Relatório 100

De 21 a 27/7

Temas:

  • Revogação dos vistos americanos de ministros do STF
  • Atitudes de Eduardo Bolsonaro
  • Alckmin e negociações sobre taxação
Realização:
Apoio:
Metodologia

O Monitor da Extrema Direita (MED) se transformou no Monitor do Debate Público (MDP). Na verdade, foi uma expansão do projeto original, que contemplava somente grupos focais contínuos de bolsonaristas convictos e moderados. Tornamos mais complexa a combinação dos critérios de seleção de participantes para produzir quatro categorias de grupos:

G1 – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno, desaprovam o atual governo, aprovam as invasões de 08/01, acreditam que o ex-presidente é perseguido pelas instituições e não assistem à Rede Globo.

G2 – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno, desaprovam o atual governo, desaprovam as invasões de 08/01, não há consenso sobre o ex-presidente ser perseguido pelas instituições e não rejeitam a Rede Globo.

G3 – Preferências Flutuantes: votaram Branco/Nulo no segundo turno, mas em outros candidatos no primeiro turno. Os demais critérios são diversos.

G4 – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno, mas reprovam a atual gestão. Os demais critérios são diversos.

G5 – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno e aprovam sua gestão. Os demais critérios são diversos.

Dessa maneira, o novo Monitor do Debate Público (MDP) será capaz de captar um escopo bem mais amplo da opinião pública e dos fenômenos que regem o comportamento político no Brasil de hoje.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas colocados no tempo que lhes for mais conveniente, liberdade essa inexistente nos grupos focais tradicionais, que são presos à sincronia do roteiro de temas e questões colocados pelo mediador. O instrumento de pesquisa, assim, se acomoda às circunstâncias e comodidades da vida de cada um, reduzindo a artificialidade do processo de coleta de dados e, portanto, produzindo resultados mais próximos das interações reais que os participantes têm na sua vida cotidiana.

É importante salientar que os resultados apresentados são provenientes de metodologia qualitativa, que tem por objetivo avaliar posicionamentos e opiniões. Mesmo quando quantificados, tais resultados não podem ser tomados como dados estatísticos provenientes de amostragem aleatória, ou seja, as totalizações dos posicionamentos de grupos específicos não devem ser entendidas como dotadas de validade estatística mas como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é total e garantido, assim como sua anuência com a divulgação dos resultados da pesquisa.

Síntese dos Principais Resultados

Entre os dias 21 a 27/7, cinco grupos foram monitorados a partir de suas opiniões sobre questões candentes do debate público. Compõem esses grupos 50 participantes. Todos os grupos foram montados de modo a combinar variáveis como sexo, idade, etnia, renda, escolaridade, região de moradia e religião em proporções similares às da população brasileira.
Cada grupo possui características únicas. São elas:
G1 – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno, desaprovam o atual governo, aprovam as invasões de 08/01, acreditam que o ex-presidente é perseguido pelas instituições e não assistem à Rede Globo.
G2 - Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno, desaprovam o atual governo, desaprovam as invasões de 08/01, não há consenso sobre o ex-presidente ser perseguido pelas instituições e não rejeitam a Rede Globo.
G3 – Preferências Flutuantes: votaram Branco/Nulo no segundo turno, mas em outros candidatos no primeiro turno. Os demais critérios são diversos.
G4 – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno, mas reprovam a atual gestão. Os demais critérios são diversos.
G5 - Lulistas - votaram em Lula no segundo turno e aprovam a atual gestão. Os demais critérios são diversos.
Evangélicos - Compusemos também um "grupo virtual" formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos, a fim de capturar tendências específicas da opinião desse contingente demográfico.

Ao longo do período, três temas foram abordados: i) revogação dos vistos norte-americanos de Alexandre de Moraes e outros ministros; ii) decisão de Eduardo Bolsonaro de manter-se nos EUA após fim de sua licença, sem renunciar a seu mandato; iii) atuação de Alckmin e demais membros de equipe frente aos impasses da taxação norte-americana.
Ao todo, foram analisadas 175 interações, que totalizaram 8.035 palavras

Bolsonaristas Convictos Bolsonaristas Moderados Eleitores Flutuantes Lulodescontentes Lulistas Evangélicos
Revogação dos vistos Os participantes celebraram a medida como uma resposta justa à suposta tirania do STF e à perseguição contra Bolsonaro, vendo Trump como um defensor da liberdade de expressão e da justiça no Brasil. Predominou a ideia de que a intervenção dos EUA seria legítima diante da omissão do Congresso brasileiro, com apoio à medida como forma de conter abusos institucionais e fortalecer a direita no país. O grupo rejeitou a interferência estrangeira, considerando a medida inadequada institucionalmente, desrespeitosa à soberania brasileira e sem nexo quanto ao veto a pessoas externas ao caso. A maioria criticou duramente a postura de Trump, entendendo-a como autoritária e imperialista, e defendeu a autonomia do Brasil e de suas instituições diante de interfências externas. O grupo classificou a medida como patética, autoritária e ineficaz, atribuindo a Trump motivações pessoais, reforçando a defesa da soberania nacional e da legitimidade das instituições brasileiras. As respostas seguiram o mesmo padrão de opinião de seus respectivos grupos.
Mandato de Eduardo Bolsonaro Majoritariamente o grupo defendeu a permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA como uma estratégia legítima para evitar perseguição política no Brasil e proteger a liberdade de expressão. Houve divisão: parte considerou sua ausência incorreta e contrária às normas institucionais, enquanto outros a justificaram por motivos de autopreservação, ainda que com ressalvas quanto às suas prioridades. Predominaram críticas à sua atitude, vista como covarde, oportunista e lesiva ao interesse público, com repúdio ao uso de brechas legais para manter o mandato e proteger sua família. Houve rejeição quase unânime à conduta de Eduardo, percebida como abusiva, privilegiada e imoral, e indignação com o uso de dinheiro público e descrédito na legitimidade de sua permanência fora do país. O grupo condenou a atitude do deputado, considerando-a hipócrita. Muitos repudiaram a impunidade do parlamentar e a mistura entre interesses familiares e função pública. Os participantes deram suas respostas de acordo com seus grupos originais de participação.
Alckimin e negociações As falas rejeitaram as tentativas de negociação, vistas como tardias e inúteis, com forte crítica ao governo Lula e apoio a Trump. Alckmin foi ridicularizado e considerado irrelevante no processo. Predominou a descrença na diplomacia brasileira. As negociações foram vistas como necessárias e positivas, com elogios moderados à atuação de Alckmin, reconhecido como alguém que está tentando resolver. Houve críticas à demora do governo e à ausência de protagonismo de Lula. O grupo valorizou o diálogo e apoiou as tentativas de negociação, mesmo considerando-as tardias. Alckmin foi bem avaliado, visto como responsável por liderar os esforços diplomáticos. Predominou a expectativa por uma solução, mesmo com ceticismo. O grupo defendeu a importância do diálogo e apoiou a mediação de Alckmin, mesmo entre quem não simpatiza com ele. Houve críticas à politização do conflito e à atuação de bolsonaristas, mas com esperanças moderadas na solução do problema. O grupo apoiou fortemente a atuação de Alckmin e criticou duramente Eduardo Bolsonaro por sabotar as negociações. A diplomacia foi vista como o caminho certo para resolver a questão. Os participantes responderam alinhados com seus grupos de pertencimento.
Pergunta 54
O secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, informou nesta sexta-feira (18) que revogou os vistos americanos para o ministro do STF Alexandre de Moraes, "de seus aliados e de seus familiares imediatos". O secretário fez o anuncio através de uma postagem no X (antigo Twitter), onde escreveu: "O presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos". A medida também alcançou outros sete ministros do STF: Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes, além do PGR, Paulo Gonet. O que vocês acham dessa decisão dos EUA?
Justa, necessária e até simbólica

