (IC, 30 anos, educador museal, RJ)

“Ja me garantiu boas risadas na eleição de 2018. É um louco consciente, eu diria.” (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

“Eu acompanho os vídeos do cabo Daciolo desde da campanha de 2018.” (LD, 59 anos, educador social, CE)

“Conheço o Cabo Daciolo de outras eleições e ele é apenas um vigarista buscando dinheiro de fundo eleitoral.” (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)

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Críticas consideradas legítimas no discurso

Entre os bolsonaristas convictos e parte dos bolsonaristas moderados, indecisos conservadores, progressitas e lulodescontentes houve alguma receptividade ao conteúdo do discurso de Cabo Daciolo. Predominou a percepção de que o pré-candidato conseguia verbalizar insatisfações já presentes entre os participantes em relação ao funcionamento da política brasileira. As falas demonstraram concordância parcial com críticas direcionadas tanto à esquerda quanto à direita, à polarização política e à percepção de que as elites políticas e econômicas estariam distantes dos interesses da população. Mesmo quando o tom do discurso foi considerado exagerado, radical ou pouco realista, apareceu reconhecimento de que algumas de suas falas dialogavam com sentimentos de frustração, abandono e descrença em relação aos atores políticos tradicionais.

O apoio ao discurso, porém, apareceu de forma mais simbólica do que eleitoral: muitos participantes concordaram com partes das críticas apresentadas, mas sem necessariamente enxergá-lo como uma candidatura viável ou preparada para governar.

“Não lembro dele, mas concordo com o que ele disse apesar de ter exagerado um pouco.” (BC, 22 anos, vigilante, RO)

“Eu conheço o cabo daciolo tem um ótimo discurso bem alinhado.” (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)

“Acredito que ele disse algumas verdades sobre a incapacidade de pensar no bem comum tanto da esquerda quanto na direita na política nacional.” (IC, 37 anos, professor, RJ)

“Fala verdades, mas tambem viaja e delira muito.” (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

“Apesar do discurso meio fantasioso ele tem uma verdade esquerda e direita ambas estão corrompidas.” (LD, 40 anos, turismóloga, SP)

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Rejeição total ao discurso

Entre os segmentos mais progressistas - lulistas e parte dos lulodescontentes e indecisos progressistas - predominou a ideia de que suas falas eram marcadas por exagero, teatralidade e excesso de teorias conspiratórias, o que comprometeria sua credibilidade política. Os participantes demonstraram dificuldade em levar o conteúdo a sério, especialmente quando o candidato abordava temas considerados fantasiosos ou pouco plausíveis. Em vários momentos, o discurso foi associado mais ao entretenimento político, à provocação e à construção de uma figura caricata do que à apresentação de propostas concretas para o país. A ideia de que Daciolo mistura elementos de crítica legítima com narrativas “absurdas” ou “delirantes” apareceu de forma recorrente.

Também predominou nesses grupos a avaliação de que o pré-candidato não apresentou soluções práticas nem um projeto claro de governo, concentrando-se mais em discursos inflamados e ataques genéricos ao sistema político.

“É um discurso irreal e inventado que só planta as ideias mais loucas e absurdas na cabeça de pessoas indecisas com o voto.” (IP, 46 anos, vendedora, RS)

“Cabo Daciolo é quase um stand up comedy, um pastor misturado com militante.” (IP, 32 anos, técnico em logística, SP)

“Discurso patético, ensaiado, um personagem!” (LL, 56 anos, assessora administrativa, RJ)

“Seu discurso é fraco e patético, gosta de chamar a atenção de incautos.” (LL, 45 anos, professor, PB)

“Ja tinha visto algumas coisas dele na internet. No vídeo, achei que ele tem um discurso bem intenso e diferente dos outros candidatos, mas algumas partes parecem mais teoria da conspiração do que propostas concretas…” (LD, 27 anos, entregadora, RS)

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Pegunta 33

Samara Martins (Unidade Popular) confirmou sua pré-candidatura à Presidência da República. Após assistir ao vídeo, respondam: Vocês já conheciam a pré-candidata? O que acham do discurso dela no material assistido e dela como candidata?
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Desconhecimento e baixa viabilidade eleitoral

Em todos os grupos, predominou o desconhecimento sobre a pré-candidata Samara Martins e sobre o próprio partido Unidade Popular. Ainda assim, mesmo entre participantes críticos ao conteúdo do discurso, houve reconhecimento de que a candidata conseguiu transmitir uma imagem ligada às classes populares, aos trabalhadores e às periferias. Sua apresentação despertou atenção principalmente por se diferenciar de figuras políticas mais tradicionais, aparecendo como alguém associada à vivência cotidiana da população comum e à militância social. Ao mesmo tempo, esse reconhecimento inicial raramente se converteu automaticamente em apoio eleitoral consolidado, já que grande parte dos participantes afirmou precisar conhecer melhor suas propostas, trajetória e capacidade política antes de considerá-la uma opção viável.

