Relatório 127

De 6 a 12/4/26

Temas:

  • Defesa do PIX
  • Refinanciamento das dívidas de brasileiros
  • Subsídio ao Diesel
Realização:
Apoio:

Metodologia

O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Para o ano eleitoral de 2026, renovamos o quadro de participantes e ampliamos de cinco para seis o número de grupos focais contínuos no WhatsApp. O antigo grupo de eleitores flutuantes deu lugar a dois grupos de indecisos — conservadores e progressistas. Na maioria das eleições, os indecisos cumprem papel decisivo: por serem mais propensos a mudar de opinião, com frequência definem o resultado.

O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:

BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8 de janeiro.

BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8 de janeiro.

IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.

IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.

LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022 e reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.

LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.

Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de captar tendências específicas desse contingente demográfico.

Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.

Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

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Síntese dos Principais Resultados

Na semana de 6 a 13/4/26, os seis grupos discutiram questões candentes do debate público. No total, foram coletadas e analisadas 153 interações, totalizando 7.989 palavras.
Bolsonaristas Convictos (BC)Bolsonaristas Moderados (BM)Indecisos Conservadores (IC)Indecisos Progressistas (IP)Lulodescontentes (LD)Lulistas (LL)Evangélicos
Defesa do PIXPredominou a defesa do Pix como ferramenta prática e indispensável, com reconhecimento pontual de que Lula acertou ao mantê-lo e não ceder às pressões externas.Houve concordância momentânea com Lula e apoio unânime ao Pix, visto como funcional, acompanhado de rejeição à interferência externa.O grupo valorizou o Pix por seus benefícios diretos e apoiou sua manutenção como medida de interesse nacional. A posição de Lula foi validada nesse ponto.Predominou a defesa do Pix como política bem-sucedida. Houve críticas aos EUA e o apoio a Lula apareceu de forma recorrente.As falas combinaram apoio ao Pix com validação do posicionamento de Lula. A defesa do sistema foi articulada à ideia de soberania e proteção dos interesses nacionais.Houve forte convergência em torno da defesa do Pix e apoio enfático a Lula, interpretado como protetor da soberania brasileira.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Refinanciamento de DívidasPredominou uma leitura cética, que interpretou a proposta como estratégia eleitoral e ineficaz a longo prazo. Também apareceu a ideia de que o programa não enfrentaria as causas estruturais do endividamento.Houve apoio cauteloso, com reconhecimento do potencial de ajuda imediata às famílias, condicionado à execução prática. Também emergiu preocupação com a efetividade real dos descontos.A proposta foi vista como positiva em teoria, mas insuficiente para resolver o problema estrutural das dívidas. Predominou forte ceticismo quanto à viabilidade política, implementação do projeto e à aceitação pelos bancos.O projeto foi percebido como uma iniciativa positiva, porém sua aceitação esteve condicionada à sua real implementação, com expectativas para que a promessa fosse concretizada.A proposta foi considerada válida e bem-intencionada, com potencial de ajudar no curto prazo e aquecer a economia. Apareceu a ideia de que, sem mudanças estruturais, o impacto seria limitado.Predominou uma avaliação positiva e otimista, vendo o projeto como capaz de reduzir a inadimplência e estimular a economia. Alguns pediram por projetos extras de educação financeira.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Subsídio do DieselRejeitaram a medida, vista como um “remendo” que não resolve problemas estruturais e ainda gera custos futuros. Predominou a ideia de má gestão e de que o subsídio acabará sendo pago pela própria população.Avaliaram a medida como potencialmente útil no curto prazo, mas com forte cautela. O apoio apareceu condicionado à efetividade do repasse ao consumidor e à desconfiança sobre seu uso político e seus resultados reais.Houve reconhecimento da relevância da medida, especialmente diante do impacto direto do aumento dos combustíveis no cotidiano e no custo de vida mais amplo. Predominou a percepção de que o subsídio não resolve o problema a longo prazo.Viram a medida como necessária e positiva no curto prazo, especialmente para aliviar o custo de vida. Ainda assim, apontaram que é paliativa e depende de fiscalização para realmente beneficiar o consumidor.Demonstraram apoio moderado, reconhecendo a importância da iniciativa, mas com dúvidas sobre sua efetividade e duração. A avaliação ficou condicionada ao repasse real dos benefícios e ao impacto ao longo do tempo.Defenderam a medida de forma consistente, entendendo-a como necessária para conter a inflação e proteger o consumidor. Muitos reforçaram a importância do papel do Estado no setor.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
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Pergunta 19