As opiniões manifestadas nos grupos 1 e 2 (bolsonaristas convictos e moderados) revelaram um forte entusiasmo diante da suposta medida adotada por Donald Trump, com predominância de interpretações que a compreendiam como um gesto de apoio à liberdade de expressão e de enfrentamento ao que os participantes chamaram de “ditadura do judiciário brasileiro”. Houve uma clara adesão à ideia de que o Supremo Tribunal Federal exerce um papel de censura política no país, especialmente em relação à figura de Jair Bolsonaro, e que tal censura extrapolaria os limites nacionais. A decisão dos Estados Unidos foi percebida como um resgate simbólico da justiça e da liberdade, valores que os participantes consideraram ameaçados no Brasil. Muitos participantes demonstraram satisfação com o que interpretaram como uma punição moral e política aos ministros do STF e seus familiares, compreendendo a medida como uma retaliação merecida diante de uma alegada perseguição a adversários políticos.

Além disso, parte significativa dos participantes interpretou a decisão como estratégica dentro de uma disputa geopolítica, vinculando o apoio de Trump à direita brasileira à oposição a governos próximos à China ou contrários aos interesses dos EUA.

"Eu amei essa decisão e espero até mais do Trump. Segundo soube em uma notícia, a mulher do Alexandre de Moraes surtou quando soube que não poderá ir mais para os EUA. Tem vários negócios e imóveis por lá, que o Alexandre comprou com os roubos que comete, junto com os salários que eles mesmo determinam o valor, passou tudo para o nome da esposa achando que sai ileso.

A filha do Barroso não poderá tbm ir aos EUA, tbm tem casa e negócio do pai dela por lá. O Fux se livrou por enquanto por em um determinado momento foi contra Alexandre."" (G1, 46 anos, cuidadora infantil, PR)

"Bom dia,aa eu achei o máximo essa cartada do PR Trump,agora eles vão sentir na pele o que eles mais gostam de fazer,mas eles podem irem estudar na Venezuela,Cuba ouvi falar que a filha do Barroso já está com prisão decretada. Espero que ela seja mesmo que vá estudar na China,Cuba,Venezuela kkkkk"" (G1, 57 anos, confeiteira, PE)

"Adorei a atitude de Trump, proibir a entrada deles nos Estados Unidos. E tenho certeza que a esquerda vai pagar direitinho o que nós brasileiros estamos sofrendo, e se depender dos esforços de Trump, estou confiante. A esquerda tem noção com quem está mexendo? Creio, que justiça será feita."" (G1, 64 anos, empresário, PR)

"Acho correta, EUA defende seus interesses, tais como, combate a censura pois a liberdade de expressão é algo muito caro a cultura americana. Outra prioridade americana é não deixar que governos ligados a china se fortaleçam na América. Lula diversas vezes se opôs de forma contundente aos interesses americanos, ao dolar e a forma de Trump governar, então manter a direita viva não Brasil passa ser prioridade, pois sabe que as chances da direita voltar ao poder nas próximas eleições são muito grandes. Então acho que do ponto de vista dos americanos eles estão certos." (G2, 43 anos, administradora, GO)

"Na minha opinião sempre acreditei que os EUA iriam em algum momento enfrentar as autoridades aqui do Brasil,eu acho a medida muito pesada,mas apesar disso eu apoio a decisão do governo Trump,em tentar fazer alguma coisa pelos os perseguidos políticos do nosso país,as sanções e medidas contra a Torga e o governo Lula,na minha opinião são necessárias, já que a câmara e nem o congresso fazem nada a respeito dessa arbitrariedade toda. Para nada mais justo."" (G2, 42 anos, assistente logístico , PE)

Autoritária, desrespeitosa e indevida

As respostas dos demais grupos (3, 4 e 5 - eleitores flutuantes, lulodescontentes e lulistas) revelaram grande resistência à ideia de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil, com críticas contundentes à postura de Donald Trump e à legitimidade da medida anunciada. A maioria dos participantes rejeitou a intervenção como uma afronta à soberania nacional, destacando que o Brasil é uma nação independente, com suas próprias leis, instituições e meios de resolução de conflitos. Prevaleceu a compreensão de que disputas políticas brasileiras devem ser resolvidas internamente, sem ingerência de líderes estrangeiros, independentemente de sua orientação ideológica. A decisão foi lida como autoritária, desrespeitosa e como uma tentativa indevida de impor vontades externas sobre o país.

