Relatório 141

De 13 a 19/7/26

Temas:

  • Valdemar Neto e o desvio de emendas
  • Suspensão de visitas a Bolsonaro
  • Implementação da tarifa norte-americana
Realização:
Apoio:
Metodologia

Para o ano eleitoral de 2026, renovamos todos os participantes e aumentamos o número de grupos focais contínuos no WhatsApp de 5 para 6. Substituímos o antigo grupo de flutuantes por dois grupos de indecisos: conservadores e progressistas. Na maioria das eleições os indecisos desempenham um papel fundamental, pois têm maior probabilidade de mudar de opinião, decidindo assim o resultado.

O projeto conta com um total de 50 participantes, divididos em grupos com as seguintes características específicas:

BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8/1.

BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8/1.

IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.

IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.

LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022, reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.

LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.

Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de capturar tendências específicas desse contingente demográfico.

Todos os grupos foram montados de modo a combinar variáveis como sexo, idade, etnia, renda, escolaridade, região de moradia e religião em proporções similares às da população brasileira.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas colocados no tempo que lhes for mais conveniente, liberdade essa inexistente nos grupos focais tradicionais, que são presos à sincronia do roteiro de temas e questões colocados pelo mediador. O instrumento de pesquisa, assim, se acomoda às circunstâncias e comodidades da vida de cada um, reduz a artificialidade do processo de coleta de dados e, portanto, gera resultados mais próximos das interações reais que os participantes têm no seu cotidiano.

É importante salientar que os resultados apresentados são provenientes de metodologia qualitativa, que tem por objetivo avaliar narrativas, argumentos e opiniões. Mesmo quando quantificados, tais resultados não devem ser entendidos como dotados de validade estatística, mas como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é total e garantido, assim como sua anuência prévia com a divulgação dos resultados da pesquisa, desde que respeitado esse anonimato.

Síntese dos Principais Resultados

Na semana de 13 a 19/7/26, os seis grupos discutiram questões candentes do debate público. No total, foram coletadas e analisadas 158 interações, totalizando 5.986 palavras.

Bolsonaristas Convictos (BC) Bolsonaristas Moderados (BM) Indecisos Conservadores (IC) Indecisos Progressistas (IP) Lulodescontentes (LD) Lulistas (LL) Evangélicos
Desvio de emendas A maioria dos participantes avaliou que a investigação era politicamente motivada contra a direita, embora parte do grupo também tenha manifestado desconfiança em relação a Valdemar. Predominou a defesa de investigações e punição caso houvesse comprovação de ilegalidades. Também foi recorrente a expectativa de que o mesmo rigor fosse aplicado a todos os partidos. O entendimento predominante foi o de que, se as acusações fossem confirmadas, a responsabilização seria necessária, reforçando críticas à corrupção como um todo. Houve condenação da conduta atribuída a Valdemar, entendida como abuso de poder e mais um exemplo de corrupção política. Também apareceu a defesa de investigações rigorosas. Os participantes rejeitaram a interferência de dirigentes partidários sobre decisões dos deputados e defenderam investigações, punição e ressarcimento dos recursos públicos. Prevaleceu a rejeição a Valdemar e ao PL, expressando pouca dúvida quanto à plausibilidade das suspeitas. Também foi recorrente a defesa de responsabilização rigorosa dos envolvidos. Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Decisão de Moraes Predominou a percepção de que a decisão representou perseguição política e confirmou a atuação parcial do Judiciário contra Bolsonaro e a direita. A percepção mais recorrente foi a de que houve perseguição política e tratamento desigual por parte da Justiça. A decisão foi interpretada como excessiva e motivada por interesses políticos. A maioria dos participantes considerou legítima a punição pelo descumprimento da decisão judicial, mas parte do grupo avaliou que a proibição de visitas foi desproporcional. Prevaleceu a avaliação de que a decisão representou o cumprimento da lei e não configurou perseguição política. Alguns reconheceram que a notoriedade política da família poderia contribuir para uma atuação mais rigorosa da Justiça. O entendimento predominante foi o de que a decisão decorreu da aplicação das regras impostas pela Justiça, sem caracterizar perseguição política. Parte dos participantes manifestou preocupação com o rigor da atuação de Alexandre de Moraes. Houve ampla concordância com a decisão, entendida como consequência do descumprimento de determinações judiciais. Também foi recorrente a rejeição à narrativa de perseguição política, interpretada como uma estratégia de vitimização da família Bolsonaro. Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Início da taxação dos EUA Os participantes atribuíram a responsabilidade quase integralmente ao governo Lula, frequentemente associado a Alexandre de Moraes. Defenderam que o Brasil deveria reduzir os conflitos com os EUA. Parte do grupo ampliou as críticas ao governo e às instituições. A maioria dividiu a responsabilidade entre os dois governos, mas manteve críticas mais frequentes à condução diplomática do governo brasileiro. Também valorizou a negociação, a diversificação dos mercados e a redução dos impactos econômicos. Predominou a avaliação de que o governo dos Estados Unidos foi o principal responsável pela crise, ainda que parte tenha reconhecido responsabilidades compartilhadas. Também foram propostas a manutenção do diálogo, o fortalecimento da economia brasileira e a ampliação de parceiros comerciais. Os participantes apontaram Donald Trump como principal responsável pela escalada do conflito, atribuindo a medida a interesses políticos e econômicos dos EUA. Também endossaram a estratégia de negociação do governo brasileiro e a busca por novos mercados. Prevaleceu a interpretação de que a decisão norte-americana representou uma iniciativa política do governo Trump voltada à defesa de seus interesses. Também foram defendidas cautela nas negociações, proteção aos setores afetados e diversificação das relações comerciais, admitindo reciprocidade apenas se o diálogo fracassasse. Houve responsabilização predominante da família Bolsonaro pelo agravamento das tensões entre os dois países, com rejeição à ideia de culpa do governo Lula. Também foi reforçada a necessidade de ampliar mercados, fortalecer a autonomia econômica do Brasil e manter a negociação diplomática. Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Pergunta 61
A Polícia Federal investiga se o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, desviou R$ 119 milhões em emendas parlamentares através de um esquema clandestino. De acordo com a investigação, deputados federais eram falsamente apontados como “solicitantes” das indicações, a fim de conferir ares de legalidade. As indicações de Valdemar eram planilhadas e encaminhadas aos ministérios responsáveis por programas. A PF identificou pelo menos 21 emendas, em um valor total de quase R$ 120 milhões, que teriam sido indicadas por Valdemar, entre junho de 2024 e março de 2026. A maioria já foi paga. A Polícia Federal pediu ao Supremo a suspensão dos pagamentos que ainda não foram feitos e o bloqueio de bens do presidente do PL no mesmo valor, para ressarcimento dos cofres públicos, caso a irregularidade seja confirmada. Em nota, os advogados de Valdemar Costa Neto negaram a prática de qualquer crime e afirmaram que é natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. O que pensam sobre a interferência de Valdemar nas decisões de deputados?
Desconfiança da investigação e defesa de isonomia