O governo americano criticou o Pix em um relatório divulgado na quarta-feira (1º/4), classificando o instrumento como uma “desvantagem” para empresas americanas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. Na quinta-feira (2/4), Lula comentou o assunto durante agenda em Salvador. O presidente disse que “ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”. Vocês acompanharam essa notícia na semana passada? O que pensam sobre os posicionamentos de Trump e Lula em relação ao tema?
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O PIX é nosso

Nos seis grupos houve uma forte convergência na valorização do Pix, ancorada sobretudo em sua funcionalidade prática e impacto direto no cotidiano, especialmente para atividades de trabalho e consumo. Predominou uma leitura objetiva do instrumento, centrada em sua eficiência, gratuidade e ampla adesão social, o que levou a uma rejeição clara a qualquer possibilidade de alteração. A crítica dos Estados Unidos foi interpretada majoritariamente como motivada por interesses econômicos, sem legitimidade para interferir na realidade brasileira. Nesse contexto, a posição de Lula foi amplamente validada, mesmo nos grupos que o rejeitam, sendo percebida como coerente com a defesa de um sistema que já demonstrou resultados positivos concretos para a população.

"Não acompanhei essa notícia. O pix é um sucesso, pois facilita a vida de todo mundo, cortando taxas abusivas, entre outras vantagens. Então nisso eu dou minha razão para o presidente, pois o pix é uma inovação.. e oque importa é ser mantido e não ceder a interesses de fora que só beneficiariam as grandes empresas." (BC, 29 anos, analista de sistemas, PA)

"pra mim é bem simples isso aí o pix virou algo nosso já, faz parte do dia a dia… não dá pra ficar voltando atrás por pressão de fora a fala do lula achei bem direta mesmo, meio que falou o que a maioria pensa e sobre o trump, normal né… cada país puxa pro seu lado, mas a gente também tem que defender o nosso no fim das contas, não faz sentido abrir mão de algo que funciona tão bem aqui só pra agradar os outros." (BM, 29 anos, advogada, SP)

"Vi por alguma coluna sobre isso mas li por cima. Nesta estou com Lula , o pix é ótimo, chega de pagar taxa em tudo, o pix é prático e ágil, os americanos não pensam na gente, também só visam o lucro." (IC, 37 anos, professor, RJ)

"Independente de acompanhar ou não, não aprovo a saída do pix. Eu sou autônoma, comerciante e uso diariamente o pix. Facilita muito a vida de quem compra e de quem vende. Hoje em dia tá sendo mais usado que todas as outras formas de pagamento, acredito que tirar o pix vai gerar uma confusão enorme entre os comerciantes, acho muito difícil alguém aceitar isso. Feliz em saber que o Lula está de acordo em manter o pix, é muito útil pra todos e é usado o tempo todo." (IP, 37 anos, auxiliar de creche, RJ)

"Não é a primeira vez que o Trump faz criticas ao pix. Claro que o pagamento pela empresas americanas como visa e mastercard seriam melhores pros Estados Unidos. O Lula acertou em cheio em se posicionar contra o presidente americano." (LD, 48 anos, servidor público, PA)

"Acho a atitude de Lula mais que correta, Trump não tem que se intrometer em nenhum tipo de sistema financeiro de nenhum outro país, na realidade o que ele quer é sugar outros países pra encher (ainda mais) os bolsos ainda dos amigos dele" (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