A figura de Trump também foi duramente criticada, sendo descrita como autoritária, arrogante, movida por interesses pessoais ou comerciais, e não por preocupação genuína com a democracia brasileira.

"Boa tarde, também acho completamente inapropriado essa medida. Eles não tem nada a ver com isso, e eu como brasileira não estou me sentindo nem um pouco com os meus direitos violados" (G3, 37 anos, médica veterinária , PR)

"Boa tarde, na minha opinião outros países nao devem se meter nas decisões internas de outros países, exceto em caso de guerra, e for para promover diálogo entre os envolvidos. Fora isso, cada um cuida do seu. Se fosse ao contrário certamente o Trump nao iria gostar, se acham os soberanos do mundo." (G3, 45 anos, turismóloga , RJ)

"Eu acho sem nexo os Estados Unidos querer intervir em uma situação exclusiva do Brasil, pois nós não somos uma colônia deles, temos autonomia para julgar os nossos próprios problemas internos pois somos uma nação independente que possui uma Constituição e leis próprias, essas que devem ser respeitados por todos os brasileiros e não devem ser questionadas por nações estrangeiras quando não possuem fundamento para tal." (G4, 36 anos, instrutor de informática , SP)

"É um absurdo um presidente de outro país querer mandar no nosso. Somos uma democracia,ele deve cuidar do país dele que não é lá essas coisas toda. Nem que ganhasse na mega sena não iria pra lá. Um cara autoritário e sem noção. Lá é um país que não cuida de seus cidadãos,não tem uma assistência médica pública. Uma vergonha ele querer impor o Bolsonaro goela a baixo no povo brasileiro. Quem comete crime ,tem que pagar. Que ele mande e tenha as leis lá no país dele e não querer vim cantar de galo no nosso."" (G4, 49 anos, artesã , CE)

"Boa tarde, sinceramente tenho achado ridícula a postura do trump e nao falo apenas do Brasil, mas sim em relação a muitos outros paises, de querer mandar nas políticas internas do país, grande bosta sinceramente ele cancelar os vistos, como se os ministros tivessem super preocupados em ir aos EUA, quando existem tantos outros lugares para ir, o trump tem cravado uma batalha, que muitos acham equivocadamente ser pelo Bolsonaro, como se o trump se preocupasse com a existencia do bolsonaro, oque importa para ele é a diminuição de lucro devido a existência do pix no Brasil." (G5, 25 anos, estudante, AL)

"Eu reagi com uma expressão de riso pois acho essa decisão patética e desesperada. Só mostra como eles ainda se acham o centro do mundo, como se essa revogação de vistos fossem interferir diretamente na vida dos envolvidos no julgamento e processamento do Bolsonaro. Além disso, também demonstra o quanto eles ainda se acham no centro do mundo, querendo interferir em decisões soberanas de países democráticos e caso não sejam atendidos, fazem retaliações que beiram o ridículo. Por fim eu diria que isso só demonstra o poder do Governo brasileiro, que não abaixou a cabeça para esse país imperialista e que se manteve firme das tomadas de decisões!"" (G5, 33 anos, tradutor, SP)

Pergunta 55
Desde março, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL) está nos Estados Unidos, com uma licença de 122 dias da Câmara dos Deputados, oficialmente para “combater ameaças à liberdade de expressão”. A licença acabou em 20 de julho, mas ele continua ausente. Agora, as faltas começam a ser contabilizadas e, se ultrapassarem 1/3 das sessões do ano, ele pode perder o mandato. Eduardo afirmou em uma live que não irá renunciar (o que o tornaria inelegível pela Lei da Ficha Limpa). Caso ele perca o mandato por faltas, isso não afeta sua elegibilidade futura. Nos bastidores, o PL cogita um cargo em alguma secretaria de governo, garantindo imunidade e foro privilegiado. Durante sua estadia nos EUA, Eduardo também se dedicou a articulações políticas, como a campanha pela anistia do pai, Jair Bolsonaro. Vocês veem como correta essa atitude de Eduardo Bolsonaro de continuar fora do país, tentar manter o mandato e, ao mesmo tempo, articular a anistia do pai nos EUA?
Perseguição política e luta exemplar

Os participantes do grupo 1 (bolsonaristas convictos) manifestaram apoio majoritário à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, legitimando sua ausência como estratégia de proteção diante do que consideram uma perseguição política no Brasil. A defesa da atitude do deputado esteve fortemente ancorada em uma visão de ruptura institucional no país, com acusações de ditadura judicial, censura e comunismo instaurado. Para essas pessoas, a atuação de Eduardo no exterior, especialmente em prol da anistia dos envolvidos no 8 de janeiro, foi vista como uma forma legítima de resistência e compromisso com a liberdade. Houve, ainda, uma clara desconfiança em relação ao Supremo Tribunal Federal e à imprensa tradicional, consolidando um discurso de oposição aos poderes instituídos e à atual gestão federal.

A justificativa para a manutenção do mandato mesmo à distância foi sustentada por uma percepção de utilidade simbólica e estratégica, em contraste com a descrença nas instituições brasileiras. Reivindicaram, assim, que Eduardo estaria exercendo uma função mais relevante do que outros parlamentares presentes fisicamente no país. Mesmo quando surgiu o debate sobre Eduardo receber salário, mesmo sem exercer a função dentro dos protocolos devidos, houve defesa do deputado, com a construção imediata de narrativas alternativas: uma delas embasada em uma notícia antiga (de que ele teria aberto mão do salário) e outra afirmando que já havia um plano para resolver o problema.

"Bom dia estou super de acordo com essa decisão dele,afinal se ele continuasse aqui no Brasil o mandato dele provavelmente seria casado pq o Morais e sua corja já estavam de olho nele,e lá nos USA ele está podendo lutar pelo nosso país e ajudar o pai dele" (G1, 57 anos, confeiteira, PE)

"Estou super de acordo com Eduardo Bolsonaro. Ele está lutando lá fora para nos livrar do comunismo que chegou e logo vai se instalar descaradamente no Brasil. Lula e Moraes estão agindo muito rápido, lutando contra o tempo para instalar de vez o comunismo no Brasil.

