


O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.
Para o ano eleitoral de 2026, renovamos o quadro de participantes e ampliamos de cinco para seis o número de grupos focais contínuos no WhatsApp. O antigo grupo de eleitores flutuantes deu lugar a dois grupos de indecisos — conservadores e progressistas. Na maioria das eleições, os indecisos cumprem papel decisivo: por serem mais propensos a mudar de opinião, com frequência definem o resultado.
O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:
BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8 de janeiro.
BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8 de janeiro.
IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.
IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.
LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022 e reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.
LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.
Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de captar tendências específicas desse contingente demográfico.
Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.
Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.
Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.
O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

| Bolsonaristas Convictos (BC) | Bolsonaristas Moderados (BM) | Indecisos Conservadores (IC) | Indecisos Progressistas (IP) | Lulodescontentes (LD) | Lulistas (LL) | Evangélicos | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Concentração de riqueza | Predominou a admiração por Elon Musk, visto como exemplo de mérito, inteligência, inovação e empreendedorismo. Também apareceu a ideia de que a iniciativa privada seria mais eficiente para promover o progresso social. | O grupo associou a fortuna ao esforço, estudo e capacidade individual. Em menor medida, surgiu a expectativa de que grandes riquezas devam ser acompanhadas de responsabilidade social. | Predominaram o espanto e os questionamentos sobre a concentração extrema de riqueza e poder. O grupo oscilou entre reconhecer o sucesso empresarial e expressar preocupações com desigualdade e influência excessiva. | A principal reação foi relacionar a fortuna à desigualdade social e à concentração de riqueza característica do sistema econômico. Alguns participantes reconheceram atributos individuais como inteligência e capacidade empreendedora. | A riqueza foi vista principalmente como símbolo de desigualdade e concentração de poder econômico. Apareceu a expectativa de que fortunas dessa magnitude deveriam ser utilizadas para enfrentar problemas sociais. | Predominou a crítica à concentração extrema de riqueza, interpretada como evidência das falhas e injustiças do sistema econômico. A principal preocupação esteve na coexistência entre grandes fortunas e situações persistentes de pobreza. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |
| Condenação de Eduardo Bolsonaro | Predominou a percepção de que a condenação foi resultado de perseguição política promovida pelo STF. A decisão foi interpretada como evidência de abuso de poder, parcialidade institucional e restrição à atuação da oposição. | A maioria discordou da decisão, enfatizando dúvidas sobre provas, proporcionalidade da pena e imparcialidade do julgamento. Houve críticas ao STF acompanhadas de apelos por justiça, transparência e devido processo legal. | Parte do grupo considerou a condenação justa ou até branda diante da gravidade das acusações, enquanto outra parte a interpretou como perseguição política. Houve preocupação com legalidade do caso. | Predominou o apoio à condenação, vista como consequência legítima de condutas consideradas incompatíveis com a função pública. Muitos defenderam que a pena deveria ser mais rigorosa e aplicada de forma efetiva. | A maioria apoiou a decisão por entender que não se deve tolerar interferência estrangeira em assuntos nacionais. A condenação foi associada à defesa da soberania do país e à necessidade de responsabilização política. | Houve amplo consenso de que a decisão foi correta e necessária para proteger a democracia e as instituições brasileiras. Muitos consideraram a punição insuficiente diante da gravidade atribuída aos atos imputados ao ex-deputado. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |