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A economia também é nossa

Além da valorização prática do Pix, emergiu de forma consistente um segundo eixo de convergência relacionado à defesa da soberania nacional. A crítica internacional foi amplamente interpretada como expressão de interesses econômicos externos, o que gerou uma reação quase consensual de rejeição à ideia de interferência em decisões internas do país. Nesse contexto, a defesa do Pix passou a incorporar também a defesa da autonomia do Brasil em definir suas próprias políticas econômicas e tecnológicas. Ainda que com diferentes níveis de intensidade, os grupos convergiram na legitimação da resposta brasileira frente à pressão externa, reforçando a ideia de que interesses nacionais devem prevalecer sobre demandas internacionais. Enquanto alguns segmentos mobilizaram essa defesa de forma mais enfática e politizada (indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas), outros a expressaram de maneira mais pragmática, como uma consequência natural da proteção de um sistema que funciona (bolsonaristas convictos, bolsonaristas moderados e indecisos conservadores).

"Não vi a noticia, mas ainda bem que nisso o lula foi sensato. O pix virou algo importante na vida dos brasileiros, a praticidade em enviar e receber dinheiro sem pagar taxas e pegar filas e receber de forma instantanea é algo incrível. Entendo o lado do trump que está pensando no seu próprio pais e defendendo suas empresas e economias. Mas não podemos deixar de usar uma ferramenta tão inovadora e prática só porque não ta bom ta ele." (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)

"""Nunca pensei que diria nisso, mas nessa eu tou com o Larápio! kkkk O Trump so quer defender as bandeiras dos cartões de crédito deles. O pix é nosso, é do Brasil. O governo Trump não pode mudar nada.. Ele so quer sempre a America Latina de joelhos para eles.""" (BC, 39 anos, auxiliar de vida escolar, SP)

"Vi algumas notícias sobre esse tema, penso que o Trump precisa entender que ele não tem nada que se meter com o Brasil, as empresas americanas estão tendo desvantagens? Cada um com seus problemas. A postura do Lula está certa, espero que a posição dele continue essa e ele não invente de taxar o pix..""" (IC, 25 anos, auxiliar administrativa, SP)

"Sobre o Lula, acho que ele tá certo nessa não faz sentido mudar algo que tá funcionando pro brasileiro só pq empresa de fora tá perdendo espaço. Cada país defendendo o seu lado, só que dessa vez o brasil acertou num sistema que realmente beneficia a sua população.""" (IP, 32 anos, técnico em logística, SP)

"Acho a atitude de Lula mais que correta, Trump não tem que se intrometer em nenhum tipo de sistema financeiro de nenhum outro país, na realidade o que ele quer é sugar outros países pra encher (ainda mais) os bolsos ainda dos amigos dele" (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

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Pergunta 20

O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram para apresentar uma nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros. A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto, que pode chegar, em alguns casos, a 80%. O presidente tem dito que as pessoas estão reclamando que, no final do mês, as dívidas estão consumindo praticamente toda sua renda. Além de unificar as dívidas em uma só, todo processo de renegociação será feito diretamente com bancos, para tornar o processo mais rápido. O que vocês acham desse projeto?
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Céticos

Entre os bolsonaristas convictos houve uma leitura predominantemente cética e desconfiada em relação ao projeto. Ainda que tenha havido um reconhecimento inicial de que a proposta poderia gerar algum alívio imediato para pessoas endividadas, esse ponto apareceu de forma secundária diante de uma interpretação mais ampla de que a medida estaria fortemente associada a interesses eleitorais. Predominou a percepção de que o timing da iniciativa não era casual, sendo interpretado como uma estratégia de curto prazo para ampliar apoio político, mais do que como uma política estruturante voltada à resolução do problema do endividamento das famílias.

Além disso, consolidou-se a ideia de que a proposta teria impacto limitado e temporário, sem enfrentar fatores mais amplos da economia, como juros elevados, renda estagnada e custo de vida, o que reforçou uma visão de que o problema tenderia a se reproduzir após um eventual alívio inicial.