Ele quer acabar com as eleições, quer banir redes sociais, quer romper com Países democráticos e negociar com o comunismo. Não é a toa que financia guerras."" (G1, 46 anos, cuidadora infantil, PR)

"Eduardo Bolsonaro está certíssimo em não voltar, e claro defender o pai, que está sendo condenado injustamente por esse bando de comunista que está no poder atual. Eu espero que em 2026 consigamos tirar o PT do poder. E outra coisa, impeachment já para Lula e Alexandre de Moraes. Que democracia é essa privar das redes sociais, liberdade de expressão. Bando de ladrão, que estão pensando só neles mesmo, o povo que se lasque!"" (G1, 64 anos, empresário, PR)

"Claro se a licença acabou ele volta a receber automaticamente . é óbvio pelo que sei estão articulando para estender este tempo para mais 90 dias e ai ele voltaria ter licença não remunerada" (G1, 54 anos, músico, RS)

"Ele está fazendo muito mais que o congresso e o senado juntos, abriu mão da sua casa, e seu país pra lutar uma guerra que é de todos nós, nada mais justo que continue recebendo seu salário, mas, eu duvido que isso aconteça, com esses ladrões no poder vão resolver logo essa questão e tirar dele os recursos que precisa pra fazer justiça por nós, graças a esses asilados políticos que estão no US podemos ter uma chance de reverter essa situação caótica dessa ditadura judiciária." (G1, 55 anos, gerente de serviços elétricos , RJ)

Desrespeito às normas legais

No grupo 2 (bolsonaristas moderados), as opiniões se mostraram mais divididas e ambivalentes em relação à atitude de Eduardo Bolsonaro. Parte dos participantes expressou desconforto ou rejeição à permanência do deputado fora do país após o término da licença, argumentando que ele deveria cumprir seu mandato conforme as regras institucionais e abrir espaço para o suplente caso decidisse não retornar. Embora algumas dessas falas demonstrassem certa compreensão do contexto político enfrentado por Eduardo, ainda assim prevaleceu a percepção de que sua conduta desrespeita normas legais e compromissos com o cargo público.

Por outro lado, uma parcela menor dos participantes adotou uma postura mais empática com o deputado, enxergando sua ausência como uma medida de autopreservação diante de uma suposta perseguição política. Nesses casos, o discurso da vitimização e do enfrentamento ao sistema judicial brasileiro apareceu como justificativa legítima para sua permanência nos Estados Unidos. Ainda assim, mesmo entre os que compreendem suas razões, houve críticas à inversão de prioridades entre o interesse pessoal ou familiar e o dever institucional, sinalizando uma expectativa de responsabilidade pública por parte dos representantes eleitos.

"Não é certo,ele deve decidir se volta ou não e se não voltar que abra vaga para seu suplente,e siga sua vida lá ou aqui no Brasil."" (G2, 54 anos, aposentado, PB)

"Não é correto, entendo que o melhor é voltar pra seguir conforme a Lei e encontrar outra forma por aqui pra continuar com o propósito de quando foi para os EUA."" (G2, 35 anos, contadora, RS)

"Correto não é uma atitude muito legal mas com todo mundo aqui no Brasil indo contra o pai dele, voltar ele poderia estar correndo no risco de retaliação e também acredito pelo medo, não acredito que mudaria muita coisa mas fazer ele perder o cargo seria algo a se pensar em fazer o retorno."" (G2, 24 anos, suporte TI, DF)

"Boa noite, totalmente errado ele é candidato do Brasil,não de fora deveria perder o mandato,por não está no seu país de origem." (G2, 26 anos, vendedora , AL)

"A postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro é extremamente aceitável,ele é um perseguido político,caso ele volte ao Brasil na atual situação que nos encontramos,ele corre risco de ser preso,pois o mesmo é um defensor de pautas que no momento o STF julga,o deputado para mim está apenas tentando se proteger o que é sensato da parte dele."" (G2, 42 anos, assistente logístico , PE)

Privilégio, impunidade e traição ao mandato

Nos grupos 3, 4 e 5 (eleitores flutuantes, lulodescontentes e lulistas) formou-se um consenso crítico sólido em relação à conduta de Eduardo Bolsonaro. Os participantes condenaram com veemência sua permanência nos Estados Unidos, interpretando-a como uma tentativa deliberada de escapar da responsabilização legal e preservar privilégios políticos. Para esses grupos, o deputado abandonou suas obrigações institucionais para atuar em defesa exclusiva de interesses pessoais e familiares, usando o mandato como escudo contra a Justiça. A ausência prolongada, aliada ao uso de recursos públicos e à articulação por foro privilegiado, foi vista como um exemplo flagrante de oportunismo e distorção das funções democráticas.

Além disso, os três grupos demonstraram forte indignação com a estrutura que permite esse tipo de comportamento, denunciando a existência de brechas legais e a impunidade de políticos no Brasil. O nome de Eduardo Bolsonaro foi associado à hipocrisia, arrogância e desprezo pelas regras do jogo democrático, reforçando a imagem negativa da família Bolsonaro como um todo. Em suas críticas, os participantes manifestaram um desejo claro por mais equidade, responsabilização e moralidade na política, condenando tanto a conduta individual do deputado quanto o sistema que permite sua perpetuação. A percepção comum foi de que sua atitude prejudica o país e mina a confiança nas instituições.

"Atitude de gente frouxa. Sabe que o Trump tem poder e por serem do mesmo lado foi lá pedir asilo político, mas com isso está fazendo chantagem para obter a anistia do pai. Como o colega disse se ele ficasse aqui também iria ser pego. E de certo modo até entendo os dois porque mesmo que eles estejam certos que não tenham cometido nada (o que acho improvável) serão presos da mesma forma, não terão como lutar, então estão apelando. Agora em relação ao mandato tenho um ódio tremendo dessas licenças ainda mais se forem remuneradas! E óbvio que ele não vai renunciar, pois não vai largar o osso. O problema é que essas leis sempre têm brechas, então se renunciar fica inelegível, mas se faltar não fica... mas ora faltas justificadas? Porque se não for tinha que dar é abandono e também ficar inelegível." (G3, 36 anos, autônoma, SP)

