Relatório 148

De 31 a 6/9/26

Temas:

  • Sabatina de Flávio Bolsonaro
  • Crescimento de Augusto Cury
  • Novas do Caso Master
Realização:
Apoio:

Metodologia

O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Para o ano eleitoral de 2026, renovamos o quadro de participantes e ampliamos de cinco para seis o número de grupos focais contínuos no WhatsApp. O antigo grupo de eleitores flutuantes deu lugar a dois grupos de indecisos — conservadores e progressistas. Na maioria das eleições, os indecisos cumprem papel decisivo: por serem mais propensos a mudar de opinião, com frequência definem o resultado.

O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:

BC – Bolsonaristas Convictos: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, pretendem votar em Flávio Bolsonaro em 2026, desaprovam o atual governo e aprovam os atos de 8 de janeiro.

BM – Bolsonaristas Moderados: votaram em Bolsonaro no segundo turno de 2022, desaprovam o atual governo e desaprovam os atos de 8 de janeiro.

IC – Indecisos Conservadores: votaram em Bolsonaro ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à direita na escala ideológica.

IP – Indecisos Progressistas: votaram em Lula ou em branco/nulo no segundo turno de 2022, estão indecisos quanto ao voto de 2026 e se posicionam mais à esquerda na escala ideológica.

LD – Lulodescontentes: votaram em Lula no segundo turno de 2022 e reprovam a atual gestão, mas ainda assim pretendem votar em Lula em 2026.

LL – Lulistas: votaram em Lula no segundo turno de 2022, pretendem votar em Lula em 2026 e aprovam a atual gestão.

Evangélicos: grupo virtual formado pela agregação das falas dos participantes evangélicos dos demais grupos, com o objetivo de captar tendências específicas desse contingente demográfico.

Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.

Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

p 2/23

Síntese dos Principais Resultados

Na semana de 31/8 a 6/9/26, os seis grupos discutiram questões candentes do debate público. No total, foram coletadas e analisadas 207 interações, totalizando 6.798 palavras.
Bolsonaristas Convictos (BC)Bolsonaristas Moderados (BM)Indecisos Conservadores (IC)Indecisos Progressistas (IP)Lulodescontentes (LD)Lulistas (LL)Evangélicos
Sabatina de FlávioA sabatina reforçou a imagem positiva de Flávio, visto como preparado, equilibrado e firme mesmo diante de uma entrevista considerada hostil. A postura dos jornalistas foi bastante criticada.Flávio foi bem avaliado pela postura, tranquilidade e capacidade de enfrentar perguntas difíceis. A principal ressalva foi a falta de profundidade e de propostas mais concretas.Predominou uma avaliação negativa, marcada por respostas rasas, pouca apresentação de propostas e dificuldade para esclarecer as polêmicas. A postura mais moderada foi percebida, mas não compensou a falta de conteúdo.Flávio foi visto como evasivo, superficial e excessivamente focado em Lula. A sabatina reforçou a percepção de despreparo e de ausência de um projeto claro de governo.A avaliação foi predominantemente negativa, sobretudo pela falta de propostas concretas e pelas respostas evasivas. Flávio não conseguiu transmitir confiança nem apresentar um projeto próprio consistente.A sabatina confirmou a rejeição já existente a Flávio, percebido como despreparado, evasivo e pouco confiável. Praticamente não houve reconhecimento de aspectos positivos em seu desempenho.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Augusto CuryA maior exposição de Cury gerou principalmente rejeição e desconfiança, com críticas ao despreparo e às propostas. Também ganhou força a leitura de que sua candidatura serviria para tirar votos de Flávio Bolsonaro e favorecer Lula.Cury foi reconhecido como inteligente e bom comunicador, mas predominou a percepção de que não tem experiência nem preparo político para governar. A maior exposição não produziu aproximação eleitoral.Foi o grupo em que Cury mais despertou interesse como terceira alternativa a Lula e Flávio Bolsonaro, beneficiado pelo cansaço com a polarização. A abertura, porém, ainda veio acompanhada de dúvidas sobre a viabilidade de suas propostas.A exposição não melhorou significativamente sua imagem. Cury foi visto como inteligente, mas despreparado para a política e com propostas consideradas utópicas, excessivamente tecnológicas ou distantes dos problemas reais.O aumento da visibilidade despertou curiosidade, mas a maioria não mudou de opinião. Houve sinais pontuais de aproximação, inclusive com menção à possibilidade de voto e à busca por uma alternativa à polarização.A maior exposição manteve ou aprofundou a rejeição a Cury, sobretudo pelas propostas consideradas pouco realistas e pelo despreparo político. Seu crescimento foi visto por alguns como positivo por poder fragmentar os votos da direita e favorecer Lula.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
Caso MasterO caso foi visto como confirmação da corrupção atribuída a Alexandre de Moraes e às instituições. Nikolas foi amplamente defendido, e sua inclusão no caso foi interpretada como tentativa de desviar o foco de Moraes.As acusações foram consideradas graves e deveriam ser investigadas e punidas. Moraes despertou maior preocupação, enquanto o envolvimento de Nikolas foi relativizado por parte do grupo.O caso reforçou a percepção de corrupção generalizada e a expectativa de novos envolvidos. Moraes concentrou críticas fortes, mas houve cobrança de investigação e punição de todos, inclusive Nikolas.Predominou cautela, com a percepção de que o caso ainda está mal explicado e precisa ser investigado até o fim. A cobrança por responsabilização alcançou todos os envolvidos, sem distinção política.O caso reforçou a descrença nas instituições e a percepção de que a corrupção atravessa direita, esquerda e os três Poderes. Também ganhou força a crítica à influência do poder econômico sobre a política.Nikolas despertou maior desconfiança e suas mensagens foram vistas como indício de relações de interesse. Moraes recebeu maior cautela e defesa, embora o grupo também tenha defendido investigação e punição caso haja comprovação.Os participantes elaboraram suas respostas de acordo com seus grupos de pertencimento.
p 3/23