"A ideia de unir as dívidas com descontos altos parece muito boa, mas com a eleição se aproximando, soa mais como uma estratégia política para ganhar popularidade rápida do que uma solução para a economia.. o foco deve estar mais em garantir votos do que em resolver o endividamento" (BC, 29 anos, analista de sistemas, PA)

"Mais uma ilusão que é imputada na nossa cabeça parece ser boa mais no fim não é. "Pode ajudar quem está no aperto, porém não é uma solução definitiva, o Brasil ainda é um dos países com os maiores juros, provavelmente é para chamar a atenção devido a eleição estar se aproximando realmente. Não há garantia que o banco vai oferecer o mesmo desconto a todos, provavelmente terá uma análise e alguns não vão receber boas condições para negociação, como já acontece atualmente." (BC, 48 anos, do lar, SP)

"Se atingir a todos com certeza. Mas na pratica isso não ajuda em nada. Tantos e tantos programas feitos para combater o endividamento e não adiantou em absolutamente nada, fizeram o Desenrola, um ano depois todos endividados e inadimplência recorde. Para acabar com as dívidas das famílias brasileira, os fatores são imensos, são empréstimos, cartão de crédito, cheque especial, financiamentos com juros, impostos altos e taxas, muitas outras situações e os salários estagnados não acompanha a inflação. A verdade é que o governo vai ferrar com o Brasil pra ganhar a eleição, nós iremos pagar o preço, quem ganhar terá que fazer cortes de gastos para colocar o Brasil de volta nós trilhos." (BC, 39 anos, auxiliar de vida escolar, SP)

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Apoio condicionado

Entre os bolsonaristas moderados, indecisos conservadores e indecisos progressitas houve uma aceitação da lógica do projeto, especialmente pela possibilidade de facilitar a organização das dívidas e reduzir juros, sendo percebido como um potencial alívio para famílias em situação de endividamento. Esses grupos demonstraram maior abertura para avaliar a medida em seus próprios termos, sem rejeição automática, reconhecendo que, diante do cenário de inadimplência crescente, iniciativas desse tipo poderiam ter impacto positivo.

Por outro lado, essa aceitação esteve condicionada a dúvidas relevantes sobre a implementação e a efetividade real da proposta. As falas indicaram uma preocupação recorrente com a execução prática, especialmente em relação à garantia de redução concreta dos valores e ao risco de a medida não passar de uma reorganização das dívidas sem benefícios substanciais. Assim, consolidou-se uma posição de apoio condicionado, em que a proposta foi vista como desejável em teoria, mas cercada de dúvidas quanto à sua execução, sustentabilidade e impactos reais no médio prazo.

"acho a ideia boa sim, principalmente pq muita gente tá sufocada com várias dívidas ao mesmo tempo 😕 juntar tudo numa só e ainda com juros menores pode dar um alívio grande no fim do mês mas também depende muito de como isso vai ser feito na prática né… se realmente tiver desconto e não virar só “trocar seis por meia dúzia”, aí vale a pena no geral, se facilitar a vida do povo e diminuir esses juros absurdos, já é um passo positivo..."" (BM, 29 anos, advogada, SP)

"Acho que pode ajudar sim quem está muito endividado, porque reduzir juros e juntar as dívidas facilita bastante. Mas tudo depende de como vai funcionar na prática. Se for acessível e realmente diminuir os valores, pode ser positivo."" (IC, 38 anos, coordenadora , SP)

"Acho essa proposta viavel pois o numero de inadimplentes no Brasil so vem aumentando, contudo as taxas tem que ser baixas realmente nao somente no papel, isso vai ajudar muitas pessoas."" (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)

"Eu acho que esse projeto não vai para frente. Os bancos não irão aceitar e nós sabemos que os bancos são lobistas enormes que influenciam o poder legislativo, executivo e judiciário. Eles não irão aceitar esse tipo de proposta. O banco nunca aceitará sair perdendo" (IC, 30 anos, educador museal, RJ)

"A ideia é boa na prática, pq muita gente tá sufocada com dívida, principalmente cartão com juros absurdo. Juntar tudo e reduzir juros pode dar um respiro real pra quem tá enrolado.. Ao mesmo tempo fico com pé atrás… pq isso resolve o agora, mas se não mexer nos juros altos e na educação financeira, a galera pode acabar se endividando dnv depois. Vejo como alívio imediato, mas não solução definitiva. ajuda, mas não resolve o problema na raiz."" (IP, 32 anos, técnico em logística, SP)