Entre os bolsonaristas convictos, predominou uma leitura marcada pela desconfiança em relação à investigação e pela percepção de que ela ocorreu em um contexto de disputa política. Ainda que parte dos participantes tenha manifestado incômodo com a concentração de influência de um dirigente partidário sobre as decisões dos deputados e demonstrado baixa confiança em Valdemar Costa Neto, essas críticas foram frequentemente relativizadas pela avaliação de que a condução do caso poderia estar sendo motivada por interesses eleitorais. Nesse grupo, a interpretação do episódio foi fortemente condicionada por uma percepção mais ampla de seletividade das instituições, levando muitos participantes a questionarem a imparcialidade das investigações.

Também foi recorrente a compreensão de que a articulação de emendas e a influência de lideranças partidárias sobre suas bancadas faziam parte do funcionamento habitual da política, não sendo vistas, por si só, como evidência de irregularidade. Em geral, os participantes defenderam que eventuais ilegalidades deveriam ser comprovadas antes de qualquer condenação e sustentaram que práticas semelhantes ocorreriam em diferentes partidos, o que reforçou a percepção de que o episódio não representava um comportamento excepcional.

"Acho que o direcionamento de emendas pode seguir as linhas definidas pelo partido, desde que não sejam irregulares nem ilegais. Entretanto, no ponto em que estamos, em plena véspera de eleições, tudo serve de " munição" para tentar manchar candidatos de contrários, mesmo que tenham que forçar muito para ver se criam uma denuncia que cola..." (BC, 29 anos, desenvolvedor web, SP)

"Boa tarde! Eu não confio no Valdemar da Costa Neto, eu acho ele muito flexível ao sistema. O PT do Lula distribui emendas sempre que quer obter alguma vantagem e nada é investigado, mas estamos em ano de eleição pra presidente e vão investigar tudo que possa incriminar o PL, os candidatos e Flávio Bolsonaro." (BC, 24 anos, enfermeira, GO)

"Sinceramente, eu não gosto dessa interferência nas decisões dos deputados. Partido pode orientar, mas quando uma pessoa concentra tanto poder, fico desconfiada. Não confio no Valdemar e tenho dúvidas sobre a honestidade dele. Também acho que a população já perdeu a confiança em boa parte dos políticos por causa de tantos escândalos. Parece que sempre existe algum interesse por trás das decisões, e quem acaba pagando a conta é a população. Mas, tambem estamos nos aproximando da época de eleição, e a gente sabe que muitas investigações acabam sendo usadas como arma política. Infelizmente, a corrupção virou algo tão frequente no Brasil que é difícil acreditar que o dinheiro público esteja sendo usado da forma correta." (BC, 72 anos, pensionista, RJ)

Desconfiança da classe política

Entre os bolsonaristas moderados, indecisos conservadores e progressistas, predominou a defesa de que eventuais irregularidades deveriam ser apuradas e, caso comprovadas, punidas. Houve ampla concordância de que dirigentes partidários não deveriam extrapolar suas atribuições nem interferir de forma ilegal nas decisões dos parlamentares, sendo recorrentes as demandas por maior transparência no uso das emendas e pela responsabilização dos envolvidos. Ao mesmo tempo, os participantes demonstraram forte ceticismo em relação ao funcionamento das instituições, expressando a percepção de que a corrupção é um problema disseminado e recorrente na política brasileira. Embora alguns participantes tenham levantado dúvidas sobre uma possível motivação eleitoral das investigações, essa percepção não se traduziu, em geral, em uma defesa incondicional de Valdemar Costa Neto pelos bolsonaristas moderados. Entre os indecisos, ele recebeu algumas críticas.

Também foi recorrente uma visão bastante crítica sobre a corrupção na política, frequentemente descrita como um problema estrutural e já naturalizado no país. Muitos participantes demonstraram baixa confiança nos agentes políticos e expressaram a expectativa de que investigações mais aprofundadas revelariam novas irregularidades, reforçando a percepção de que práticas ilícitas são disseminadas no sistema político. Apesar desse ceticismo, prevaleceu a defesa de que as acusações deveriam ser plenamente investigadas antes de qualquer conclusão definitiva, acompanhada da expectativa de que a aplicação da lei ocorresse de forma efetiva.

"Boa tarde...olha acho que ninguém deve interferir de forma irregular nas decisões dos deputados. Se houve algo ilegal, a Justiça deve investigar e, se for comprovado, os responsáveis devem responder por isso."