Outro ponto convergente entre os grupos foi a percepção de que a candidatura enfrenta limitações estruturais importantes por se tratar de um partido pequeno, com baixa visibilidade, pouco financiamento e reduzido espaço na disputa nacional. Mesmo participantes que demonstraram simpatia pela candidata consideraram difícil que ela consiga romper a polarização política e alcançar competitividade eleitoral relevante.

"Não sei quem é. O que posso dizer é que ela falou bonito, mas é só.” (BC, 22 anos, vigilante, RO)

“Moro em Natal-RN e NUNCA ouvi falar dela e nem nesse partido.” (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)

“Não conhecia essa candidata, mas é uma candidata que eu votaria pela representatividade, mesmo sabendo que não chegaria ao segunto turno.” (IC, 30 anos, educador museal, RJ)

“Não conheço,mais gostei do seu discurso,da forma que abordou os assuntos,vou pesquisar mais sobre a mesma.” (IP, 28 anos, vendedora, AL)

“Não conhecia a candidata, mas achei bem interessante a presença de uma mulher negra nas eleições. Só que não tem a menor força nesse partido” (LD, 29 anos, professora, RJ)

“Não conhecia Samara Martins, o discurso dela é bom.” (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)

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Rejeição ao discurso

Bolsonaristas convictos, bolsonaristas moderados e indecisos conservadores convergiram amplamente na percepção de que a candidatura possui pouca viabilidade eleitoral e dificuldade concreta de crescimento em um cenário político já consolidado pela polarização. Nesses grupos, predominou a avaliação de que a candidata carece de estrutura partidária, capital político, visibilidade nacional e propostas suficientemente robustas para disputar a Presidência de maneira competitiva. A leitura predominante foi a de que partidos pequenos enfrentam barreiras quase intransponíveis para romper a lógica eleitoral atual, sendo frequentemente percebidos como candidaturas periféricas ou simbólicas, sem força real para chegar ao centro da disputa nacional.

Além disso, o discurso apresentado foi frequentemente percebido como excessivamente associado à militância social, à luta de classes e à tentativa de mobilização popular por identificação simbólica. Entre os bolsonaristas, apareceram críticas mais fortes ao tom considerado ideológico, repetitivo ou apelativo, especialmente quando ligado a sindicatos, movimentos populares e pautas tradicionais da esquerda. Já entre os indecisos conservadores, embora houvesse maior abertura para reconhecer honestidade ou boas intenções, também predominou a percepção de que o discurso apresentou mais identificação emocional do que propostas concretas de governo.

“Não conheço a candidata, esse discurso focado em classes sociais e trabalhadores de fábrica é algo que novos candidatos vem mencionando para tentar convencer o povo.” (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)

“Acho o discurso dela meio fora da realidade, visto que o país já está polarizado.” (BM, 41 anos, turismólogo, PE)

“Depois que são eleitos o bem comum desaparece. Na verdade o Brasil está inflado de partidos.” (IC, 37 anos, professor, RJ)

“Não conhecia e não me chamou atenção.” (IC, 25 anos, auxiliar administrativa, SP)

“Muito apelativo.” (BM, 32 anos, gerente de vendas, PA)

“Ela não tem ideias boas para o país. Não está pronta para ter esse poder de persuadir as pessoas.” (BC, 39 anos, administrador, RJ)

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Reconhecimento da autenticidade e identificação com pautas populares

Indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas demonstraram uma recepção significativamente mais aberta à pré-candidata, sobretudo pela percepção de autenticidade, proximidade com a população e identificação com trabalhadores, periferias e grupos socialmente vulneráveis. Nesses grupos, o discurso foi frequentemente entendido como “pé no chão”, realista e conectado às dificuldades concretas enfrentadas pela população brasileira. A trajetória social da candidata, sua associação com movimentos populares e sua tentativa de dialogar diretamente com setores historicamente menos representados foram vistos como elementos positivos e coerentes com a imagem que buscava transmitir. Também apareceu valorização simbólica de sua representatividade social, especialmente por se apresentar como uma mulher negra vinculada às pautas populares.

Ao mesmo tempo, mesmo entre os grupos mais receptivos, surgiram dúvidas importantes sobre a capacidade prática da candidatura de crescer eleitoralmente e romper a polarização nacional. Muitos participantes afirmaram sentir falta de propostas mais objetivas e detalhadas, avaliando que o discurso se concentrou mais em identificação social e mobilização popular do que em planos concretos de governo.

“Achei o discurso bem realista e lógico, da pra ver que vem de quem sente na pele.” (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

“Achei interessante, ele traz perspectivas reais da população, porém achei vazio, n trouxe muitas propostas fundamentadas.” (LD, 29 anos, professora, RJ)

“O discurso dela é bem realista, pois ela toca na vivência dos trabalhadores e periferias.” (LL, 43 anos, autônomo, MT)

“Discurso bem pé no chão e realista. Passou muita humildade e empatia com o eleitor.” (IP, 32 anos, técnico em logística, SP)

“Vejo um discurso voltado para os movimentos populares, não apresentou propostas concretas.” (LD, 49 anos, vigilante, MT)

“Achei o discurso muito dentro da realidade, das dificuldades enfrentadas pelo povo brasileiro.” (LL, 56 anos, assessora administrativa, RJ)