| Acusações a Jaques Wagner | Predominou a percepção de que o caso apenas confirma uma imagem de corrupção já associada a Lula e ao PT. Embora considerassem que a denúncia não altere significativamente sua popularidade, os participantes estabeleceram forte vínculo entre o episódio e o presidente. | A maioria avaliou que o caso pode ampliar o desgaste da imagem de Lula, especialmente pela proximidade com os envolvidos, mas parte do grupo ressaltou a importância de aguardar investigações e provas antes de conclusões definitivas. | Predominou a visão de que o escândalo afeta indiretamente a imagem de Lula, sem necessariamente comprovar seu envolvimento. O caso foi frequentemente interpretado como mais uma evidência dos problemas da classe política como um todo. | Os participantes defenderam investigações rigorosas e punição dos responsáveis, independentemente de partido. Embora reconhecessem possível desgaste para Lula, predominou a separação entre a responsabilidade do presidente e a dos investigados. | Predominou a percepção de que o caso poderia prejudicar a imagem de Lula devido à sua relação política com os envolvidos, mas sem responsabilização direta. Apareceu fortemente a ideia de que a corrupção atravessa diferentes grupos políticos. | Os participantes demonstraram confiança em Lula e defenderam que sua responsabilização não deve ocorrer sem provas concretas. Apesar disso, reconheceram que denúncias envolvendo aliados próximos poderiam gerar desgaste político e repercussão eleitoral. | Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento. |


Entre os bolsonaristas convictos e moderados, predominou uma leitura amplamente positiva da trajetória de Elon Musk, associada a valores como mérito individual, inteligência, esforço, disciplina e capacidade empreendedora. A fortuna acumulada foi interpretada majoritariamente como resultado legítimo de competências pessoais e da habilidade de transformar inovação tecnológica em sucesso econômico. A notícia foi recebida como evidência de que indivíduos excepcionais podem alcançar resultados extraordinários por meio de trabalho, visão estratégica e disposição para assumir riscos. A figura do empresário apareceu, assim, como um exemplo de realização pessoal e profissional a ser admirado.
Também foi recorrente a valorização da iniciativa privada como motor do desenvolvimento econômico e tecnológico. Muitos participantes associaram o enriquecimento de Musk aos impactos positivos produzidos por suas empresas, como inovação, geração de empregos e avanços em diferentes setores. Nesse contexto, a concentração de riqueza foi frequentemente naturalizada como consequência do sucesso empresarial, enquanto críticas à acumulação de patrimônio apareceram de forma residual.
"Pra chegar lá precisou gerar mais empregos e alimentar mais familias do que muito governo é capaz. A liberdade economica pra chegar lá é certamente o que move o planeta. Não fosse tal liberdade, dificilmente teriamos tanta evolução quanto temos no mundo." (BC, 30 anos, engenheiro, SP)
"Elon Musk é uma pessoa bem a frente do seu tempo, estando a frente de empresas com grandes feitos e inovações tecnológicas, esse patrimônio é reflexo disso." (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)
"É mérito dele uma pessoa legal inteligente sabe colocar seus planos em ação não para nunca de evoluir suas empresas e criar novos ramos fora que ajuda a economia do país a gerar empregos nível de Riqueza dele é merecedor..." (BC, 39 anos, auxiliar de vida escolar, SP)
"Representa que o cara é um vencedor, empreendedor, trabalhador, um visionário. Simples! Dou meus parabens a ele." (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)
"Me passa que ele é um homem muito inteligente,disciplinado e esforçado." (BM, 32 anos, gerente de vendas, PA)
"Olha, isso é algo muito fora do comum né ? O cara é muito inteligente e fez por merecer chegar onde ele chegou, acho muito difícil outra pessoa ter uma marca histórica dessas" (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)

Entre os indecisos conservadores e parte dos indecisos progressistas, predominou uma reação marcada pela ambivalência. Os participantes frequentemente reconheceram a capacidade empresarial, a inteligência e o sucesso econômico associados à trajetória de Elon Musk, mas demonstraram desconforto diante da magnitude da fortuna acumulada. A notícia despertou espanto e dificuldade de compreender como uma única pessoa poderia concentrar recursos equivalentes ou superiores aos de países inteiros. Diferentemente dos segmentos mais alinhados à direita, o patrimônio acumulado não foi interpretado automaticamente como prova incontestável de mérito individual, mas como um fenômeno que exigia reflexão sobre seus significados e consequências.