"Orientar a bancada é legítimo, mas controlar verbas públicas com fraude é irregular e abuso de poder.." (IC, 30 anos, educador museal, RJ)

"O argumento dos advogados dele não vale de nada, porque independente do que ele fizer, esses advogados vão defender. Isso deve ser investigado por completo, porque o Waldemar tem um histórico de não ser uma pessoa confiável e que sempre esteve envolvido em polêmicas dessa natureza. Não dá para aceitar que deputados sejam usados apenas como fachada para conferir uma falsa legalidade a indicações que seriam dele." (IC, 37 anos, professor, RJ)

"Se um presidente de partido tá mandando mais que deputado eleito, acabou com tudo kkkkk. Articular política é uma coisa, mas se tiver usado cargo de bastidor pra mexer com dinheiro público, tem que investigar e se for culpado, responder igual qualquer um!!! Política não pode virar balcão de negócio de jeito nenhum..." IP, 28 anos, customer care analist, SP)

"Eu acho que os líderes partidários podem orientar deputados, porém, qualquer tipo de interferência que ultrapasse a lei, e desvie recursos públicos, deve ser investigado. Uma pena o Brasil ser tão fortemente marcado pela corrupção." (IP, 29 anos, empreendedora, RJ)

Condenação da conduta e associação ao PL

Entre os lulistas, predominou uma interpretação de que as acusações eram compatíveis com a imagem previamente construída sobre Valdemar Costa Neto e o PL, havendo pouca manifestação de dúvida em relação à plausibilidade das suspeitas. Os participantes avaliaram que a influência de dirigentes partidários sobre parlamentares pode fazer parte da dinâmica política, mas defenderam que essa atuação encontra limites claros quando envolve a gestão de recursos públicos ou possíveis benefícios particulares. Nesse grupo, prevaleceu a percepção de que o episódio representava mais um exemplo de práticas políticas incompatíveis com o interesse público.

Também foi recorrente a associação do caso a críticas mais amplas ao funcionamento da política brasileira e, em especial, ao campo político representado pelo PL. Muitos participantes interpretaram o episódio como evidência de um padrão de atuação marcado pelo uso do poder para atender interesses partidários ou individuais em detrimento da população. Em geral, defenderam o aprofundamento das investigações, o bloqueio de bens, a responsabilização dos envolvidos e o ressarcimento dos recursos públicos, demonstrando elevada confiança na legitimidade da atuação dos órgãos de investigação e pouca disposição para relativizar as acusações em razão do contexto político.

"Considero inadequada a interferência de Valdemar nas decisões dos deputados. Os presidentes de partidos podem dialogar com os deputados e sugerir aplicações, mas não podem controlar a aplicação de recursos como se fosse deputado. Abre precedentes perigosos para a democracia e a utilização de recursos públicos." (LD, 28 anos, vendedora, PA)

"Isso não devia acontecer, ainda mais se tratando de dinheiro público. É compreensível o contatão com os deputados, mas não dessa forma. Acredito que as suspeitas da PF serão confirmadas e espero que a lei seja feita e principalmente que os valores sejam ressarcidos para os cofres públicos" (LD, 48 anos, servidor público, PA)

"Infelizmente não me surpreende em nada, tudo o que o PL e os seus membros fazem é ruim para o Brasil, sejam suas decisões, falas, atitudes e ações. Ele diz que é natural que um líder de bancada influencie o congresso e realmente eu concordo com isso, desde que as regras sejam respeitadas e sabemos que o que o PL menos faz é respeitar as regras. Já houve diversos projetos que eram mega importantes para o Brasil sendo trocados por cargos ou emendas, então, o que o Valdemar faz não é pensar no melhor para o Brasil, mas sim no melhor para ele ou o seu partido, as prioridades estão totalmente invertidas. Que a PF faça o seu trabalho, bloqueio os bens do Valdemar e ressarça os cofre públicos, é o mínimo que espero para essa situação." (LL, 35 anos, analista sistemas, SP)

Pergunta 62
O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou neste sábado, 11, através de suas redes sociais, uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. No texto, o pai afirma que Flávio é o seu porta-voz, reforça seu apoio à candidatura de Flávio e pede união de todos em nome da oposição ao governo. Na sequência, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu suspender, durante 90 dias, as visitas de Flávio a seu pai. Moraes considerou que a leitura da carta desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e que a divulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita. O que vocês acham dessa decisão de Alexandre de Moraes? Vocês veem como perseguição política aos membros da família Bolsonaro?
Perseguição política e descrédito do Judiciário

Nos grupos bolsonaristas, predominou a avaliação de que a decisão de Alexandre de Moraes representou um episódio de perseguição política contra Jair Bolsonaro e sua família. Em ambos os grupos, os participantes interpretaram a medida como parte de um padrão de atuação direcionado a enfraquecer a direita, avaliando que o Judiciário deixou de atuar de forma estritamente técnica para assumir um papel ativo na disputa política. Também foi recorrente a percepção de que as decisões não decorreram apenas da aplicação da lei, mas de motivações políticas voltadas a restringir a atuação de Bolsonaro e de seus aliados.

Além disso, os participantes manifestaram forte desconfiança em relação ao funcionamento das instituições, especialmente do Poder Judiciário. Predominou a avaliação de que a Justiça passou a aplicar critérios diferentes conforme o ator político envolvido, comprometendo a isonomia e a imparcialidade das decisões. Em diversos momentos, a medida foi interpretada como evidência de um desequilíbrio entre os Poderes e de uma atuação considerada excessiva por parte do Supremo Tribunal Federal, reforçando a percepção de que adversários da direita receberiam tratamento privilegiado em comparação aos integrantes do campo bolsonarista.