"É uma atitude covarde, mas que se faz necessária para que ele não sofra as mesmas sanções que o pai. E fica mais próximo dos EUA que está sendo a base de apoio deles." (G3, 25 anos, contador, RJ)

"Para mim essas atitudes de Eduardo Bolsonaro são absurdas. É completamente errado ele se esconder nos Estados Unidos com o uso de Licença Parlamentar remunerada. Maior absurdo ainda é o PL defender essas atitudes de Eduardo Bolsonaro como sendo corretas e ainda querer blindar ele com algum cargo que lhe dê imunidade. Quanto a Eduardo Bolsonaro defender seu pai é esperado, embora seja totalmente descabido. Tenho a opinião também que Eduardo Bolsonaro deveria perder seu mandato tendo em vista que ele está ausente do país por motivos particulares dele. Agora só falta Eduardo Bolsonaro pedir refúgio político para Trump. É por isso e por outras atitudes que não aprovo politicamente a família Bolsonaro, em especial Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro." (G4, 44 anos, funcionário público estadual, PR)

"Pensando que ele deveria exercer o cargo que está sendo pago, dinheiro esse que sai de nossos bolsos, é um absurdo a situação e mais absurda ainda ter políticos que querem criar um cargo pra sair de nosso dinheiro pra uma pessoa que nem no País está. Vá algum de nós faltar durante 30 dias que a demissão chega e já põe justa causa. Sobre ele defender o pai, isso meio que é uma coisa lógica. Só espero que essa defesa não pese mais ainda os nossos bolsos." (G4, 32 anos, engenheiro mecânico , BA)

"Pra começo de conversa, ele nem deveria ter saído do país, principalmente para articular anistia para o pai. Está causando prejuízos para uma nação em detrimento do bem-estar da família Bolsonaro, isso é extremamente egoísta. E pra completar ainda querem mantê-lo lá com recursos públicos?!?!?! É muita piada. Fazem os cidadãos brasileiros de trouxa mesmo." (G5, 45 anos, turismóloga , RJ)

"Boa tarde a atitude de Eduardo Bolsonaro ao permanecer nos EUA mesmo após o fim de sua licença desrespeitando os eleitores e Além disso ao usar o tempo fora do país para articular a anistia do pai mistura interesses pessoais e familiares com a função pública uso do mandato ou de um cargo em secretaria para manter foro privilegiado também reforça a percepção de privilégio e oportunismo A política exige responsabilidade e compromisso com o bem público, não proteção de interesses próprios" (G5, 28 anos, autônoma, MT)

Pergunta 56
Uma comissão de senadores embarca nesta sexta-feira (25) para os Estados Unidos, em busca de abrir um canal de negociações no território americano sobre o "tarifaço" que Donald Trump pode aplicar ao Brasil a partir de 1º de agosto. O vice-presidente Geraldo Alckmin revelou na quinta-feira (24) que, no último sábado (19), voltou a ter uma conversa com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, sobre o tarifaço. Ele não quis revelar o conteúdo da reunião, que ocorreu por telefone e durou cerca de 50 minutos. Embora diversas frentes estejam sendo mobilizadas no Brasil, há informações de que o deputado Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo estão trabalhando para dificultar as reuniões dos parlamentares em Washington e até impedir qualquer encontro com negociadores do governo Trump. Como vocês avaliam as iniciativas do Brasil para estabelecer negociações e o papel desempenhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin na liderança e condução desses esforços?
Rejeição ao governo e descrédito da diplomacia

As opiniões expressas pelos participantes do grupo 1 (bolsonaristas convictos) revelaram uma postura majoritariamente crítica em relação às iniciativas diplomáticas do governo brasileiro diante do possível tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Os participantes demonstraram ceticismo quanto à eficácia das ações recentes, classificando-as como tardias, improvisadas e reativas diante de uma crise previsível. Havia um sentimento generalizado de que o governo agiu com arrogância em momentos anteriores e agora estaria colhendo as consequências de decisões mal planejadas e posturas hostis em relação ao governo norte-americano. Em geral, os participantes expressaram uma visão pessimista quanto aos resultados das tentativas de negociação, prevendo impactos negativos para o país e responsabilizando diretamente o governo federal e o Supremo Tribunal Federal pelo agravamento da situação.

A figura do vice-presidente Geraldo Alckmin foi deslegitimada por muitos, visto como um ator político sem capacidade real de negociação ou influência no cenário internacional.

Os participantes compartilharam diversos vídeos, de diversas fontes, com afirmações sobre Trump ter proibido qualquer forma de diálogo com a delegação brasileira, sobre a imposição imediata da Lei Magnitsky, sobre Trump estar pronto para invadir o Brasil, sobre Lula fazer discursos bêbado e ainda sobre planejar vender o Brasil para a China.

"Lula colocou o Xuxu, oppppssss... Geraldo Alckmin no meio da negociação, como se fosse facilitar algo." (G1, 46 anos, cuidadora infantil, PR)

"Eu acho uma sequência enorme de absurdos: se eles prezassem pela ética e pelo bem-comum, como falam que fazem, ele já teria renunciado ao mandato logo que saiu de férias para os Estados Unidos. Porque, na verdade é isso o que está acontecendo, eles está a quatro meses de férias com o dinheiro do papai e o pior, com o nosso também, recebendo o seu polpudo salário de deputado federal. Além disso, já existem provas mais do que concretas que ele cometeu diversos crimes, como incitar o bombardeio ao Brasil, além de falsas declarações, sem contar no corrupção com o seu cargo. Por isso tudo, acho um absurdo que ainda tenha quem o defenda, já que ele não faz nada que preste." (G1, 64 anos, empresário, PR)

"Agora que viram que tramp não está para brincadeiras, resolveram se mexer. Sinto Muinto falar Isso, por todos os brasileiros que não apoiam este desgoverno, mas acho que agora é tarde para querer negociar. Se a Embaixadora do Brasil que estava de férias e foi aos USA pedir uma audiência, não foi nem recebida, imagina está comitiva de deputados." (G1, 54 anos, músico, RS)