Surgiu também uma discussão permeada por preocupações relacionadas à concentração de riqueza, desigualdade social e influência política. Muitos participantes associaram a fortuna trilionária à capacidade de exercer poder sobre governos, mercados e sociedades, levantando questionamentos sobre os limites dessa concentração de recursos. Ainda que não tenham rejeitado integralmente a ideia de mérito ou inovação, esses grupos demonstraram maior disposição para ponderar os custos sociais da acumulação extrema de riqueza.
"Pra mim, isso mostra o quanto dinheiro e poder podem se concentrar nas mãos de uma única pessoa. É impressionante pelo tamanho da conquista, mas também faz refletir sobre a desigualdade e a influência que alguém tão rico pode exercer no mundo." (IC, 30 anos, autônoma, SP)
"Já era esperado que e em algum momento ele chegaria a este nível, Musk investe em diferentes setores que geram absurdamente dinheiro, claro que acho absurdo uma pessoa possuir tanto dinheiro assim e claro não acho que todo o mérito seja dele." (IC, 37 anos, professor, RJ)
"Bom dia ! Eu vi uma crítica sobre isso que dizia que mesmo que alguém ganhasse 1 milhão por mês sem gastar nada, é apenas guardasse esse dinheiro, demoraria alguns milhões de anos para alcançar essa fortuna. Eu fiquei em choque..." (IC, 38 anos, coordenadora, SP)
"Representa a enorme influência privada em todos os países que vivem em sistema capital. Mesmo nos setores publicos, como mostra a parceria da Space x com a Nasa." (IP, 32 anos, dentista, SP)
"Pra mim isso é meio assustador, pra ser sincero. Uma pessoa ter mais dinheiro que o PIB de vários países mostra o nível de desigualdade que existe hoje no mundo." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)
"Bom dia,pra mim é algo inacreditável. Aceitar que uma pessoa tem tanto assim,e assustador. Por que no mundo de hj onde há tantas pessoas necessitadas." (IP, 43 anos, autônomo, MT)

Entre lulodescontentes, lulistas e parte dos indecisos progressistas, predominou uma leitura fortemente crítica da notícia, interpretada principalmente como um retrato da desigualdade social e da concentração excessiva de riqueza no mundo contemporâneo. A existência de uma única pessoa com patrimônio superior ao PIB de diversos países foi frequentemente percebida como algo moralmente questionável, especialmente diante da persistência da pobreza, da fome e de outras formas de vulnerabilidade social. Nesses grupos, a fortuna acumulada apareceu menos como símbolo de sucesso individual e mais como evidência de desequilíbrios estruturais que permitem a concentração de recursos em níveis considerados excessivos.
Também foi recorrente a associação entre riqueza e poder, acompanhada da expectativa de que indivíduos com tamanha capacidade financeira deveriam assumir responsabilidades proporcionais em relação aos problemas coletivos. Muitos participantes argumentaram que fortunas dessa magnitude poderiam ser mobilizadas para produzir transformações sociais significativas, seja por meio do combate à pobreza, do financiamento de pesquisas ou da ampliação de oportunidades para grupos vulneráveis. Embora alguns reconhecessem a capacidade empresarial necessária para alcançar tal posição, a avaliação predominante esteve centrada nos efeitos sociais da concentração de riqueza e nas implicações políticas e econômicas decorrentes do acúmulo de poder nas mãos de poucos indivíduos.