Pergunta 82

Semana passada, ocorreram as sabatinas com os candidatos à presidência, no Jornal Nacional. Na sexta, o entrevistado foi o candidato Flávio Bolsonaro. Vocês assistiram ao vivo ou acompanharam algum corte em rede social? O que acharam das respostas e do desempenho de Flávio?

p 4/23

Participação exemplar

Entre os bolsonaristas, Flávio teve seu melhor desempenho. Os bolsonaristas convictos avaliaram a sabatina de forma bastante positiva e destacaram principalmente sua calma, educação, firmeza e segurança nas respostas. Para esse grupo, Flávio enfrentou uma entrevista hostil, com perguntas vistas como acusatórias, interrupções frequentes e tentativas dos jornalistas de pressioná-lo. Nesse contexto, o fato de ter mantido o equilíbrio e não ter reagido de forma agressiva fortaleceu sua imagem. Também apareceu a percepção de que ele conseguiu responder às acusações e demonstrou preparo para enfrentar temas difíceis.

Entre os bolsonaristas moderados, Flávio também agradou pela postura. Foi visto como tranquilo, educado e preparado para lidar com as perguntas mais espinhosas. No entanto, esse grupo foi mais crítico em relação ao conteúdo. Vários participantes consideraram que as respostas foram rasas ou genéricas e sentiram falta de propostas mais concretas, especialmente nas áreas econômica e social.

“Eu assisti sim, achei ele de uma educação que talvez eu mesma não conseguiria, eu assistindo já estava sem paciência, imagine se eu fosse o Flavio, ele teve foi muito equilíbrio viu, Deus é mais, não caiu nas provocações e nem deu respostas agressivas. Os dois faziam perguntas, não deixavam ele responder, em cima das perguntas, ja tentavam atrapalhar o raciocínio ou mudar de assunto, cortando o raciocínio dele, não perguntaram nada sobre plano de governo, o que eu vi foi um ataque feroz ao Flávio, so ataque para descredibilizar ele, um tratamento totalmente diferente do atual presidente deles que eles deixaram a vontade e não interromperam como fizeram o Flavio. Na minha opinião Flavio arrasou, convenceu com as respostas, foi como eu disse, super educado, ate com a Renata que o outro foi bastante irônico, achei que ele foi muito bom. E não foi somente eu não, vi muitas pessoas falando muito bem e convencidas ate com as respostas que ele deu. É isso, estamos no caminho certo.” (BC, 47 anos, administradora, BA)

“Assisti sim, ao vivo, e achei que o Flávio Bolsonaro se saiu muito bem, apesar das perguntas serem feitas como uma acusação e ódio por parte dos jornalistas, mas o Flávio foi muito educado, respondeu com calma, sem alterar a voz ainda foi solidário com a Renata que sofreu misoginia por parte do Lula quando foi sabatinado, estranho foi a Renata engolir esse desaforo calada sem se defender, achei a atitude dela estranha. Mas quanto ao Flávio Bolsonaro se saiu maravilhosamente bem, pena que quando ele estava se saindo bem na resposta era cortado pra outra pergunta. Mas no geral foi bastante positiva a sabatina do Flávio Bolsonaro.” (BC, 56 anos, gerente de prestação de serviços, RJ)