"Alexandre de Moraes está cumprindo sua parte o trato para não deixar a direita, no caso, Bolsonaro e família, serem eleitos. Ele está fazendo o que for preciso para isso, seja legal ou ilegal, perseguindo, interferindo, desesperadamente. Tudo isso porque ele sabe que o fim dele e da esquerda no poder está próximo." (BC, 30 anos, engenheiro, SP)

"É uma perseguição total, contra Bolsonaro e contra a direita!! A ditadura do STF mais uma vez agindo a seu favor e contra a democracia! Apesar que eu tambem penso que nem é somente contra a democracia, tem a ver tambem com medo. Esse Alexandre de Morais está fazendo isso tambem para se livrar um impeachment no caso da vitória de Flavio Bolsonaro e de uma maioria de direita no senado. Simples assim! Eu acho é ótimo porque essas situações quando acontece somente torna o Flavio mais forte ainda. Quanto mais se persegue, mais força a direita tem." (BC, 47 anos, administradora, BA)

"Vejo como perseguição escancarada do ministro Alexandre de Moraes contra a família Bolsonaro. O presidente Lula quando esteve preso escreveu várias cartas e deu inúmeras entrevistas e nada aconteceu com ele, a esquerda faz o que quer nesse governo e tudo é permitido, não existe mais justiça no Brasil. Alexandre de Moraes está cumprindo sua parte o trato para não deixar a direita, no caso, Bolsonaro e família, serem eleitos. Ele está fazendo o que for preciso para isso, seja legal ou ilegal, perseguindo, interferindo, desesperadamente. Tudo isso porque ele sabe que o fim dele e da esquerda no poder está próximo." (BC, 32 anos, gerente de vendas, PA)

"Claramente perseguição. Alexandre já se provou ser da panelinha, e vai tentar de todos os jeitos prejudicar a família Bolsonaro, e um cabo de guerra aí difícil de vencer infelizmente." (BM, 42 anos, gerente de vendas, MG)

"Perseguição pura e simples! Interessante é que quando o ex-presidiario estava preso na carceragem da PF, pintava e bordava: dava entrevistas; recebia quem queria; Tinha ate inetrnet, tv por assinatura e ate serviços adultos disponiveis ( tai o Macron para rir).. Ja o Bolsonaro tem que por tem de viver na clausura, sem contato fisico, mental, espititual com ninguem.. tem que viver numa outra matrix que nao seja o Brasil. É muito ódio ou paixão do 1º Ministro por Bolsonaro. Vivi para ver o desfaçelamento do Poder Juduiiário no Brasil " (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)

Defesa do cumprimento da lei

Entre os indecisos conservadores e progressistas, lulodescontentes e lulistas, predominou a avaliação de que a decisão de Alexandre de Moraes possuía fundamento jurídico e decorria do descumprimento de determinações previamente impostas ao ex-presidente. Foi recorrente a defesa de que a lei deveria ser aplicada igualmente a qualquer cidadão, independentemente de sua posição política, e de que o episódio, em si, não configurava perseguição política. Também apareceu com frequência a percepção de que a divulgação da carta representou uma tentativa de contornar as restrições judiciais, legitimando a adoção de novas medidas.

Apesar dessa convergência, surgiram diferenças quanto à avaliação da proporcionalidade da decisão. Enquanto os indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas tenderam a defender integralmente a atuação do ministro Alexandre de Moraes, os indecisos conservadores manifestaram maior desconforto com a suspensão das visitas familiares, considerando a medida excessiva ou potencialmente prejudicial à imagem de imparcialidade do Judiciário.

"As leis tem que ser iguais independente da pessoa. Se ele tá proibido de usar redes sociais até por terceiros tem que cumprir. O filho não é ingênuo, mas tudo deve fazer parte da politica certeza , como um esquema para a candidatura dele. Agora sobre proibir visitar , não concordo, independente da pessoa e do que fez , não podem proibir" (IC, 25 anos, auxiliar administrativa, SP)

"Acho que eles sabiam muito bem o que estavam fazendo quando decidiram divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, as leis são iguais para todos se fosse ao contrário tenho certeza que eles seriam os primeiros a pedir o cumprimento da pena que foi imposta. Agora o fato de proibir as visitas acho desnecessário pois até os presos de alta periculosidade tem direito a visitas de familiares, nesse ponto já acho que o ministro se excedeu e tem um pouco sim de perseguição política e pessoal." (IC, 72 anos, pensionista, RJ)

"Pra mim, se tinha uma regra proibindo usar terceiros pra passar recado, aí não dá pra reclamar muito da decisão. Se vale pra um, tem que valer pra todo mundo. Não vejo isso como perseguição só por ser Bolsonaro, vejo mais como consequência de uma decisão da Justiça. Agora, claro que é um caso que sempre vai dividir opinião." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

"Pelo que ouvi de especialistas, Moraes está aplicando a lei em caso de condenado com sentença transitado em julgado e preso cumprindo a pena. Assim , não vejo como perseguição, apesar de transparecer para seus seguidores. Mas a lei que vai para Chico deve valer para Francisco." (LD, 48 anos, servidor público, PA)

"Acho que o STF está correto em ter decidido dessa forma, as regras são claras. Não há perseguição política se as leis foram violadas." (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)

Pergunta 63
O governo norte-americano, liderado por Donald Trump, implantou uma tarifa adicional de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A medida foi apresentada em meio a críticas ao governo Lula e ocorreu após uma série de atritos entre os dois países, que incluíram investigações comerciais envolvendo o Brasil, como a apuração sobre o sistema de pagamentos Pix, além de divergências diplomáticas e políticas. O governo brasileiro afirmou que pretende apoiar os setores afetados, buscar novos mercados e, por enquanto, evitar uma retaliação imediata aos Estados Unidos, mantendo a negociação como prioridade. Na sua opinião, quem é o principal responsável por essa situação entre Brasil e Estados Unidos? Por quê? E o que o Brasil deveria fazer agora?
Responsabilização do governo Lula e defesa da negociação

Entre os grupos de bolsonaristas, predominou a percepção de que o governo Lula foi o principal responsável pelo agravamento da crise entre Brasil e Estados Unidos. Nos bolsonaristas convictos, essa interpretação apareceu de forma praticamente consensual, frequentemente associada também à atuação de Alexandre de Moraes e à condução da política externa brasileira. Já entre os bolsonaristas moderados, embora as críticas ao governo também tenham sido recorrentes, houve maior disposição para reconhecer que o conflito resultava de ações dos dois países, ainda que a responsabilidade do governo brasileiro permanecesse mais enfatizada.