"Me passa pela cabeça se isso é real, pois há tanta desigualdade social, que espanta saber que no mesmo mundo existe pessoas passando fome, e morrendo até, mas por outro lado, exista alguém que tenha uma fortuna que ultrapassa o pib de alguns países." (IP, 29 anos, empreendedora, RJ)
"Quando vejo ou escuto uma notícia dessa eu fico chocada. Pois enquanto uma única pessoa tem tanto dinheiro que utrapassa paises inteiros, outras não tem nada. Isso sem dúvida representa uma grande desigualdade social no mundo entre as pessoas." (IP, 46 anos, vendedora, RS)
"Boa noite, é uma notícia bastante impactante,como ele conseguiu ao longo dos anos,acumular trilhões. É de ficar sem acreditar,porque muitos com tanto,e poucos sem nada." (IP, 28 anos, vendedora, AL)
"Penso em como há tanta desigualdade no mundo. Tanta riqueza representa poder econômico e político, e por consequência mais desigualdade." (LD, 48 anos, servidor público, PA)
"Pra mim, isso mostra o tamanho da desigualdade. Enquanto milhões de pessoas vivem na pobreza, uma única pessoa acumula uma riqueza gigantesca. Com uma pequena parte dessa fortuna, já seria possível mudar a vida de muita gente." (LD, 27 anos, entregadora, RS)
"Me indigna profundamente que seja permitido que um ser humano possua tanto dinheiro enquanto há fome e miséria." (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)
"Sinto uma profunda indignação, como é possível uma pessoa só ter tanto dinheiro e outras passarem extrema necessidade, não acho justo." (LL, 28 anos, vendedora, PA)


Entre bolsonaristas convictos, bolsonaristas moderados e parte dos indecisos conservadores predominou uma interpretação crítica da decisão do STF, frequentemente associada à ideia de perseguição política contra lideranças da direita. A condenação foi compreendida menos como resultado de uma avaliação estritamente jurídica dos fatos e mais como expressão de um conflito político mais amplo envolvendo o Supremo e o campo bolsonarista. As respostas revelaram forte desconfiança em relação à imparcialidade da Corte, com questionamentos recorrentes sobre a existência de provas suficientes, a legitimidade do julgamento e a atuação dos ministros. Em muitos casos, a decisão foi percebida como parte de um padrão de atuação voltado a enfraquecer adversários políticos e limitar sua participação na disputa eleitoral.
Também apareceram críticas relacionadas ao funcionamento das instituições e à concentração de poder atribuída ao STF. Muitos participantes demonstraram preocupação com aquilo que consideraram excessos da Corte, descrevendo um cenário em que decisões judiciais estariam sendo influenciadas por interesses políticos. Mesmo entre aqueles que adotaram um tom mais moderado, prevaleceu a percepção de que julgamentos dessa natureza exigiriam maior transparência, equilíbrio e respeito às garantias legais. Entre os indecisos conservadores alinhados a essa leitura, a crítica ao STF apareceu associada à desconfiança generalizada em relação aos atores políticos e institucionais, reforçando a percepção de que o caso extrapolava a figura de Eduardo Bolsonaro e refletia disputas mais amplas sobre poder, representação e democracia.
"Para mim essa decisão contra o Eduardo Bolsonaro é pura perseguição política, um verdadeiro malabarismo para tirar adversários. É um absurdo condenar ele por coação, alegando que ele usou o governo dos Estados Unidos para ameaçar o STF, sendo que ele não tem poder nenhum sobre outra nação." (BC, 24 anos, enfermeira, GO)
"Foi dado ao STF um poder muito grande, ninguém pode contrariar ou é penalizado, pura perseguição política a todos que os contrariam, já sabemos o lado que eles se aliaram, uma ditadura praticamente." (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)
"Acho que perseguição política, tendo em vista que ao longo do tempo grande parte dos brasileiros perderam a confiança nos ministros. Não vejo motivos para tanto" (BM, 29 anos, advogada, SP)
"Na verdade, achei esse julgamento muito rápido. Achei a decisão incoerente, porque se eles dizem que o que o Eduardo praticou um crime tão grave, por que deram uma pena tão pequena e no semi aberto. ? Pareceu mais uma vingança do que um julgamento." (BM, 41 anos, turismólogo, PE)
"Não me espanta essa decisão do STF que todos já sabem não tem neutralidade nenhuma. A caça à oposição disfarçaca porcamente de defesa da democracia. Mas no final não importa quem condenem da família porque quem quer seja indicado será uma pedra no sapato deles." (IC, 37 anos, professor, RJ)
"Acho certa, embora Eduardo tenha dito que não houve o procedimento correto, não recebeu nada de formal, apenas ficou sabendo pelas redes sociais. Acredito que essa família de políticos tenham interesse em comum sempre, e o STF tambem persegue opositores, no geral o sistema político tem sempre interesses próprios para proteger sua corja." (IC, 38 anos, coordenadora, SP)

Entre indecisos progressistas, lulodescontentes, lulistas e parte dos indecisos conservadores predominou uma avaliação favorável à decisão do STF. Nesse conjunto de participantes, a condenação foi interpretada como uma resposta legítima a condutas consideradas incompatíveis com a atuação de representantes públicos, especialmente quando associadas à busca de apoio externo para influenciar disputas políticas e institucionais brasileiras. As respostas frequentemente enfatizaram a necessidade de proteger a soberania nacional, preservar a autonomia das instituições e garantir que agentes políticos sejam responsabilizados por seus atos independentemente de seu sobrenome, posição ou influência. A defesa da aplicação da lei de forma igualitária apareceu como um dos principais argumentos mobilizados para justificar o apoio à decisão.