“Gostei da entrevista. Foi suscinto, respondeu ao que foi perguntado. Foi extremamente educado com a jorrnalista militante, teve um bom desempenho. Mas acredito que tenha que ter um maior combate nas propostas, quando for para um debate cara a cara com os demais candidatos. Vamos aguardar,.” (BM, 53 anos, eletrotécnico, RN)

“Bom dia...Acompanhei por redes sociais. Ele foi firme em temas como segurança e valores da família, mas em questões econômicas e sociais as respostas foram mais genéricas.” (BM, 42 anos, gerente de vendas, MG)

“Assisti sim gostei da entrevista dele, porém ele vai precisar vir mais "armado" de propostas pra brigar nos debates cara a cara, se não vão acabar montando em cima disso.” (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)

p 5/23

Falta de propostas e as respostas evasivas

Entre os indecisos conservadores e progressistas, a avaliação de Flávio foi predominantemente negativa. Nos dois grupos, pesaram principalmente a falta de propostas, a superficialidade das respostas e a percepção de que o candidato evitou responder diretamente às questões mais delicadas. Entre os indecisos conservadores, alguns participantes reconheceram que Flávio adotou um tom mais moderado, educado e firme, mas esses atributos não compensaram as dúvidas sobre seu preparo. As respostas foram consideradas rasas ou pouco convincentes, principalmente nas explicações sobre as polêmicas, e também apareceu incômodo com o espaço dedicado aos ataques ao governo Lula em vez da apresentação de propostas próprias.

Entre os indecisos progressistas, as críticas foram mais fortes e praticamente não houve reconhecimento de aspectos positivos. Flávio foi visto como evasivo, superficial e sem conteúdo, com respostas que deram voltas ou desviaram das perguntas. A recorrência de referências a Lula também foi bastante criticada e reforçou a percepção de que o candidato utilizou a entrevista mais para atacar o adversário e se defender das acusações do que para apresentar seu projeto de governo. Assim, a sabatina não ajudou Flávio a avançar entre os indecisos e, em alguns relatos dos conservadores, chegou a reforçar seu afastamento como possibilidade de voto.

“Ao assistir o Flávio Bolsonaro, fiquei certa que ele não sabe o que está fazendo. Infelizmente, não apresentou uma proposta de governo, não conseguiu explicar os escândalos, parecia que não sabia o que estava acontecendo. Aproveitou o tempo que tinha pra atacar o atual governo, e segue a "briguinha" entre os dois. Lamentável o que virou a política no Brasil” (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)

“Assisti uns cortes pelo YouTube e o candidato Flávio aparentemente estava mais moderado, com um tom mais leve, quanto as perguntas a maioria das respostas sobre o filme ou a ligação com Banco Master ele dizia que era apenas em busca de dinheiro privado e etc... não foi muito convincente para mim, e ele foi bastante insistente nessa tese, quanto as propostas ele basicamente usa o mesmo discurso que o pai, que depois de eleito não as entregou, é mais um candidato que eu desconsidero pra votar e que não tenho apreço nenhum” (IC, 24 anos, estudante, MA)

“Não assisti, vi comentários em algumas mídias. Entendi que Oa últimos candidatos foram bem orientados quanto aos erros daqueles que já haviam sido entrevistados nos dias anteriores, e Flávio seguiu firme, sem desrespeito, porém sem muitos detalhares quando questionado, as respostas eram rasas, e como previsto o ataque ao atual governo predominou.” (IC, 38 anos, coordenadora , SP)

“Assisti pelo cell, não foi ao vivo. Achei o Flávio muito indireto, sempre colocando outras palavras e querendo mudar o rumo do assunto. Não o vi da respostas claras sobre o dinheiro do filme, só ficou enrolando, falou de Lula, de crime, de CV, mas não foi claro o suficiente pra mim, foi bem raso nas palavras e eu não fiquei entusiasmada de nenhuma forma com essa entrevista dele. Achei muito ruim e indireto.” (IP, 26 anos, autônoma, RO)

“Assisti alguns cortes e, pra mim, foi bem fraco kkkkk. Achei o Flávio muito ensaiado, cheio de anotação e desviando de algumas perguntas mais pesadas. Teve respostas que mais pareciam tentativa de se defender do que apresentar proposta. Ridiculo” (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

“Boa noite,Acompanhei pelas redes, alguns cortes,mais acho que ele deixou muito a desejar. Falando muito dos outros,e esquecendo realmente,o foco das questões. Cheio de mais mais,com indiretas,não falou nada que realmente se aproveite.” (IP, 28 anos, vendedora, AL)

p 6/23

Reforço da rejeição

Entre os lulodescontentes, predominou uma avaliação negativa de Flávio, principalmente pela falta de propostas concretas e pelas respostas consideradas evasivas e pouco convincentes. Os participantes sentiram falta de um projeto próprio para o país e de explicações mais claras sobre como o candidato colocaria suas ideias em prática. As respostas sobre as polêmicas também não transmitiram confiança. Houve uma avaliação destoante, de que Flávio conseguiu se articular e sair com saldo positivo, mas essa percepção foi minoritária. De maneira geral, mesmo em um segmento descontente com Lula, a sabatina não criou uma aproximação com Flávio.