Apesar das diferenças de intensidade na atribuição de responsabilidades, ambos os grupos convergiram na avaliação de que o Brasil deveria priorizar a negociação para reduzir os prejuízos econômicos decorrentes da crise. Também foi recorrente a defesa de uma postura mais pragmática nas relações com os Estados Unidos, seja por meio da retomada do diálogo, seja pela construção de acordos que evitassem o aprofundamento das tensões comerciais.

"O presidente Lula junto com o ministro Alexandre de Moraes são os únicos responsáveis pela taxação dos Estados Unidos sobre o Brasil, ele já falou muitas asneiras do presidente Trump, a Janja xingou o Elon Musk, Alexandre de Moraes censurou redes sociais americanas e brasileiros naturalizados que moram no EUA, pensavam que ficariam sem um resposta a todos esses insultos. Eu acho que eles são os únicos responsáveis pela taxação elevada." (BC, 43 anos, autônomo, MT)

""O principal responsável por isso é o presidente Lula, que tem como seu comandado Alexandre de Moraes. Trump está numa cruzada contra a esquerda mundial, atacando inclusive o narcotráfico ou narco terrorismo que financia vários governos de esquerda, incluindo o brasileiro." (BC, 28 anos, vendedora, AL)

"Na minha opinião, os dois governos tem parcela de culpa, porque as decisões e os atritos dos dois lados contribuíram para essa situação. O Brasil deve buscar uma solução por meio da negociação. Abrir mão de algo para ganhar em outro. E no final, a ponta da linha é sempre a mais prejudicada (o pobre)." (BM 30 anos, educador museal, RJ)

"O principal responsável é o nosso presidente,pois cabe a ele a negociação com o Estados unidos e de preferência pessoalmente,pois poderiam colocar tudo em pratos limpos e todos nós sabemos que uma boa negociação tem que ceder dos dois lados , senão for assim fica difícil chegar a um denominador comum." (BM, 38 anos, coordenadora , SP)

Rejeição à responsabilização do governo Lula e defesa da negociação

Entre os demais grupos (indecisos conservadores, indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas), prevaleceu a percepção de que o governo Lula não era o principal responsável pela crise entre Brasil e Estados Unidos. A maior parte dos participantes atribuiu a origem do conflito ao governo de Donald Trump, entendido como o agente que tomou a iniciativa da taxação em defesa de interesses políticos e econômicos norte-americanos. Entre os lulistas, essa interpretação foi acompanhada pela responsabilização da família Bolsonaro, vista como corresponsável pelo agravamento das tensões diplomáticas, enquanto os indecisos conservadores apresentaram maior pluralidade de opiniões, embora também tenham concentrado suas críticas na decisão unilateral dos Estados Unidos.

Os quatro grupos convergiram na defesa de uma resposta baseada na negociação e na preservação dos interesses econômicos brasileiros. Foi recorrente a avaliação de que o Brasil deveria evitar uma escalada do conflito, ampliar seus mercados de exportação e reduzir a dependência comercial dos Estados Unidos. Também apareceram manifestações favoráveis à adoção de medidas de reciprocidade caso as negociações não avançassem, mas essa posição permaneceu secundária diante da preferência pelo diálogo e pela diversificação das relações comerciais.

"Na minha opinião é EUA, pois aplicaram tarifa unilateral sem acordo, gerando o conflito. A medida foi imposta por decisão americana, em meio a atritos comerciais e diplomáticos, sem negociação prévia. O Brasil deve Apoiar setores afetados, buscar novos mercados e manter a negociação sem retaliação imediata." (IC, 30 anos, autônoma, SP)

"Pra mim o principal responsável é o Donald Trump, ele se acha ""supremo"". Acho que o Brasil deveria não exportar nada pra lá, e sim buscar novos rumos, o que será do hambúrguer sem a nossa carne!? Mas sei não é tão simples assim, envolve muito mais."" (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)

"Pra mim o maior responsável é o Trump. No fim ele tá defendendo os interesses dos EUA, não os nossos. Acho q o Brasil tem q negociar, abrir mercado em outros países e defender os próprios interesses. Entrar em guerra comercial só faz quem trabalha pagar a conta." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

"Acho que o principal culpado por essa situação não só no Brasil como também em outros países e o Trump, que quer transformar os Estados Unidos na maior potencial mundial sem se importa com os defites que os outros países terão. Só que aqui no Brasil ela está se fazendo de amiguinho dos Bolsonaros, os apoiando para quando eles chegarem a presidencia ( se acontecer mesmo) ele tomar conta de tudo que e do interesse dele e de benefícios para os Estados Unidos."" (BM, 72 anos, pensionista, RJ)

"Concordo que o principal responsável e o governo americano, sabemos que tem uma questão política envolvendo essa decisão do Trump, mas acho que precisamos negociar ou procurar outros mercados pra vender nossos produtos." (LD, 59 anos, educador social, CE)

"Na minha opinião o grande causador disso tudo é o Flávio Bolsonaro, depois que ele foi para os EUA atrás do Trump tudo desandou. Agora o Brasil tem que realmente correr atrás de outros países para exportar e dessa forma o Brasil não ser mais prejudicado do que já foi, quanto a situação com os EUA, o presidente Lula está certo em não aceitar essa tarifa e estar tentando resolver a situação da melhor forma possível." (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

Considerações finais

Durante esta semana, as narrativas de perseguição política contra a direita voltaram a ocupar posição central nos grupos bolsonaristas.

Na questão sobre o desvio de emendas parlamentares, os bolsonaristas convictos interpretaram o episódio prioritariamente a partir do contexto político, atribuindo grande peso à possibilidade de perseguição à direita e de uso eleitoral das investigações. Ainda que parte do grupo tenha demonstrado desconfiança em relação a Valdemar Costa Neto e admitido a necessidade de punição caso houvesse comprovação de ilegalidades, o foco da discussão permaneceu voltado à seletividade institucional e à exigência de tratamento isonômico entre diferentes partidos. Nos demais grupos, esse enquadramento apareceu de forma muito menos intensa ou esteve praticamente ausente: os bolsonaristas moderados concentraram-se na necessidade de investigações imparciais e punição baseada em provas, enquanto indecisos conservadores, indecisos progressistas, lulodescontentes e lulistas direcionaram o debate principalmente para os limites da atuação de dirigentes partidários e para a gravidade da interferência sobre recursos públicos. À medida que os grupos se aproximavam do campo progressista, diminuía a preocupação com as motivações da investigação e aumentava a convicção de que as suspeitas eram plausíveis, especialmente entre os lulistas, que associaram o episódio a uma percepção bastante negativa, e já consolidada, sobre Valdemar Costa Neto e o PL.