Também foi recorrente a percepção de que a punição aplicada foi adequada ou até mesmo branda diante da gravidade atribuída às acusações. Muitos participantes argumentaram que atitudes interpretadas como tentativas de pressionar instituições nacionais por meio de atores estrangeiros deveriam receber respostas mais severas, justamente para desencorajar práticas semelhantes no futuro. Embora tenham surgido algumas menções à importância de provas, transparência e respeito aos procedimentos legais, essas ressalvas não resultaram em rejeição da decisão. Ao contrário, foram mobilizadas como elementos que reforçariam sua legitimidade.
"Achei que a pena foi pouca, mas melhor assim do que nenhuma. Ao meu ver o crime foi tipificado na lei errada, era pra ele ter sido condenado por atentado à soberania, atentado à integridade nacional e espionagem." (IC, 30 anos, educador museal, RJ)
"As investidas do agora ex deputado Eduardo Bolsonaro deixaram claras as tentativas de sabotagem as autoridades e instituições do Brasil, seu grupo não tem projeto de país e sim familiar e o mesmo sempre esteve a serviço deste último. Acredito que independente da posição dos juízes as sanções que o nosso país sofreu são provas suficientes e justifiquem a condenação" (IC, 24 anos, estudante, MA)
"O mínimo a ser feito, já que não faltam provas sobre tudo citado. E mesmo assim, o regime semiaberto demonstra privilégio do condenado." (IP, 32 anos, dentista, SP)
"Pra mim, se ficou comprovado que o Eduardo Bolsonaro tentou usar influência de outro país pra pressionar instituições brasileiras, a condenação é justa. Não acho normal político brasileiro buscar interferência estrangeira em assuntos internos." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)
"Concordo plenamente com a sentença, pois o deputado estava buscando articulação internacional contra seu próprio país, e não podemos aceitar essas interferências." (LD, 49 anos, vigilante, MT)
"Achei essa decisão do stf excelente. Ela reforça que nenhuma liderança política está acima da lei, e a separação dos poderes existe justamente para garantir isso. Além disso, a condenação serve como um exemplo necessário para evitar qualquer futura tentativa de ameaça à nossa ordem constitucional." (LL, 28 anos, vendedora, PA)


Entre os bolsonaristas convictos e parte dos bolsonaristas moderados, predominou uma leitura que associou diretamente as denúncias envolvendo Jaques Wagner à figura de Lula e ao governo federal. Mais do que discutir exclusivamente a conduta do senador, os participantes interpretaram o episódio como evidência de problemas já atribuídos ao presidente, ao PT e à sua base política. Em muitos casos, a denúncia foi vista não como um fato isolado, mas como a continuidade de uma trajetória marcada por suspeitas de corrupção, favorecimentos e relações consideradas inadequadas entre agentes públicos e interesses privados. Nesse segmento, a proximidade entre Lula e o senador foi frequentemente utilizada como justificativa suficiente para que os efeitos negativos do caso recaíssem também sobre a imagem do presidente.