"Na verdade, pra mim é enxugar gelo toda essa proposta. O que irá adiantar reunir todas em uma só, se os descontos já existem pagando somente uma? É algo que não fará diferença, pois o que está alto é a inflação e a taxa Selic" (IP, 28 anos, vendedora, AL)

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Apoio com expectativas de ampliação de medidas

As opiniões dos lulodescontentes e lulistas revelaram uma avaliação amplamente favorável à proposta, marcada por otimismo em relação aos seus potenciais efeitos econômicos e sociais. De modo geral, o projeto foi percebido como uma iniciativa importante para reduzir a inadimplência e aliviar o endividamento das famílias, sendo associado à possibilidade de retomada do consumo e dinamização da economia. Predominou a ideia de que a redução de juros e a facilitação da renegociação poderiam permitir que um grande número de pessoas voltasse a ter condições de organizar suas finanças, o que reforçou uma leitura positiva da medida.

Ao mesmo tempo, os participantes fizeram algumas ponderações, sobretudo relacionadas à necessidade de verificar como o projeto seria implementado na prática. As falas indicaram que, apesar do entusiasmo inicial, havia uma expectativa de que a proposta precisaria ser bem estruturada e abrangente para alcançar diferentes perfis da população. Também emergiu, de forma pontual, a preocupação com a importância da educação financeira para evitar novos ciclos de endividamento.

"É um ótimo projeto, vai beneficiar muitas famílias, só que a margem para novas dívidas deveria ficar restrita. A maioria dos Brasileiros não tem educação financeira, a tendência é adquirir mais empréstimos com margem, e parte do salário livre, assim ao mesmo tempo que alivia o bolso abre brechas para novo endividamento."" (LD, 56 anos, assessora administrativa, RJ)

"Não sei os detalhes desse processo, mas acho q tem q ver bem como vai ser feito para que não venha prejudicar o país e gerar mais dívidas. Se de fato for algo que realmente venha ajudar, vai ser muito bom, só acho q o governo tem q vê bem como isso vai ser feito. Mas fico extremamente feliz pela iniciativa e pela preocupação em ajudar a população." (LD, 47 anos, professora, MT)

"Não conhecia, mas aparentemente é ótimo! Brasil tem as maiores taxas de juros do mundo e o rotativo do cartão de crédito então nem se fala, >400%, se for abrir pra negociações amigáveis mesmo será ótimo pra todos, menos pro banqueiros que abusam da população" (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

"Creio que seja um bom projeto, espero que ele seja aprovado. A lógica é simples e efetiva: Temos muitas pessoas superendividadas, querem pagar suas dívidas mas ficam impossibilitadas porque têm diferentes regras de financiamento, com essa nova regras tudo é unificado e ofertado uma parcela que caiba no financiamento do inadimplente. Não cheguei a ler o projeto, mas realmente espero que dentro dos requisitos para aderir seja aprender algo sobre educação financeira pois não adiante nada ter essa colher de chá e depois ou até durante o processo a pessoa se endividar mais ainda por não entender o que realmente significa essa ajuda." (LL, 28 anos, vendedora, PA)

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Pergunta 21

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na tarde de segunda-feira (6/4), um pacote de medidas para conter os impactos da alta do preço dos combustíveis decorrente da guerra no Oriente Médio. As ações atingem as cadeias de fornecimento de combustíveis e também o setor aéreo. A principal iniciativa é a edição de uma medida provisória que prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel rodoviário. Ainda durante a coletiva, o governo afirmou que outra medida prevista é a obrigação de que os agentes econômicos beneficiados repassem o benefício aos preços ao consumidor. O que vocês acham dessa decisão do governo?
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Solução superficial

As opiniões apresentadas pelos bolsonaristas convictos se estruturaram de forma bastante homogênea em torno de uma leitura crítica da medida, interpretada como uma solução superficial e de curto prazo para um problema estrutural. Predominou a percepção de que o subsídio não atacava as causas profundas da alta dos combustíveis, sendo visto como um “remendo” associado à falta de planejamento estratégico, especialmente no que diz respeito à capacidade de refino e à autonomia energética do país. Nesse sentido, a medida foi frequentemente associada à ideia de má gestão do governo, com ênfase na ausência de investimentos estruturais e na condução inadequada da política econômica.