Da mesma forma, na questão sobre a proibição de visitas de Flavio ao pai, decretada por Alexandre de Moraes, a interpretação foi fortemente condicionada pelo posicionamento político prévio dos participantes. Dessa vez, nos dois grupos bolsonaristas, convictos e moderados, prevaleceu a leitura de perseguição política, acompanhada de forte desconfiança em relação à imparcialidade do Judiciário e à atuação do Supremo Tribunal Federal. Nesses segmentos, a decisão foi interpretada como parte de um processo mais amplo de enfraquecimento da direita e de interferência na disputa eleitoral. Já entre os demais grupos, predominou o entendimento de que a decisão possuía fundamento jurídico e decorria do claro descumprimento de determinações judiciais. Nesses grupos, também apareceu com frequência a interpretação de que a narrativa de perseguição buscava transformar consequências jurídicas em instrumento de vitimização política da família Bolsonaro como um todo.

Por fim, a reação ao tarifaço dos Estados Unidos não alterou as percepções já encontradas nessa pesquisa entre os participantes em relatórios prévios. Os dois grupos bolsonaristas concentraram suas críticas no governo Lula, atribuindo à atual gestão a responsabilidade pelo tarifaço, enquanto os demais grupos atribuíram a origem da crise principalmente ao governo norte-americano, embora por razões distintas. Os indecisos conservadores apresentaram avaliações mais equilibradas e, em alguns casos, reconheceram responsabilidades compartilhadas entre os dois países. Já os indecisos progressistas e os lulodescontentes interpretaram a medida sobretudo como uma decisão política e econômica de Donald Trump, enquanto os lulistas acrescentaram a esse diagnóstico a atuação da família Bolsonaro, considerada corresponsável pelo agravamento das tensões diplomáticas.

Apesar dessas diferenças, houve maior convergência quando a discussão se voltou às possíveis respostas do Brasil. Independentemente da interpretação sobre as causas da crise, a maior parte dos participantes defendeu a negociação diplomática, a diversificação dos mercados de exportação e a proteção da economia brasileira, indicando consenso quanto à necessidade de reduzir os impactos econômicos do conflito.

MDP

O Monitor do Debate Público é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), localizado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da UERJ, baseado na metodologia do Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), desenvolvida por nossa equipe.

O POMT é uma metodologia inovadora que nos permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens no que toca temas da agenda pública, preferências, valores, recepção de notícias etc. Ela opera por meio de grupos focais de operação contínua no WhatsApp, com participantes selecionados e um moderador profissional.

Assim como na metodologia tradicional de grupos focais, os grupos contínuos no WhatsApp do POMT permitem que o moderador estimule o aprofundamento de temas sensíveis e difíceis de serem explorados por meio de pesquisas quantitativas ou mesmo pela aplicação de questionários estruturados.

O caráter assíncrono dos grupos do POMT, possibilitado pela dinâmica da comunicação no WhatsApp, permite respostas mais refletidas por parte dos participantes, o que é adequado tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, dado que o voto é também uma decisão que muitas vezes demanda reflexão.

Por sua natureza temporal contínua, os grupos focais do POMT são propícios para criar situações deliberativas, nas quais as pessoas se sentem compelidas a elaborar suas razões a partir das razões dadas por outros participantes do grupo.

O telefone celular é hoje o meio mais democrático e acessível de comunicação. Assim, a participação nos grupos do POMT não requer o uso de computador ou mesmo que os participantes interrompam suas atividades para interagirem entre si.

O MDP é um projeto que utiliza a metodologia do POMT para analisar, com periodicidade semanal, o debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, que cobrem da extrema-direita à esquerda. Tal divisão se justifica por serem esses grupos os de maior relevância demográfica na atualidade.

Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições 2018. Foi consultora da UNESCO, coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em diversas campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Realiza consultoria para desenho de pesquisa qualitativa, moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela UNICAMP e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York, Graduate Center. Foi professor do antigo IUPERJ de 2003 a 2010. É, desde 2010, professor de Ciência Política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ). Coordenador do LEMEP, do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e do Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Analista sênior e coordenadora de recrutamento

Cientista Social e doutoranda em Sociologia pelo IESP-UERJ e mestre em Sociologia pela UFPR, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Possui formação em UX Research e cursos de gestão e monitoramento de redes sociais e estratégias eleitorais, mídias digitais e gerenciamento de redes. Possui experiência em pesquisas de mercado e campanhas políticas. Realiza moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte, manutenção de servidores web e possui especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

Pollyanna Bretas –

Jornalista e doutoranda em Ciência Política no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ). É professora da Graduação em Jornalismo da ESPM. Atuou por dez anos como repórter de economia na Editora Globo. É mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em Política & Sociedade pelo IESP-UERJ. Recebeu os prêmios ABECIP de Jornalismo e CNT.

Vittorio Dalicani – Analista Jr.

Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná, pesquisador do INCT ReDem e dos Grupos de Pesquisa NUSP e Observatório das Elites, vinculados à UFPR. Tem como interesses de pesquisa representação política parlamentar e metodologia científica. Possui experiência com a utilização de Inteligência Artificial na pesquisa cientifica, bem como na estruturação e análise de bancos de dados prosopográficos.

INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

Leia outros Relatórios do MDP

Propagandas de Bets na Copa; Postura de Lula; Posicionamento de Tarcísio de Freitas

Declarações de Michele; Negociação de Flávio com EUA; Falas de Paulo Figueiredo

Camisa do Brasil; Piada de Lula sobre Neymar

Riqueza de Elon Musk; Condenação de Eduardo Bolsonaro; Acusações contra Jaques Wagner

Desistência de Voto; Pesquisas Eleitorais; Decisão do TSE

PEC do Regime Flexível; Taxação de Trump; Restrição do aborto legal

Luciano Huck e o Bolsa Família; Flávio Bolsonaro e Trump; Fim da Escala 6x1

Universidades Públicas; Detergente Ypê; Dark Horse

Aldo Rebelo; Cabo Daciolo; Samara Martins

Definição de Conceitos: Patrotismo, Democracia e Família.

Uso de desinformação; Caso BRB e Banco Master; Intervenção no preço dos Combustíveis

Romeu Zema; Renan Santos; Augusto Cury

Defesa do PIX; Refinanciamento das dívidas de brasileiros; Subsídio ao Diesel

Lula crítica fake news; Flavio Bolsonaro defende de monitoramento estrangeiro; Candidatura de Ronaldo Caiado

Fim dos penduricalhos; Projeto de Lei Antifacção; Criminalização da misoginia

Percepções sobre a evolução do feminicídio; Combate à violência contra a mulher; Representação feminina

Caso Lulinha; EUA e crime organizado no Brasil; Reações à fala de Ratinho sobre Erika Hilton

Conflito Irã x EUA; Ato Acorda Brasil; Caso Banco Master

Principais Problemas do Brasil; Expectativas para o pleito; Reeleição de Lula

Avaliação pró-liderança; Avaliação adversário; Rede Globo

Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro; Aprovação da Dosimetria; Cassação do mandato de Carla Zambelli

Leis Ambientais; Posicionamentos de Michele Bolsonaro; Combate ao Feminicídio

Prisão de Bolsonaro; Patentes e salários de militares condenados; Avaliação do Governo

Redução Inicial de Tarifas - EUA; Remoção de Linguagem Neutra; Indicação de Jorge Messias ao STF

Papel da mulher na política; Fim do auxílio-reclusão; Licença-paternidade

Global Citizen Amazônia; Progresso x meio-ambiente; Cúpula de Chefes de Estado na COP30

Reunião Lula e Trump; Megaoperação no RJ; Criação do Escritório Emergencial

Reforma Casa Brasil; Município Mais Seguro; Nepotismo e STF

Adulteração das bebidas; Precarização do Trabalho; Reunião entre Chanceler Brasileiro e Secretário de Trump

Declarações de Flávio Bolsonaro; Reforma da estabilidade dos servidores públicos; Críticas ao governo Lula.

Manifestações anti-PEC da Blindagem; Decisões prioritárias do Congresso; Declarações de Trump

Assassinato de Charlie Kirk; Novo programa do governo: Vale-gás; Confiança nos meios de comunicação

Declarações de Tarcísio de Freitas; Reações às falas dos Ministros; Condenação de Jair Bolsonaro

Expectativas sobre Julgamento de Bolsonaro; Pauta da Anistia no Congresso; Percepções sobre o Julgamento

Fiscalização das emendas parlamentares; PEC da blindagem; Megaoperação

Prisão de Hytalo Santos; Saída do país da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto; Áudios de Silas Malafaia

Mudanças na CNH; Vídeo de Felca; Sanções dos EUA ao Mais Médicos.

Manifestações pró-Bolsonaro; Prisão de Bolsonaro; Motim de Deputados Bolsonaristas

Denúncia contra Nikolas Ferreira; Medida de ajuda a refugiados; Imposição de Lei Magnitsky

Revogação dos vistos americanos de ministros do STF; Atitudes de Eduardo Bolsonaro; Alckmin e negociações sobre taxação

Entrevista de Lula; Veto de Lula ao aumento de deputados; Medidas cautelares contra Bolsonaro

Percepção de pobres x ricos; Implanon no SUS; Taxação de Trump

Vídeo sobre Imposto; Substituto de Bolsonaro; Comunicação da Direita e Esquerda

Infraestrutura e falhas governamentais; Resgate de Juliana Marins; Anulação de Decreto (IOF)

Ataques de Israel; Atuação do governo na economia; Papel social do governo

CLT; Interrogatório de Bolsonaro; Audiências de Ministros no Congresso

Política migratória dos EUA; Câmeras corporais nas fardas; Condenação de humorista.

Imagem de Janja; Ataques a Marina Silva; Programa Mais Especialistas

Responsabilidade pela Segurança Pública; Programa SuperAção SP; Anistia a Dilma Rousseff

Número de Deputados Federais; Mídia e INSS; CPI das BETS

Fraude no INSS; Papa Francisco; Viagem de Lula à Rússia

Prisão de Collor; Terapias hormonais em adolescentes; Camisa vermelha da seleção

Bolsa Família como Inclusão Social; Minha Casa, Minha Vida para Moradores de Rua

Ampliação da Isenção para Igrejas; Código Brasileiro de Inclusão

Governadores em Ato pró-Anistia; Percepções sobre os EUA; Percepção sobre Donald Trump

Identidades políticas adversárias; Autoidentificação de grupo; Percepções sobre crimes de abuso sexual

Aumento da Faixa de Isenção do IR.; Condenação de Carla Zambelli.; Bolsonaro Réu por Ataques à Democracia.

Passeata de Bolsonaro por anistia; Licenciamento de Eduardo Bolsonaro; Avaliação do Governo Federal.

Prisão de Braga Netto;Aprovação do do pacote de cortes de gastos;Concessão de benefícios extras

Tarcísio de Freitas e o uso de câmeras;Regulamentação de IA;Declarações de Moro e a Cassação de Caiado.

Isenção do IR; PEC dos Gastos Públicos; Divergências entre Mercado e Governo.

Tentativa de Golpe: informações gerais; Indiciamento de Jair Bolsonaro; Pedido de Anistia

Especial G20: Falas de Janja; Percepeções gerais; Avaliação de pautas

Símbolos religiosos em órgãos públicos; PEC para fim da escala de trabalho 6x1; Atentado em Brasília.