Ao mesmo tempo, as respostas revelaram forte ceticismo quanto à possibilidade de consequências políticas efetivas para Lula. Entre os bolsonaristas convictos, prevaleceu a avaliação de que denúncias dessa natureza já não seriam capazes de alterar a opinião dos apoiadores do presidente, seja pela polarização política, seja pela percepção de que seus eleitores ignorariam ou relativizariam acusações envolvendo o governo.
"Não afeta em nada. Nem as descobertas mais óbvias afetam a imagem deste cidadão pra turma que tanto o amo, quem dirá uma 'descoberta' que pede uma redação completa pra ser explicada." (BC, 30 anos, engenheiro, SP)
"Infelizmente não muda a imagem do atual presidente, muitas coisas já aconteceram desde que entrou no cargo e mesmo assim os seus eleitores não enxergam." (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)
"É evidente a ligação de Lula em todo tipo de corrupção dentro e em torno do governo federal. A mesma constatação se aplica à vários políticos do PT. Assim, nenhuma ligação entre PT, políticos da esquerda e lula em crimes me causa espanto." (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)
"Em relação ao Presidento, ja faz parte da sua vida se envolver com esquemas de corrupção que acredito que ele nem esteja mais ligando para isso, pois a sua imagem perante a opiniao publica brasileira ja tem conotação de corrupto." (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)
"Sobre Lula rsrs a imagem desse cara pra mim não está das melhores já.. então só vai dar mais força ainda pra isso, caso seja provado queima e muito imagem do 'poderoso' lula." (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)

Entre os indecisos conservadores e parte dos bolsonaristas miderados, predominou uma avaliação de que o caso do Banco Master poderia gerar desgaste para a imagem de Lula, mas principalmente em função de suas relações políticas com os investigados e não por uma responsabilização direta do presidente. Diferentemente dos grupos mais oposicionistas, as respostas raramente partiram da premissa de que Lula estivesse necessariamente envolvido nas irregularidades. O foco esteve mais concentrado nos efeitos políticos produzidos pela proximidade entre lideranças governistas e personagens citados nas investigações, bem como no potencial de repercussão negativa que essas associações poderiam gerar junto à opinião pública.
Outro aspecto marcante foi a percepção de que o escândalo transcendia disputas entre governo e oposição, sendo frequentemente interpretado como mais um exemplo de problemas estruturais da política brasileira. Em ambos os grupos apareceram referências à existência de uma rede de interesses que atravessaria diferentes partidos e campos ideológicos, reforçando sentimentos de desconfiança em relação à classe política como um todo. Nesse contexto, o caso foi visto simultaneamente como um fator de desgaste para Lula e como evidência de que práticas consideradas inadequadas não estariam restritas a um único grupo político, mas fariam parte de um sistema mais amplo de relações entre poder econômico e poder político.