Entre os lulistas, a avaliação foi ainda mais negativa e praticamente não houve reconhecimento de aspectos positivos. Flávio foi visto como despreparado, evasivo e pouco objetivo, além de ter sido criticado pelas referências constantes a Lula em suas respostas. Nesse grupo, porém, a percepção sobre a sabatina esteve bastante associada à rejeição anterior à família Bolsonaro e ao bolsonarismo.

"Não acompanhei ao vivo, mas vi comentários e várias partes da sabatina, o Flávio não passou confiança com seus projetos e foi bem evasivo principalmente ao responder sobre apoio do Vorcaro. Não me convenceu com seu discurso.” (LD, 47 anos, professora, MT)

“Achei a sabatina meio fraca. Ele foi bastante evasivo em algumas respostas e senti falta de propostas mais específicas, principalmente de explicar melhor como pretende colocar as ideias em prática. No geral, não achei que conseguiu apresentar muito bem um projeto próprio” (LD, 27 anos, entregadora, RS)

“A expectativa era de uma campanha devastada. Más o Flávio saiu com saldo positivo do debate, conseguiu se articular minimamente bem,e quando encurralado soube se desvencilhar das perguntas comprometedoras. Outro ponto foi o quase abandono do irmão exilado, que pode ser trabalhado futuramente, e o compromisso de perdão ao próprio pai” (LD, 29 anos, balconista de farmácia, RJ)

“Acompanhei ao vivo mesmo. Achei o desempenho dele muito baixo na sabatina, tudo que era perguntado ele desviava de alguma forma e 11 coisas que ele falava, 10 eram sobre o presidente Lula, não acho que ele conseguiu se sair bem não, deixou muito a desejar.” (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

“não pude assistir ao vivo e incrivelmente não apareceu nenhum recorte para mim. de qualquer forma, busquei a entrevista e assisti. eu não esperava nada e ele conseguiu entregar exatamente o que eu esperava (nada). sinto que sempre que ele aparece publicamente parece que nunca está preparado, fala nada com nada, não responde as perguntas de forma objetiva. tenho a impressão que ele se desvia de todas as formas possíveis de qualquer coisa que lhe é perguntado.” (LL, 23 anos, auxiliar administrativo , RO)

“Assisti no Globoplay posteriormente. Desempenho pífio, como era de se esperar. Não responde nada e quando responde, é com anticiência, negacionismo, resumindo: desconhecimento. Flávio consegue parecer ainda mais perdido que o próprio pai.” (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)

p 7/23

Pergunta 83

O escritor e candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) saltou para a terceira colocação nas pesquisas eleitorais de 2026, alcançando 11% das intenções de voto em levantamentos como o da BTG/Nexus e da Real Time Big Data, e registrando 7,8% na AtlasIntel/Bloomberg. O avanço ocorreu após a participação de Cury no debate da Band e na sabatina do Jornal Nacional da Rede Globo.

Vocês tem visto conteúdo sobre esse candidato? E as opiniões de vocês sobre ele também mudou?

p 8/23

Maior abertura e interesse por Cury

Entre os indecisos conservadores, a maior exposição de Augusto Cury após o debate da Band e a sabatina do Jornal Nacional despertou interesse e melhorou sua posição entre parte dos participantes. Antes pouco considerado, o candidato passou a entrar no radar como uma possível terceira alternativa a Lula e Flávio Bolsonaro. O principal elemento que favoreceu essa abertura foi o cansaço com a polarização: a possibilidade de crescimento de um nome fora dos dois campos mais fortes gerou expectativa de mudança e levou alguns participantes a acompanharem Cury com mais atenção. O debate teve papel importante nesse movimento, principalmente pela forma como ele falou e se posicionou, e houve relatos de participantes que passaram a segui-lo nas redes ou buscar mais informações sobre suas propostas. A sabatina, porém, produziu um efeito mais dividido: enquanto alguns mantiveram uma avaliação positiva, outros se frustraram ao conhecer melhor seus projetos e os consideraram utópicos ou distantes da realidade. Assim, Cury conquistou espaço nesse segmento e passou a ser efetivamente considerado, mas ainda não consolidou voto. A abertura ocorreu mais pela busca de uma alternativa à polarização e pela curiosidade em torno de sua candidatura do que por uma adesão consistente às suas propostas.