"Boa tarde! Eu acho que não conseguem nenhuma negociação com Trump, e sinto dizer que o povo vai sofrer por causa desse jumento Lula e o outro careca, mexeram num vespeiro, estados unidos potência mundial. Estão com medo agora, tanto que o Moraes deu pra trás na prisão do Bolsonaro. Sentiu na pele, ou seja no bolso. Agora nos resta esperar pra ver o que vai acontecer. Confiante, ainda Bolsonaro 2026! Brasil acima de tudo, Deus acima de todos!" (G1, 64 anos, empresário, PR)

"Tudo isso que está acontecendo é por culpa do Lula e do STF, que ao invés de fazer o papel deles se prestaram a criticar e ridicularizar o Donald Trump, debocharam quando foi falado que iriam perder os vistos para os EUA, não se preocuparam com a economia e a situação do nosso país [...] não vai dar em absolutamente nada. Vamos esperar pra ver o desfecho sobre a tarifação." (G1, 55 anos, gerente de serviços elétricos, RJ)

Apoio crítico ao diálogo e à mediação de Alckmin

As respostas dos grupos 2, 3 e 4 (bolsonaristas moderados, eleitores flutuantes e lulodescontentes) revelaram um campo discursivo convergente em torno da valorização do diálogo e da negociação como estratégias adequadas diante do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. Em todos esses grupos, os participantes reconheceram que a situação exige uma postura diplomática madura e proativa por parte do Brasil, destacando como positivo o esforço conduzido pelos senadores e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Apesar de críticas à demora na reação do governo ou à ausência de protagonismo do presidente Lula, prevaleceu a percepção de que buscar uma solução negociada é uma atitude responsável e necessária para proteger a economia nacional.

Além disso, os três grupos demonstraram consciência da posição desigual do Brasil frente aos Estados Unidos, o que reforçou a defesa por uma atuação estratégica e realista. As falas variaram entre expectativas moderadas de sucesso e ceticismo sobre os efeitos imediatos da missão, mas em nenhum dos grupos houve rejeição à via diplomática. O grupo 4, em particular, aproximou-se mais das posições dos grupos 2 e 3 ao defender o diálogo e criticar atores que, segundo os participantes, estariam sabotando os esforços em nome de interesses pessoais ou políticos. Em síntese, os três grupos manifestaram apoio ao caminho da negociação e reprovaram atitudes que agravam a crise em vez de buscar sua resolução.

"Ao meu ver, é de extremo valor e de uma atitude nobre por parte dos senadores que prontificaram em tentar restabelecer o entendimento diplomático com o governo dos Estados Unidos, já que o governo do Brasil na pessoa do seu gestor, ao invés de estabelecer um tom amigável, ignora os EUA com atitudes negacionista." (G2, 42 anos, assistente logístico, PE)

"Muito válido os senadores irem até os EUA e negociar, além da atitude boa do vice-presidente em ter este contato também, dá pra resolver muita coisa conversando pra chegar num acordo, pois se for esperar pelo nosso presidente Lula nada de bom irá acontecer." (G2, 35 anos, contadora, RS)

"Acho que o governo tem que negociar mesmo essa tarifa, é uma boa iniciativa, é importante tentar esse acordo, já que o EUA é um grande parceiro comercial." (G2, 26 anos, autônomo, DF)

"Vejo como positivo o papel desempenhado pelo Alckmin. Não fazer nada seria demonstrar fraqueza, estaríamos baixando a cabeça para os desmandos do Trump." (G3, 37 anos, médica veterinária, PR)

"É mais que obrigação que esta equipe na liderança do vice-presidente Geraldo Alckmin se esforce e negocie até o último argumento a redução dessas taxas impostas ao Brasil." (G3, 45 anos, professora, MT)

"Acredito que tem que haver diálogo, apesar do presidente dos Estados Unidos ser um homem inflexível. Acho totalmente ridículo ele usar o argumento de que aumentou as taxas devido ao Bolsonaro e mais ridículo ainda quem apoia um ex-presidente que só traz confusão para o país." (G4, 49 anos, artesã, CE)

"Torço para que Alckmin consiga ter um diálogo com os EUA e que cheguem num acordo sobre essas taxas absurdas. Já sofremos demais com os preços no Brasil, e essa taxação só vai piorar a situação que já não é boa." (G4, 32 anos, engenheiro mecânico, BA)

"Acredito que o diálogo seja a única solução. Precisamos ter uma negociação eficaz focando nos assuntos comerciais e tributários e legais e não nos políticos. Alckmin está na via certa da negociação sem criar mais confusão. Mas acho também que os Bolsonaros precisam parar de atrapalhar o Brasil." (G4, 44 anos, funcionário público estadual, PR)

Confiança em Alckmin e repúdio à sabotagem

As respostas do grupo 5 (lulistas) refletiram um apoio majoritário às tentativas de negociação promovidas pelo governo brasileiro, com destaque para a atuação do vice-presidente Geraldo Alckmin. Os participantes avaliaram positivamente a busca por diálogo como uma estratégia sensata diante de um conflito comercial que pode prejudicar gravemente a economia do país. Havia uma percepção de que o Brasil tem mais a perder com o tarifaço, o que justificaria a urgência e legitimidade da mobilização diplomática. O gesto foi interpretado como sinal de responsabilidade e esforço governamental em defesa dos interesses nacionais.

Além disso, muitas falas demonstraram indignação com a postura de Eduardo Bolsonaro, considerada prejudicial e contrária à soberania do país. A tentativa de atrapalhar negociações diplomáticas foi vista como um ato de deslealdade e de uso indevido do cargo público para fins pessoais ou ideológicos. A visão predominante no grupo foi de que, embora o cenário seja delicado, o governo adotou a postura correta ao insistir no diálogo e na diplomacia, mesmo diante da inflexibilidade atribuída ao governo Trump.