"Afeta negativamente, inclusive o presidente do Senado também é um dos supostos envolvidos e não tem interesse em instaurar a CPI do Banco Master, quadros da esquerda à direita estão envolvidos e o presidente Lula também teve encontros com o ex banqueiro, muita coisa ainda precisa ser esclarecida para podermos tirar conclusões, mas zero surpresas vindo dos nossos governantes." (IC, 24 anos, estudante, MA)
"Se isso for realmente comprovado, é mais um caso que mostra como a corrupção pode atingir qualquer lado político. Sobre o Lula, acredito que afeta a imagem dele indiretamente por envolver um aliado próximo, mas a responsabilidade direta depende das provas de participação ou conhecimento dos fatos." (IC, 30 anos, autônoma, SP)
"Um vespeiro só. Quanto mais se mexe mais picada vc recebe. Por isso não fico como uma galera aí pagando de bom brasileiro escolhendo direita e esquerda. Entendam de uma vês que político brasileiro só pensa no lado dele e vai tirar o máximo proveito do seu mandato." (IC, 29 anos, professor, RJ)
"Não me surpreende e ainda vai aparecer mais políticos envolvidos, ainda é cedo pra dizer se isso agora respinga em lula." (BM, 59 anos, educador social, CE)

Entre os indecisos progressistas, lulodescontentes e os lulistas, predominou uma postura de maior cautela na associação entre as denúncias envolvendo Jaques Wagner e a figura do presidente Lula. Embora a maioria reconhecesse que o episódio poderia gerar desgaste político para o governo e ser explorado por adversários, as respostas frequentemente ressaltaram a necessidade de distinguir a responsabilidade individual dos investigados da responsabilidade do presidente. Nesses grupos, a preocupação central esteve menos na atribuição imediata de culpa e mais na importância de que as acusações fossem devidamente apuradas antes de qualquer conclusão definitiva.
Também houve forte convergência em torno da defesa de investigações rigorosas, punição dos responsáveis e respeito às evidências produzidas ao longo do processo. Diferentemente dos grupos mais críticos ao governo, que frequentemente interpretaram o caso como confirmação de percepções negativas já existentes, os indecisos progressistas e os lulistas tenderam a enfatizar que eventuais irregularidades deveriam ser atribuídas aos seus autores diretos. Ao mesmo tempo, muitos reconheceram que a proximidade política entre os envolvidos e o presidente poderia produzir danos reputacionais, especialmente em um contexto de disputa eleitoral, ainda que isso não implicasse envolvimento direto de Lula nos fatos investigados.
"Se isso tudo for comprovado, acho gravíssimo. Pra mim corrupção tem que ser investigada e punida independente de ser PT, PL, direita ou esquerda. Sobre o Lula, acho que afeta a imagem dele sim, pq o Jaques wagner é um aliado histórico e acaba gerando desgaste na imagem ne." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)
"Se tudo isso que foi sitado realmente for comprovado,espero que seja punido. Sou a favor se a pessoa errou tem que ser punida sendo ela,de qualquer lado da política. Creio que tudo que seja do lado do lula infelizmente afeta ele sim. Mais não e responsabilidade dele,pagar pelo erro dos outros." (IP, 43 anos, autônomo, MT)
"Bom dia! Acho importante as provas, mas se saiu o nome já é bem ruim, pra mim da uma afetada na imagem sim, qualquer tipo de assunto problemático assim afeta e muito qnd sai o nome do presidente junto." (IP, 26 anos, autônoma, RO)
"Precisa primeiro ver se é verdade essa ligação do presidente Lula para Jacques Wagner. Acredito que ele quis envolver o presidente nesse caso dele. Precisa haver investigações tanto do lado da direita quanto do lado da esquerda. Não pode haver investigações seletivas." (LD, 35 anos, analista sistemas, SP)
"Eu confio muito no presidente Lula! Mas penso que tem que haver uma investigação com todos os envolvidos! Esse Jaques Wagner não me inspira nenhuma credibilidade e creio que citou o Lula só pra afetar sua imagem." (LL, 56 anos, assessora administrativa, RJ)
"Acho que até ser provado todos são inocentes perante a lei, precisa aguardar o fim das investigações. Não acredito que isso vá afetar a imagem de Lula já que cada um responde pelo seu CPF." (LL, 61 anos, administrador, PR)

A notícia sobre a fortuna de Elon Musk funcionou como um importante marcador das diferentes visões de mundo presentes entre os grupos. Embora praticamente todos os participantes tenham reconhecido que uma riqueza dessa magnitude representa poder e influência extraordinários, houve divergências significativas sobre o significado desse fenômeno. Entre os segmentos bolsonaristas, predominou uma interpretação centrada no mérito individual, na inovação e na capacidade empreendedora. Já entre lulodescontentes e lulistas, destacaram-se as preocupações com a desigualdade social, a concentração de poder e as responsabilidades associadas a grandes fortunas. Os indecisos apresentaram posições mais ambivalentes: enquanto os conservadores combinaram reconhecimento do sucesso empresarial com questionamentos sobre a concentração de riqueza e influência, os progressistas enfatizaram sobretudo as desigualdades produzidas por esse tipo de acumulação.