Além disso, consolidou-se um eixo forte de desconfiança em relação aos efeitos concretos da política, tanto do ponto de vista fiscal quanto do impacto real sobre o consumidor. As falas indicaram a crença de que o custo do subsídio acabaria sendo transferido para a população, seja por meio de impostos, seja pela não efetivação do repasse dos descontos ao preço final.

"Mais uma vez um remendo para tentar esconder a falta de capacidade de gerenciar crises pois os combustíveis, em especial o diesel é essencial para o transporte de todo tipo de mercadoria, seja alimentos, insumos para o agro, a colheita, o plantio e o transporte da produção. Mesmo assim não houve investimento nas refinarias para aumentar a produção de diesel. O que fazem agora é um quebra galho que deixará mais um rombo enorme nas contas públicas e, ao contrário do que o governo diz, nós pagaremos a conta com mais e maiores impostos. Falta visão, falta planejamento estratégico em áreas essenciais e críticas. Sobra mau uso do dinheiro público. Agora, mais uma vez eu digo que para a destruição da economia que foi planejada e está em andamento, quanto pior melhor." (BC, 44 anos, do lar, MT)

"Essa história de subsídio é só pra maquiar o problema, porque no fim das contas esse dinheiro sai do nosso bolso de qualquer jeito. Pra mim, é um alívio temporário que não resolve nada e ainda interfere na economia do país" (BC, 29 anos, analista de sistemas, PA)

"Bem essa medida financeiramente falando vai maquear por pouco tempo pois vai se criar uma bomba relogio .pois os postos irão ter que passar alguma hora para o consumidor final senao ele vai falir. O governo podia reduzir os impostos mas ele nao larga o osso e ainda comprimi a todos .infelizmente por politicagem . Acaba demostrando uma situação ilusória. Se é isso ,ele esta perfeito .pq já deu pra fazer algo parecido na pandemia . E o governo teve exito . "A medida pode ser considerada positiva por tempo limitado, porque vai ajuda a conter o alto preços e proteger o consumidor. Mas apresenta limitações, como o alto custo para o governo, é uma solução temporária." (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)

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Solução temporária

As percepções dos bolsonaristas moderados, indecisos conservadores e indecisos progressistas convergiram, em grande medida, em torno de uma leitura pragmática da medida, reconhecendo seu potencial de gerar alívio imediato diante da alta dos combustíveis e do custo de vida. Esses grupos demonstraram abertura para validar a iniciativa como uma resposta necessária ao contexto, especialmente por seu possível impacto direto no bolso do consumidor. No entanto, esse reconhecimento apareceu de forma condicionada, indicando que o apoio não era automático, mas dependia da efetividade da política e de seus resultados concretos no curto prazo.

Ao mesmo tempo, consolidou-se entre esses grupos um eixo consistente de cautela e desconfiança, especialmente em relação à capacidade de implementação e à sustentabilidade da medida. Predominou a percepção de que se trata de uma solução paliativa, com alcance limitado e incapaz de enfrentar os problemas estruturais do setor, além de dúvidas recorrentes sobre o repasse real dos benefícios ao consumidor final.

"A proposta até é válida e pode ajudar a segurar os preços no curto prazo, mas depende muito se as empresas vão repassar isso de verdade; no geral, o governo do Luiz Inácio Lula da Silva tentou amenizar a situação, mas não resolve o problema de fundo." (BM, 29 anos, advogada, SP)

"Boa tarde ...Acho que é uma boa iniciativa para tentar diminuir o preço dos combustíveis e ajudar a população. Mas o principal é garantir que esse desconto realmente chegue ao consumidor." (IC, 38 anos, coordenadora , SP)

"eu gostei dessa medida e espero que dê certo, porque estou sendo muito prejudicada com essa alta da gasolina. esse valor alto interfere até mesmo nas compras no mercado, porque muitos produtos chegam até as prateleiras por meio de caminhões - então será uma medida que diretamente beenficiará a locomoção dos brasileiros mas também auxiliará no valor das comidas compradas" (IC, 30 anos, educador museal, RJ)