"Acho que é necessário realmente essa tentativa de renegociação, já que o tarifaço irá prejudicar muito o Brasil. Então essas tentativas de renegociação significam que o vice-presidente se preocupa com o bem-estar dos brasileiros e está se esforçando para reverter essa situação." (G5, 27 anos, enfermeira, PE)

"O Geraldo Alckmin tá fazendo alguma coisa, mas ele podia pegar um pouco mais pesado e ser mais transparente com a gente, não acho que tenha motivos pra esconder o que foi dito nessa reunião. O Eduardo Bolsonaro tentando atrapalhar tudo chega a ser o cúmulo do absurdo, se ele fosse outro, pensaria no próprio país, ao invés de tá gerando mais confusão." (G5, 21 anos, auxiliar administrativa, RO)

"Acredito que o Brasil está se saindo bem ao lidar com essas tarifas, que claramente não beneficiam ninguém. O Trump tentou pressionar, mas como o Lula não se deixou, não acho que ele vai recuar, massss… será uma tentativa de reequilibrar, pois essas tarifas não são sustentáveis nem para os Estados Unidos." (G5, 26 anos, fisioterapeuta, PE)

"Acho que o governo brasileiro está indo pelo caminho certo saindo pelo caminho da negociação e do diálogo, essa é uma forma de mostrar uma certa boa vontade. O que me preocupa é a família do Bolsonaro sempre tentando ferrar com o país, acredito que a lei da reciprocidade imposta pelo presidente Lula é a melhor escolha no momento." (G5, 28 anos, gerente comercial, AM)

Monitorando a desinformação
Monitorando a Desinformação

Nas três perguntas desta semana, diversos participantes do grupo de bolsonaristas convictos recorreram a informações falsas para embasar seus argumentos.

Na primeira questão, circularam alegações infundadas de que a esposa do ministro Alexandre de Moraes estaria desesperada com a perda de seu visto, devido a supostos negócios e imóveis nos Estados Unidos. Também foi afirmado que a filha do ministro Luís Roberto Barroso teria sua prisão decretada e seria deportada em breve.

Na segunda pergunta, uma reportagem antiga sobre Eduardo Bolsonaro ter aberto mão de seu salário foi reutilizada para justificar sua permanência no cargo. Quando essa informação foi desmentida por outro participante, novas versões passaram a circular imediatamente — como a de que ele teria tido sua licença prorrogada por mais 90 dias.

Na terceira questão, os participantes compartilharam vídeos e prints com supostas falas de Lula ridicularizando Alckmin, além de manchetes falsas alegando que Donald Trump estaria pronto para invadir o Brasil, que Lula venderia o país para a China e que a Lei Magnitsky seria aplicada ainda esta semana. Esses episódios reiteram a circulação ativa de desinformação como estratégia argumentativa dentro desse grupo.

"""Bom dia! Eu amei essa decisão e espero até mais do Trump. Segundo soube em uma notícia, a mulher do Alexandre de Moraes surtou quando soube que não poderá ir mais para os EUA. Tem vários negócios e imóveis por lá, que o Alexandre comprou com os roubos que comete, junto com os salários que eles mesmo determinam o valor, passou tudo para o nome da esposa achando que sai ileso. A filha do Barroso não poderá tbm ir aos EUA, tbm tem casa e negócio do pai dela por lá. O Fux se livrou por enquanto por em um determinado momento foi contra Alexandre."(G1, 46 anos, cuidadora infantil, PR)

"""Bom dia,aa eu achei o máximo essa cartada do PR Trump,agora eles vão sentir na pele o que eles mais gostam de fazer,mas eles podem irem estudar na Venezuela,Cuba ouvi falar que a filha do Barroso já está com prisão decretada. Espero que ela seja mesmo que vá estudar na China,Cuba,Venezuela kkkkk"" (G1, 57 anos, confeiteira, PE)

"Ele abriu mão do salário meu amigo. Se informe melhor antes de ficar fazendo FAKE NEWS. Veja a reportagem: Estou abrindo mão de um salário sensacional, diz Eduardo sobre licença | CNN Brasil" https://www.cnnbrasil.com.br/politica/estou-abrindo-mao-de-um-salario-sensacional-diz-eduardo-sobre-licenca/" (G1, 54 anos, músico, RS)

"Claro se a licença acabou ele volta a receber automaticamente . é óbvio. pelo que sei já estão articulando para estender este tempo para mais 90 dias e ai ele voltaria ter licença não remunerada" (G1, 54 anos, músico, RS)

"Pois é, quem fala isso precisa desligar a TV e parar de ser enganado pela velha imprensa que está toda aparelhada e militante com o Pix em dia, em especial a Globosta!" (G1, 55 anos, gerente de serviços elétricos , RJ)

"https://youtu.be/JLRWs70xLKk?si=bfFhy42Z8NBytQKn" (G1, 54 anos, músico, RS)

"Não adianta ninguém ir atrás, pq Trump já determinou que não tem mais acordo, tá nessa reportagem" (G1, 46 anos, cuidadora infantil, PR)

"Se não acontecer hj, (a Lei Magnitsky) semana que vem vai acontecer" (G1, 46 anos, cuidadora infantil, PR)

"Lula colocou o Xuxu, oppppssss... Geraldo Alckmin no meio da negociação, como se fosse facilitar algo, mas veja esse vídeo, ele tá bêbado" (G1, 46 anos, cuidadora infantil, PR)

Transcrição dos Vídeos:

Quem aqui já esqueceu aquela célebre foto o vice-presidente Alckmin junto com todos aqueles líderes terroristas na posse do presidente do Irã que também já está morto que já tem outro. Então veja o a posicionamento político que Lula adotou. Chama Trump de nazista, se alia a países autoritários questiona o dólar, diz que vai enfrentar o dólar e ele tomou uma sanção maior do que os demais países. Todos foram negociar e conseguiram baixar as tarifas. Quer que o senhor Luiz Inácio Lula da Silva fez? Ataca os Estados Unidos. Continua atacando. Ano passado ele disse ou foi a semana a guerra vai começar quando eu anunciar a reciprocidade. Querer brigar com os Estados Unidos meu amigo. Queria muito que nós tivéssemos o mesmo patamar dos Estados Unidos pra poder enfrentar essa luta. Infelizmente é um grilo brigando com King-Cong. A gente tem que saber o nosso lugar mesma negociação. Veja os Estados Unidos ele, ele importa 3,6 trilhões de dólares. É mais ou menos o nosso PIB. Ou seja a nossa riqueza inteira do ano. Mais ou menos o que o Estados Unidos importa. Desses três vírgula seis trilhões apenas quarenta e seis bilhões são do Brasil. Pra gente é muito pra ir pros Estados Unidos é cerca de 1%. Então você veja o cenário que nós estamos. Lula vai no OMC essa semana e faz o que ? Critica de novo os Estados Unidos, vai pra guerra, permanece na beligerância. Então parece que Lula quer, é justamente isso, criar o caos, não negociar, continuar atacando os Estados Unidos, colocar a culpa em Eduardo Bolsonaro que não é ocupado. Toda a taxação é uma questão comercial, ponto. E o Brasil ao invés de buscar o entendimento tá partindo pra guerra."