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Considerações finais

As reações ao vídeo de Aldo Rebelo revelaram que o candidato é ainda pouco conhecido pelo eleitorado e com baixo potencial de se tornar alternativa na corrida presidencial. Em praticamente todos os segmentos, predominou a percepção de que sua candidatura possui alcance político limitado e dificuldades para se transformar em um projeto viável nacionalmente. Mesmo quando as críticas institucionais ao STF encontraram ressonância — especialmente entre bolsonaristas convictos e parte dos moderados —, a aceitação apareceu mais associada à identificação com determinados diagnósticos sobre o funcionamento do sistema político do que a um apoio efetivo ao candidato. O discurso, portanto, conseguiu gerar reconhecimento pontual em grupos mais críticos à atuação do STF e à dinâmica entre os Poderes, mas encontrou dificuldades para ampliar legitimidade para além desses nichos. Já indecisos conservadores, indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas demonstraram maior valorização da estabilidade democrática, dos mecanismos de freios e contrapesos e da necessidade de negociação política para governar, rejeitando com mais intensidade o tom confrontativo adotado por Aldo Rebelo.

As reações à pré-candidatura de Cabo Daciolo foram marcadas por um nível maior de reconhecimento público, associado sobretudo à memória de sua trajetória política e de seu estilo discursivo já conhecido nacionalmente. Em diferentes grupos, o candidato despertou simultaneamente curiosidade, identificação parcial e forte desconfiança. Parte dos participantes — especialmente entre bolsonaristas convictos, moderados e alguns indecisos conservadores — reconheceu legitimidade das críticas direcionadas às elites políticas, à polarização tradicional e ao distanciamento entre representantes e população. Ainda assim, esse reconhecimento raramente se converteu em percepção concreta de viabilidade eleitoral. O candidato continuou sendo visto como alguém associado a discursos considerados excessivos, teatrais ou pouco pragmáticos, o que limitou sua capacidade de expansão para além de segmentos mais inclinados ao voto de protesto. Entre indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas, prevaleceu a percepção de que o discurso era marcado por exageros, teorias conspiratórias e ausência de propostas concretas, reduzindo significativamente sua credibilidade como alternativa presidencial competitiva.

No caso de Samara Martins, as reações indicaram um cenário relativamente distinto dos demais outsiders analisados. Embora também fosse pouco conhecida pela maior parte dos participantes, sua imagem despertou menos rejeição inicial e encontrou alguma abertura para reconhecimento potencial, especialmente em razão de uma trajetória percebida como mais próxima da realidade cotidiana da população. Em praticamente todos os grupos, houve percepção de autenticidade, simplicidade e capacidade de comunicação, ainda que acompanhada de dúvidas sobre preparo, experiência e viabilidade política nacional. Entre bolsonaristas e indecisos conservadores, apareceram resistências ideológicas mais evidentes, sobretudo em função da associação da candidata à esquerda e a pautas progressistas. Ainda assim, mesmo nesses segmentos, houve reconhecimento de qualidades pessoais e comunicacionais. Já entre indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas, a candidata despertou maior curiosidade e receptividade, sendo vista como alguém capaz de representar renovação política e maior proximidade com problemas concretos da população. Diferentemente dos demais candidatos analisados, Samara conseguiu produzir avaliações menos marcadas por rejeição imediata e mais atravessadas pela ideia de potencial futuro, ainda que sem consolidação clara como candidatura efetivamente competitiva.

Em conjunto, os três casos sugerem que candidaturas outsiders conseguem despertar curiosidade, identificação pontual e reconhecimento de determinadas críticas ao sistema político, sobretudo em contextos de insatisfação com atores tradicionais e demanda por renovação. Ainda assim, as análises indicam que essa abertura inicial não se converte automaticamente em apoio eleitoral consolidado. Em diferentes graus, os três candidatos enfrentaram dificuldades para transformar capacidade discursiva em percepção consistente de capacidade de governo, viabilidade eleitoral e legitimidade nacional para além de nichos específicos de identificação política ou ideológica.

A vitória eleitoral de Bolsonaro em 2018, em grande parte devido a sucesso de se apresentar como outsider, colocou a questão sobre até que ponto essa estratégia poderia ser emulada no futuro. Candidatos outsiders sempre houve na política brasileira e, mesmo na Nova República, Bolsonaro não foi pioneiro. Esse título vai para Fernando Collor, que derrotou o jovem Lula em 1989, ainda que tenha contato para isso com forte apoio dos meios de comunicação, que na época eram hegemonicos. Ou seja, esses dois exemplos parecem indicar que a figura do outsider só tem sucesso em contextos históricos específicos. Quais seriam eles? Aqui não é lugar para elaborarmos sobre essa questão. Por enquanto basta dizer que, pelo que tudo indica, a eleição de 2026 não será muito propício para essas figuras, ainda que é preciso cautela para tecer tal veredicto, pois o bombástico escândalo do Banco Master está em pleno curso.

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MDP

O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.

O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.

O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.

Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.

O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.

O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

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Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Analista sênior e coordenadora de recrutamento

Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

Vittorio Dalicani – Analista Jr.

Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

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INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

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