“Bom diiaa... Vi um pouquinho sobre ele sim, depois do debate e da sabatina apareceu bastante. Confesso que antes não dava muita atenção, mas depois de ver ele falar comecei a prestar mais atenção, mudei um pouco a opinião pra melhor, gostei do que ele falou e de como se posicionou. Ainda não decidi o voto, mas agora tô olhando com outros olhos pra ele.” (IC, 30 anos, autônoma, SP)

“Bom dia! Eu acompanhei a sabatina e vi trachos do debate da Band, fiquei animada por ver que se congita uma terceira opção, vi muitos bolsonaristas declarados mudando de voto pro Augusto Cury, fiquei esperançosa que talvez assim o fanatismo dos 2 principais diminua. Ainda não tenho uma opinião sólida sobre o candidato, quero esperar mais um pouco e acompanhar os próximos debates.” (IC, 30 anos, maquiadora, RJ)

“Pra mim já é um avanço alguém conseguir tirar votos dos 2 primeiros colocados. Acompanhei o debate e vi alguns trechos da sabatina e uma movimentação grande na Internet, embora eu ache suas propostas meio fracas para alguns problemas graves do país como a segurança pública, mas ele está no meu radar embora eu tenha preferência por outro candidato, seria interessante acompanhar o crescimento dele nas pesquisas enquanto outros candidatos perdem intenções de voto” (IC, 24 anos, estudante, MA)

“Sobre o debate na Band eu cheguei a ver cortes mas redes sociais e me surpreendeu positivamente as falas do candidato. Tal ato chegou a me mobilizar em segui-lo para saber mais das suas intenções e conhecer mais o seu trabalho. Em seguida fui assistir a entrevista na globo e minha percepção sobre o candidato mudou e fiquei frustrado sobre seus projetos que antes não tinha lido ou procurado saber profundamente. Vejo que seus ideais em alguns pontos são utópicos na minha opinião, todavia ele é bem articulado e apresenta bastante propostas. No momento me mantenho neutro sobre ele pois estava cogitando ver como uma terceira opção frente a Lula x Bolsonaro” (IC, 29 anos, professor, RJ)

p 9/23

Mais visibilidade, mas pouca conversão

Entre os bolsonaristas moderados, indecisos progressistas e lulodescontentes, Augusto Cury ganhou visibilidade depois do debate e da sabatina, mas esse aumento de exposição pouco alterou sua posição eleitoral.

Entre os bolsonaristas moderados, predominou a percepção de que Cury tinha boa comunicação e inteligência, mas não demonstrou experiência ou preparo político para assumir a Presidência.

Entre os indecisos progressistas, a avaliação seguiu caminho semelhante, com críticas mais concentradas no conteúdo das propostas. Ideias ligadas a drones, aplicativos, inteligência artificial e telemedicina foram consideradas pouco realistas ou insuficientes diante dos problemas do país. Nesse grupo, conhecer melhor o candidato chegou, em alguns casos, a reforçar dúvidas que já existiam.

Entre os lulodescontentes, a exposição encontrou uma resistência menor: houve curiosidade e interesse em conhecer melhor Cury, além de um caso em que a participante passou a cogitar votar nele. Mesmo nesse segmento, porém, prevaleceu a manutenção das opiniões anteriores. Assim, Cury conseguiu ampliar seu conhecimento nos três grupos, mas ainda encontrou dificuldade para transformar atenção e curiosidade em apoio eleitoral.

“Vi bastante conteúdo sobre o Cury. Sinceramente acho que ele seria uma boa opção para presidência. Nunca esteve envolvido em escândalos e é muito inteligente. Porém ele teria que saber lidar com esse meio sujo, e nesse quesito acho que ele está despreparado. Infelizmente ele não terá chances de ganhar, mas eu acredito que ele poderia fazer a diferença.” (BM, 29 anos, advogada, SP)

“Vou ser bem sincero acho que ele de todos a pior opção: não tem noção do que é tocar um país, vem com essa psicologia barata dele, propostas genéricas, vejo nele mais uma aventura a lá collor. Tô fora. Em hipótese alguma voto nesse cara” (BM, 38 anos, professor, SP)

“Tenho visto sim, principalmente depois do debate e da sabatina. Mas minha opinião sobre ele continua extremamente negativa. Pra mim, ele fala bonito, mas na prática parece muito discurso de livro de autoajuda e pouco projeto pra governar um país. Não vejo preparo político suficiente e acho esse crescimento nas pesquisas mais efeito de exposição do que de conteúdo mesmo.” (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