Retirada de livros com conteúdo homofóbico.; Vitória de Trump.; Programa Pé de Meia.

Fragmentação da Direita; Anulação de condenações da Lava-Jato; Reunião de Lula com governadores

Participação do Brasil no BRICS; Mudanças de candidato no 2T; Caso Gustavo Gayer

Privatização de estatais; Fake News nas eleições; Eleição de policiais e militares

CPI das apostas online; Aumento da pena para crimes contra a mulher

Decisão do voto: Direita x Esquerda; Voto no PT; Campanha 2024 e expectativas; Avaliação dos Resultados

Descriminalização das Drogas; Ens. Religioso; Escola cívico-militar; Aborto; Prisão de mulheres que abortam

Violência entre Datena e Marçal; Regras do debate eleitoral; Definição do voto

Manifestação convocada por Bolsonaro; Atuação de Marina Silva; Prisão de Deolane

Suspensão do X (antigo Twitter); Queimadas florestais; Acusações sofridas por Silvio Almeida

Semana Temática: Bolsa Família; Auxílio Brasil; Privatização das Estatais

Pablo Marçal; Folha contra Moraes; Suspensão das Emendas

Temático: Casamento Homoafetivo; Adoção por casal Gay; Cotas Raciais

ESPECIAL ELEIÇÕES MUNICIPAIS: Interesse pelo Pleito; Gestor Ideal; Apoios de Lula e Bolsonaro

Temático Segurança: Porte de Armas; Pena de Morte; Redução da Maioridade Penal

Desistência de Joe Biden; Declarações de Maduro; Declarações de Tebet

Atentado contra Trump; Cotas na Política; Fala de Lula

Espectro ideológico; Avaliação do Governo Lula; Isenção de Multa para Irmãos Batista

Saúde de Pessoas Trans; Lula e o Câmbio; Indiciamento de Bolsonaro

Aumento para os Procuradores de SP; Descriminalização da Maconha no país; Golpe na Bolívia

Lula no G7; Críticas de Lula ao BC; PL dos Jogos de Azar

Eleições nos EUA; Arthur Lira e o Conselho de Ética; PL 1904

Parada LGBT+; Terceirização da Escola Pública ; Escolas Cívico-Militares

Acusações contra Zambelli; PEC das Praias; Veto à criminalização das Fake News

Benefício Emergencial no RS; Absolvição de Moro; Imposto sobre Importações

Fake news da tragédia; Fala de Eduardo Leite; Fuga de condenados bolsonaristas

SEMANA PETROBRÁS - Privatização, Desenvolvimento e Meio Ambiente

Saídas Temporárias, Condenações de 8/1, Atuação de Presidentes em Calamidades Públicas

Manifestação pró-Bolsonaro em Copa, Novos programas para pequenos empresários e empreendedores; Elon Musk e Alexandre de Moraes

Caso Marielle; Comissão de mortos e desaparecidos; Percepções sobre a ditadura

Taxação dos super ricos; Fraude na carteira de vacinção; Áudios de Cid

Segurança Pública em SP; Nikolas na Comissão de Educação; 60 anos da Ditadura

#Diário Gal Heleno #Economia #Pautas para Mulheres

Manifestação pró-Bolsonaro; Isenção tributária a entidades religiosas; iii) Mudanças nos mandatos

Guerra do Iraque; Vacinação da Dengue; Vídeo de Bolsonaro

#Investigações do Golpe #Fuga dos Detentos de Mossoró

#Aproximação entre Lula e Tarcísio de Freitas #Avaliação de Bolsonaro #Avaliação de Lula

Abin e Alexandre Ramagem; Carlos Bolsonaro e espionagem; Erros no ENEM

Percepções sobre a vida atual, Eleições municipais, Programa

Janones, Declarações de Lula sobre Dino, Indulto de Natal

Falas de Michele, Auxílio a Caminhoneiros e Taxistas, Apoios de Criminosos

#Dados do desemprego no Brasil #Colapso ambiental em Maceió #Disputa entre Venezuela e Guiana

Fim das Decisões Monocráticas, Morte de Clériston Pereira, Dino no STF

#Pronunciamento de Janja #Redução dos custos das Passagens Aéreas #Redução dos custos dos Combustíveis

Militares na Política, Privatizações, Dama do Tráfico no Planalto

#Déficit Zero na Economia #Gabinete do Ódio #Redação do ENEM

Desvio de Armas, Jair Renan na Política, 2a. Condenação de Bolsonaro

Veto dos EUA, Milei, Violência no Rio de Janeiro

GUERRA: Crianças, Resgate de Brasileiros, Conselho de Segurança

Violência no RJ, Fake News da Vacina, Oriente Médio

Inclusão de Pessoas Trans, Grampos de Moro, Conselho Tutelar

Golpismo renitente, Canais de informação bolsonaristas, Gal. Heleno

Rede Globo, Jair Renan, Casamento Civil Homoafetivo

Desfile da Independência, Operação Lava Jato, Desastre no RS

O silêncio de Jair e Michele, Hábitos de Consumo de Informação, Voto Secreto no STF

Zanin, Faustão e a Taxação das Grandes Fortunas

Relatório #19 MED

ESPECIAL: O CASO DAS JOIAS

Tarcísio, Zema, Avaliação 7 meses do Governo Lula

Bolsa família, Laicidade do Estado e MST

Taxação de fundos exclusivos, Marielle e Porte de Arma

Escolas Cívico-Militares, Ataque a Moraes e Desenrola

Tarcísio vs. Bolsonaro, Lula no Mercosul e Aprovação de Lula

Condenação, Plano Safra e Inércia Bolsonarista

Julgamento, PIX e Condenação de Bolsonaro

Julgamento, Cid e políticas sociais

Valores: Marcha, Parada e Aborto

Temas: Zanin / substituto de Bolsonaro

Monitor da Extrema Direita

Os temas da semana são: (1) Investigações sobre os depósitos an

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