"Essas medidas são como enxugar gelo, pois até se mostram efetivas no curto prazo, mas no longo o governo tá queimando o próprio caixa. O correto seria nós produzimos e termos a nossa própria tecnologia de refino e parar de depender de importações já que temos o material para fabricar." (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)

"É algo necessário nesse momento conturbado, mas precisa ter muitos fiscais de olho se estão seguindo as regras e o preço está baixando realmente para o consumidor final. Se for seguido a regra, será ótimo para o país" (IP, 28 anos, vendedora, AL)

"Acho que vai ajudar momentaneamente, a ""curto prazo"" mesmo! Mas não será uma situação definitiva,pois essa medida irá diminuir somente parte do valor no bolso dos consumidores, porém se a guerra persistir e os preços continuarem subindo o governo não terá condições e nem controle em fiscalizar para manter essa medida." (IP, 29 anos, empreendedora, RJ)

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Solução necessária

As percepções dos lulistas e lulodescontentes convergiram em uma avaliação majoritariamente favorável à medida, entendida como uma resposta necessária diante do aumento dos combustíveis e de seus impactos no custo de vida. Em ambos os grupos, predominou a leitura de que o governo estava atuando para conter efeitos econômicos mais amplos, especialmente sobre a inflação e o consumo, o que conferiu legitimidade à iniciativa. A medida foi vista como uma ação concreta e relevante no curto prazo, capaz de gerar algum alívio imediato para a população.

Ao mesmo tempo, mesmo dentro desse campo mais favorável, emergiram nuances importantes. Enquanto os lulistas demonstraram uma adesão mais consistente, também associando o problema a fatores estruturais e defendendo maior protagonismo estatal, os lulodescontentes apresentaram uma postura mais cautelosa, condicionando sua avaliação à efetividade do repasse dos benefícios e à durabilidade da política.

"É uma boa medida, visto que os preços impactam em vários setores da economia e fazendo que de fato chegue ao bolso do consumidor, vai ser o ideal pq assim, veremos a diferença e que as coisas realmente estão acontecendo, não ficado apenas no papel" (LD, 47 anos, professora, MT)

"Bom dia, pessoal. Penso que essas medidas são demonstrações governamentais para enfrentar a alta de preços, que podem ter algum efeito momentâneo e de certo impacto na opinião pública. Porém, vejo que essas medidas não chegarão efetivamente aos consumidores a longo prazo e de maneira duradoura, devido a pouca ressonância que essas medidas terão na cadeia intermediária produtiva do setor, que não repassam na inteireza para a ponta do consuma, desconstruindo na sociedade o efeito positivo inicial." (LD, 29 anos, professora, RJ)

"acho que é importante pra combater o aumento dos combustíveis por conta da guerra contra o Irã, e pra manter a inflação baixa. Aqui no Brasil transporte de tudo basicamente é via rodoviária que gasta muito combustível, assim, o aumento do combustível puxa muito a inflação pra cima" (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

"Muito importante a iniciativa do presidente. Além de reduzir a alta no alta no preço do combustivel, controla de certa forma a inflação e repassa um valor nem que seja mínimo, um pouco melhor para o bolso do consumidor" (LL, 38 anos, representante de atendimento, AL)

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Considerações finais

A valorização do Pix, como uma política pública bem-sucedida e amplamente incorporada ao cotidiano foi consensual nos seis grupos. Independentemente das posições políticas, predominou uma avaliação pragmática, orientada pelos benefícios concretos do sistema, o que contribuiu para favorecer um raro alinhamento. Mesmo em contextos de forte rejeição ao presidente, como entre os bolsonaristas convictos e moderados, houve apoio e alguns elogios tímidos à sua postura. O episódio evidenciou como determinadas políticas, quando percebidas como eficazes, podem funcionar como pontos de consenso, mesmo em um ambiente marcado por divisões ideológicas. Consenso esse, no entanto, que não foi encontrado nas demais questões da semana.