“Boa noite, vi alguns cortes nas redes sociais, vejo o candidato bem inteligente, mas é um pouco utópico seu plano de governo.” (IP, 37 anos, auxiliar de creche, RJ)

“Boa tarde Tenho acompanhado um pouco mais o candidato e sim,minha opinião sobre ele mudou, a ponto de cogita votar nele” (LD, 29 anos, balconista de farmácia, RJ)

“Realmente ouvi falar mais do candidato na radio, nas redes sociais, confesso que me deu uma curiosidade em querer saber mais, mas minha opinião nao mudou ainda” (LD, 27 anos, entregadora, RS)

p 10/23

Crescimento ativou rejeições por razões diferentes

Nos dois segmentos mais definidos politicamente - bolsonarisras convictos e lulistas, o crescimento de Augusto Cury não abriu espaço relevante para aproximação e, em alguns casos, aumentou a rejeição.

Entre os bolsonaristas convictos, a avaliação do candidato ficou fortemente ligada ao impacto que sua candidatura poderia ter sobre Flávio Bolsonaro. Parte dos participantes interpretou Cury como um candidato capaz de atrair eleitores da direita e, com isso, facilitar uma vitória de Lula. Essa leitura foi acompanhada pela tentativa de situá-lo no campo da esquerda, seja pelo Avante, por suas posições ou pelos nomes que poderia levar para um eventual governo. Também apareceram críticas duras ao seu preparo e às propostas, mas a ameaça eleitoral a Flávio ganhou peso particular nesse segmento.

Entre os lulistas, a rejeição ocorreu por outra lógica: a maior exposição reforçou críticas às propostas e à capacidade de Cury para governar. Alguns participantes disseram que passaram a avaliá-lo ainda pior depois de conhecê-lo melhor. Seu crescimento, porém, não foi necessariamente visto como um problema eleitoral pelos lulistas. Pelo contrário, parte do grupo avaliou que sua presença poderia fragmentar o eleitorado da direita e, dessa forma, beneficiar Lula.

“Tenho acompanhado sim. Hj vejo Cury um dos piores inimigos da direita, pq muitos eleitores que se dizem de direita, estão se iludindo com a máscara do Cury, que se diz centro, mas é esquerda tbm. O jogo é o seguinte: Atrair eleitores da direita, tirando votos do Flávio Bolsonaro, para que Lula ganhe no 1° turno. Se partir para 2° turno, vai apoiar Lula. E parece que estão mesmo caindo no joguinho da esquerda.” (BC, 46 anos, babá, PR)

“As eleições tem dois polos: DIREITA e ESQUERDA Resumindo: FLÁVIO e LULA Qualquer outro candidato que não seja Flávio, será Lula. A intenção dos outros não será ganhar, pq eles sabem que não serão eleitos. A intenção é tirar o foco e atrair eleitores de direita.” (BC, 46 anos, babá, PR)

“Bom dia! Esse candidato é uma piada, não entende nada de políticas públicas e ainda saiu da sabatina com vários memes sobre os drones pra combater a violência contra as mulheres. Outra idéia de girico foi contratar influences digitais pra ser embaixadores do Brasil nos países lá fora.” (BC, 56 anos, gerente de prestação de serviços, RJ)

“Eu acho ótimo que ele avance, dessa forma a disputada tende a ser finalizada no primeiro turno mesmo, pois os votos nele serão mais do eleitores da direita do que da esquerda. Eu tenho visto alguns conteúdos e são absurdos, como o fato dele tentar conter o feminicidio com o uso de drones, quando pesquisas demonstram que a maior parte dos casos ocorrem dentro das próprias casas e não nas ruas.” (LL, 33 anos, tradutor, SP)

“Eu acho bom que os votos da direita se fragmentem, mas me preocupa que as pessoas estejam considerando votar nele. Não que o brasileiro já não tenho feito escolhas piores, mas esse sequer é eloquente. Tenho visto muito conteúdo sobre ele e minha opinião sobre nem era tão desfavorável como é agora. Ele é ainda pior do que parece.” (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)

“Tenho visto conteúdos sobre o candidato sim. Acho que o salto para a terceira colocação logo logo vai mudar e ele vai voltar a ter baixos percentuais de intenção de voto. As notícias que estão saindo sobre o mesmo agora não são das melhores. Minha opinião sobre ele mudou sim, mas para pior.” (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

p 11/23

Pergunta 84

Os últimos desdobramentos do chamado Caso Master envolvem relatórios da Polícia Federal (PF) que revelaram trocas de mensagens e relações de proximidade do ex-banqueiro Daniel Vorcaro tanto com o ministro do STF Alexandre de Moraes quanto com o deputado federal Nikolas Ferreira.