Também chamou atenção o fato de que a discussão foi menos sobre Elon Musk em si e mais sobre aquilo que sua fortuna simboliza. Para os participantes bolsonaristas, seria uma demonstração das oportunidades oferecidas pelo mercado e pela inovação tecnológica. Já para os demais grupos, a notícia foi frequentemente associada à desigualdade social, à concentração de poder e aos limites do sistema econômico contemporâneo, além de suscitar debates sobre a responsabilidade social que deveria acompanhar patrimônios dessa magnitude.
A avaliação da condenação de Eduardo Bolsonaro foi fortemente condicionada à confiança – ou desconfiança – que os participantes depositam no STF e nas instituições políticas brasileiras. Mais do que um debate sobre os detalhes jurídicos do caso, a discussão funcionou como um reflexo das divisões políticas já existentes entre os diferentes segmentos. Enquanto os grupos mais alinhados ao bolsonarismo interpretaram a medida como expressão de perseguição política e parcialidade institucional, os grupos mais próximos do campo progressista a compreenderam como uma resposta legítima em defesa da democracia, da soberania nacional e da responsabilização de agentes públicos. Entre aqueles que apoiaram a decisão, o respaldo à punição esteve frequentemente associado à percepção de que os fatos haviam sido comprovados e de que a lei deveria ser aplicada independentemente da posição política dos envolvidos. Interessante observar que, mesmo que os bolsonaristas tenham mobilizado narrativas já conhecidas na defesa de Jair Bolsonaro, como perseguição política e parcialidade do STF, eles não o fizeram com o mesmo empenho no caso de seu filho. Ademais, a discussão foi menos centrada na figura de Eduardo Bolsonaro e mais na crítica às instituições responsáveis pela condenação. Diferentemente do que costuma ocorrer em debates envolvendo diretamente o ex-presidente, apareceram poucas manifestações de identificação pessoal ou de defesa enfática de Eduardo e de sua atuação política.
A discussão sobre o caso envolvendo Jaques Wagner e o Banco Master revelou diferenças importantes na forma como os participantes interpretaram a relação entre denúncias de corrupção e a imagem de lideranças políticas. Entre os grupos bolsonaristas, predominou a leitura de que o episódio reforçava percepções negativas já consolidadas sobre Lula e o PT, frequentemente sendo interpretado como mais uma evidência de problemas associados ao governo. Os indecisos conservadores ocuparam uma posição intermediária, reconhecendo impactos negativos para a imagem do presidente, mas associando esse desgaste sobretudo à sua proximidade política com os investigados e não necessariamente a um envolvimento direto. Já entre os indecisos progressistas, lulodescontentes e os lulistas prevaleceu a defesa da responsabilização individual e da necessidade de provas concretas antes de qualquer atribuição de culpa ao presidente.
Em praticamente todos os segmentos apareceu a expectativa de que as denúncias fossem investigadas e esclarecidas, bem como o reconhecimento de que o episódio poderia gerar algum nível de repercussão política para Lula, ainda que por razões distintas. Também foi recorrente a percepção de que o escândalo não se restringiria a um único partido ou campo ideológico, sendo frequentemente interpretado como parte de uma rede mais ampla de relações entre interesses econômicos e atores políticos. Nesse sentido, a discussão acabou revelando não apenas avaliações divergentes sobre Lula, mas também um sentimento disseminado de desconfiança em relação ao sistema político e às relações entre poder econômico e poder público.

O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.
O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.
Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.
O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.
Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.
O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.
O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.
Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).
Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.
Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.
Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.
Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.
Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.
O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