As duas propostas do governo testadas receberam respostas relativamente consistentes dentro de cada grupo. Entre os bolsonaristas convictos, predominou a rejeição, baseada em uma leitura desconfiada, segundo a qual mesmo medidas de potencial de benefício para a população são interpretadas sob a ótica eleitoral ou como insuficientes diante de problemas estruturais. Já entre os grupos intermediários – bolsonaristas moderados e indecisos – observou-se uma postura mais pragmática, que avalia as propostas a partir de seus possíveis efeitos concretos, ainda que de forma condicionada à execução e à efetividade. Esses segmentos demonstraram maior abertura à persuasão, desde que a medida fosse percebida como capaz de gerar resultados reais. Por outro lado, entre lulistas e lulodescontentes, as propostas foram recebidas de forma mais favorável, sendo interpretadas como respostas legítimas a problemas econômicos relevantes. Ainda assim, mesmo nesses grupos, surgiram ressalvas relacionadas à implementação e à capacidade de produzir efeitos duradouros, indicando que o apoio não foi irrestrito. Esse padrão geral se repetiu ao longo das questões analisadas.

No que toca a questão do alívio do endividamento, os bolsonaristas convictos mantiveram uma posição predominantemente crítica, interpretando a proposta como motivada por interesses eleitorais e com impacto limitado, sem enfrentar as causas estruturais. Já os bolsonaristas moderados, indecisos conservadores e parte dos indecisos progressistas adotaram uma postura de apoio cauteloso, reconhecendo o potencial da medida para aliviar o endividamento no curto prazo, mas condicionando essa avaliação à sua implementação e viabilidade. Entre lulodescontentes e lulistas, por sua vez, houve uma recepção mais favorável, com ênfase no potencial da proposta para beneficiar famílias e estimular a economia. Ainda assim, esse apoio foi acompanhado por ressalvas sobre seus limites no longo prazo e pela percepção de que seriam necessárias ações estruturais complementares, como iniciativas voltadas à educação financeira.

Na terceira questão, relativa ao subsídio do diesel, o mesmo padrão voltou a se manifestar. Os bolsonaristas convictos reagiram de forma majoritariamente negativa, retomando críticas recorrentes relacionadas à suposta má gestão, ao uso de recursos públicos e à baixa eficiência das ações governamentais, com pouca abertura para considerar possíveis efeitos positivos da medida. Já os bolsonaristas moderados, indecisos conservadores e indecisos progressistas apresentaram uma posição mais equilibrada, reconhecendo que a iniciativa poderia gerar alívio no curto prazo, mas levantando dúvidas sobre sua efetividade e sustentabilidade ao longo do tempo. Por outro lado, os lulistas e parte dos lulodescontentes tenderam a apoiar a medida de forma mais direta, interpretando-a como uma ação importante para proteger a população diante do aumento de custos, ainda que reconhecendo suas limitações.

Nessa semana o tema da defesa do Pix foi capaz de quebrar, pelo menos em parte, a rejeição dos bolsonaristas convictos, além de ganhar adesão dos outros grupos mais conservadores. Essa defesa de interesses nacionais contra as ameaças oriundas do governo dos Estados Unidos é um potencial calcanhar de Aquiles para as forças políticas que defendem adesão praticamente sem ressalvas à agenda trumpista, pois sensibiliza mesmo os mais ideologizados ao tocar questões muito concretas de seu dia a dia.

No que toca as outras duas políticas, o problema parece ser não somente de fazê-las funcionar direito, mas de fazê-lo de modo com que o sucesso da execução seja comunicado de modo rápido e eficiente. Nesse tocante, o subsídio do diesel tem potencial de maior impacto pois é publicamente reconhecível e pode gerar efeito rápido de contenção dos preços. Já o alívio das dívidas é coisa de ordem privada, que a maioria das pessoas não comunica a seus pares de interação social e, portanto, é de propagação mais problemática.

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MDP

O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.

O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.

O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.

Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.

O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.

O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

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Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Analista sênior e coordenadora de recrutamento

Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

Vittorio Dalicani – Analista Jr.

Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

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INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

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MDP - Relatório 127