Mensagens obtidas pela PF mostram que, em novembro de 2025, dias antes de ser preso pela primeira vez, Vorcaro mandou mensagens para um contato salvo como ""Alexandre de Moraes BRASILIA"" perguntando se já deveria fugir ou sair do país. O relatório aponta que houve ao menos seis encontros presenciais entre os dois.

Quanto a Nikolas Ferreira, em 30 de março de 2025, o deputado enviou mensagens a Vorcaro pedindo ajuda para destravar um ativo de mineração de Topázio Imperial, localizado em Ouro Preto (MG). No áudio enviado, Nikolas usou termos afetuosos como "Dani" e "lindão", expressando o desejo de "ter mais proximidade" com o banqueiro.

Vocês acompanharam esses desdobramentos? O que acham das acusações?

p 12/23

Corrupção que ultrapassa os campos políticos

Os novos desdobramentos do Caso Master foram recebidos com preocupação em todos os segmentos e reforçaram uma percepção já bastante presente de corrupção, relações de interesse e falta de confiança nas instituições. A dimensão do caso chamou atenção principalmente pela presença de personagens de diferentes campos políticos e pela possibilidade de alcançar também integrantes do Judiciário. Mesmo que bolsonaristas e lulistas tenham reagido de maneira diferente a Alexandre de Moraes e Nikolas Ferreira, houve uma leitura comum de que as relações de Vorcaro não parecem restritas a um único grupo político. Entre os indecisos e os lulodescontentes, essa percepção apareceu de maneira mais direta, com críticas à corrupção de direita e esquerda e à capacidade do poder econômico de estabelecer relações com diferentes autoridades. Também apareceu a expectativa de que as investigações revelem novos envolvidos, já que a sucessão de nomes citados passou a transmitir a impressão de uma rede mais ampla de relações. O efeito mais geral do episódio, portanto, foi menos de desgaste exclusivo de um personagem e mais de aprofundamento da descrença na política e nas instituições. A cobrança por investigação e punição apareceu inclusive entre participantes que demonstraram maior simpatia ou resistência a algum dos envolvidos.

"Bom dia, sim acompanhei e estou acompanhando toda essa podridão, Alexandre de Moraes já deveria estar preso, junto com Alcolumbre, Hugo Mota, Gonet, Andrei e outros ministros do STF que estão atolados até o cabelo nesse lamaçal de corrupção." (BC, 56 anos, gerente de prestação de serviços, RJ)

"Eu achei isso tudo que tá rolando complicado demais, envolve os dois lados de verdade concretizando essas acusações, com as provas apresentadas tem que punir todos envolvidos, eu nem sei mais o que pensar a realidade é que estamos em um buraco sem fundo..." (BM, 33 anos, consultor de TI, SP)

"Estou acompanhando pelas reportagens, cada dia que passa mais nomes de políticos estão aparecendo tendo vínculo com o Vorcaro, acredito que irá aparecer muito mais com o decorrer das investigações. Isso só mostra o quanto a política brasileira e obscura e corrupta." (IC, 72 anos, pensionista, RJ)

"Estou acompanhando esses desdobramentos e infelizmente nada mais me abala no quesito político. Vi reportagens e as diferentes manifestações da direita e esquerda e só vejo que independente da ideologia todos só querem sair ganhando e o povo que se ferre." (IC, 29 anos, professor, RJ)

"Sim, estou sabendo, e penso que todos os envolvidos nesse caso, devem arcar com seus atos, independente de esquerda ou direita. Mas sabemos que os grandões nunca são responsabilizados, o que é uma pena, porque o certo seria ser investigados, e se apontado envolvimento, inconsistência, devem ser punidos, e deveria ser uma punição ainda mais severa que pra um cidadão comum, não político." (IP, 29 anos, empreendedora, RJ)

"Acompanhei sim. Pra mim, não dá pra confiar em ninguém, é cada um mais enrolado que o outro. Quando começa a aparecer mensagem, encontro e pedido de favor pra banqueiro, fica difícil acreditar que é tudo normal. No fim, parece que é sempre os mesmos interesses e o povo que se lasca." (IP, 28 anos, customer care analist, SP)

"Bom dia. Tenho acompanhado o desdobramento. Esse caso mostra como os banqueiros mandam no país, enquanto nós,o povo , brigamos por ideologia política. Eles financiam direita e esquerda, independente de político." (LD, 29 anos, balconista de farmácia, RJ)

"olá, acompanho as notícias verificadas, infelizmente o grau de corrupção de esquerda e direita é igual e pior ainda envolvendo o judiciário da a entender que não existe uma democracia só jogos de intereses, que as eleições possam trazer o novo já que o establecido está muito corrompido" (LD, 40 anos, turismóloga, SP)