Considerações finais

Os temas da semana evidenciaram que o grupo de bolsonaristas convictos está radicalizando suas posições e seu acesso a canais “alternativos” de comunicação, distanciando-se dos demais grupos, inclusive dos moderados.

As reações à retirada dos vistos estadunidenses de Moraes e demais ministros do Supremo, anunciada pelo governo Trump, foi a única questão da semana que uniu os dois grupos bolsonaristas. Entre seus participantes, a decisão foi exaltada como uma forma legítima de retaliação contra o Supremo Tribunal Federal e como um gesto simbólico de apoio à liberdade de expressão. Já entre os grupos mais progressistas, incluindo os eleitores flutuantes, todos críticos à decisão, predominou a defesa da soberania nacional, o repúdio ao intervencionismo estrangeiro e a percepção de que a atitude de Trump representa uma ameaça à autonomia institucional do Brasil. Além disso, muitos viram na decisão uma afronta à diplomacia e até mesmo uma decisão infantilizada, que puniria os indivíduos no âmbito de suas vidas pessoais e não de maneira institucional.

Já a decisão de Eduardo Bolsonaro, de permanecer nos Estados Unidos e manter seu cargo, fez com que parcela do grupo de bolsonaristas moderados adotasse posicionamentos mais críticos. Enquanto entre os convictos houve defesa irrestrita ao deputado, atribuindo-lhe um papel de resistência contra um suposto regime autoritário instalado no Brasil, parte significativa dos moderados não adotou tal posicionamento, avaliando que o deputado estaria extrapolando os limites institucionais ao não cumprir de forma protocolar o seu mandato. Os demais grupos mantiveram-se unidos em suas narrativas, uma postura fortemente crítica a Eduardo Bolsonaro, interpretando sua permanência nos Estados Unidos como covardia, desvio ético e uso indevido de prerrogativas parlamentares.

O isolamento do grupo de convictos também ocorreu na última pergunta da semana. Entre esses, prevaleceu o descrédito completo em relação às tratativas diplomáticas, interpretadas como desesperadas, inúteis ou encenadas. Alckmin foi alvo de deboche e deslegitimação, visto como um ator político sem força ou seriedade para representar o Brasil em um contexto internacional adverso. Em contraste, os demais grupos demonstraram, mesmo que com diferentes graus de entusiasmo, apoio à busca por uma solução negociada, destacando o diálogo como alternativa responsável frente a um conflito potencialmente prejudicial à economia. Entre esses grupos, Alckmin foi, em geral, tratado com respeito e confiança. O grupo de lulistas, em especial, foi o mais enfático na valorização da atuação de Alckmin e na crítica direta a figuras bolsonaristas que estariam sabotando as negociações.

Na nossa nova seção, dedicada a avaliar a circulação de desinformação nos grupos, identificamos uma forte incidência somente no grupo de bolsonaristas convictos, que ativamente partilharam material falso na forma de vídeos e posts, incluindo aí faltas notícias em formato jornalístico. Detectamos desinformação nas respostas às três questões, o que mostra ser o acesso desses participantes a fontes de notícias falsas algo “estrutural” e não episódico em seus hábitos de consumo da informação.

As técnicas tradicionalmente utilizadas para investigar a opinião pública são os surveys e os grupos focais. Ambas são muito úteis, mas têm com limitações da ordem prática e orçamentária, particularmente se deseja realizar um monitoramento contínuo.

O Monitor do Debate Público (MDP) é baseado em uma metodologia inovadora para monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens no que toca temas, preferências, valores, recepção de notícias etc.

O MDP é realizado por meio de grupos focais de operação contínua no WhatsApp, com participantes selecionados e um moderador profissional.

Assim como na metodologia tradicional de grupos focais, os grupos contínuos no WhatsApp do MDP permitem que o moderador estimule o aprofundamento de temas sensíveis e difíceis de serem explorados por meio de pesquisas quantitativas ou mesmo pela aplicação de questionários estruturados.

O caráter assíncrono dos grupos do MDP, possibilitado pela dinâmica da comunicação no WhatsApp, permite respostas mais refletidas por parte dos participantes, o que é adequado para eleitoral, dado que o voto é também uma decisão que demanda reflexão.

Por sua natureza temporal contínua, grupos focais do MDP são propícios para criar situações deliberativas, nas quais as pessoas se sentem compelidas a elaborar suas razões a partir das razões dadas por outros participantes do grupo.

O telefone celular é hoje o meio mais democrático e acessível de comunicação. Assim, a participação nos grupos do MDP não requer o uso de computador ou mesmo que os participantes interrompam suas atividades para interagirem entre si.

Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições 2018. Foi consultora da UNESCO, coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em diversas campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Realiza consultoria para desenho de pesquisa qualitativa, moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela UNICAMP e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York, Graduate Center. Foi professor do antigo IUPERJ de 2003 a 2010. É, desde 2010, professor de Ciência Política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ). Coordenador do LEMEP, do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Coordenadora de recrutamento

Cientista Social e mestre em Sociologia pela UFPR, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Possui formação em UX Research e cursos de gestão e monitoramento de redes sociais e estratégias eleitorais, mídias digitais e gerenciamento de redes. Possui experiência em pesquisas de mercado e campanhas políticas. Realiza moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte, manutenção de servidores web e possui especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.


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Desfile da Independência, Operação Lava Jato, Desastre no RS

O silêncio de Jair e Michele, Hábitos de Consumo de Informação, Voto Secreto no STF

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Relatório #19 MED

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Bolsa família, Laicidade do Estado e MST

Taxação de fundos exclusivos, Marielle e Porte de Arma

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Monitor da Extrema Direita

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