"Estou acompanhando sim. Acho que a cada dia que passa vai aparecer mais e mais pessoas envolvidas com o Vorcaro, pelo visto não tem ninguém íntegro na política, todos tem envolvimento em algum escândalo." (LL, 27 anos, operador de telemarketing, BA)

p 13/23

Moraes condenado e Nikolas preservado

Entre os bolsonaristas convictos, as informações envolvendo Alexandre de Moraes foram recebidas como confirmação de suspeitas e rejeições que já existiam antes do Caso Master. Nesse grupo, praticamente não houve benefício da dúvida: Moraes foi tratado como envolvido e o episódio serviu para reforçar críticas mais amplas ao STF, à Justiça e à atuação das instituições. Em relação a Nikolas Ferreira, a reação foi oposta. As mensagens foram relativizadas por terem ocorrido antes das acusações contra Vorcaro, e houve participantes que contestaram inclusive a interpretação do conteúdo divulgado. A proximidade entre os dois não foi considerada suficiente para comprometer o deputado. Também ganhou espaço a leitura de que trazer Nikolas para o centro do caso seria uma estratégia para dividir as responsabilidades e retirar o foco das acusações consideradas mais graves contra Moraes. Entre os bolsonaristas moderados, Moraes também concentrou as maiores suspeitas, mas a reação foi menos fechada. Houve maior defesa de investigação e comprovação antes de responsabilizações e, em alguns casos, reconhecimento de que as mensagens de Nikolas indicam proximidade com Vorcaro, ainda que seu envolvimento tenha sido considerado menos grave.

"Já nem sei o que falar. O envolvimento e Moraes e família com Vorcaro é comprovado, provas irrefutáveis já foram divulgadas e agora foi feito um pedido de inclusão de Mendonça no inquérito das fake news... A conclusão é que ser honesto no Brasil hj pode te deixar doente de raiva e preocupação, isso se não te causar coisas piores... Só não vê quem não quer. O governo segue exatamente os mesmos passos da Venezuela, seguindo uma espécie de manual para criar uma ditadura aos poucos e hj esse processo está adiantado. Quanto ao Nikolas, não vejo nada de errado um político fazendo um pedido à alguém e tratando esse alguém de forma bem pessoal, para passar a ideia de que ele é muito querido. Vejo isso desde que me conheço por gente. Estou bastante cansado disso tudo, se pudesse eu iria embora do Brasil. Talvez seja melhor recomeçar a vida em um país sério do que esperar e assistir o nosso país e nosso povo ser destruído." (BC, 62 anos, cirurgião dentista, SP)

"Sim, estou acompanhando, Lula encontrou se com Vorcáro, fora da agenda, Lula pediu pra ele não vender o banco porque ele iria nomear o novo diretor do BC e Vorcaro teria vantagens nessa armação toda, Alexandre de Moraes recebeu através do escritório da esposa muitas vantagens, até no momento da prisão, o Alexandre ajudou o cara, inadmissível. Sobre Nikolas a estratégia deles é jogar holofotes naquilo que eles vendem como sujeiras dos outros para a deles não parecer tão ruim, é o que a gente tem visto ai, bateu o desespero, agora vão pegar todo mundo que fez algum tipo de contato com Vorcaro para poder transferir o foco." (BC, 47 anos, administradora, BA)

"acompanhei e acho pessimo. O do Nicolas nem tanto, mas ainda sim mostra certa proximidade e intimidade. O do Alexandre tá escancarado a corrupção. Não dá pra confiar em ngm e deveria haver uma punição grave aos envolvidos." (BM, 29 anos, advogada, SP)

"Estou acompanhando sim, e acho que é uma acusação falsa e muito me surpreende vocês fazer uma pergunta com base em uma fake news. Mas vamos lá. Se vocês ouvirem o áudio verão que o ICL que foi quem fez o vazamento do áudio alterou a transcrição, em momento algum Nikolas chama Vorcaro de lindão. Acho esse áudio irrelevante tendo em vista que foi feito bem antes de qualquer acusação contra Vorcaro ter sido divulgada." (BM, 43 anos, administradora, GO)

p 14/23

Maior disposição para investigar os envolvidos

Entre os dois grupos de indecisos e entre os lulodescontentes, o Caso Master foi recebido com menos disposição para proteger previamente os personagens envolvidos. Nos dois segmentos, predominou a cobrança para que as investigações avancem e alcancem todos os nomes, independentemente de posição política ou cargo. Entre os indecisos conservadores, Alexandre de Moraes concentrou críticas mais fortes e, em algumas falas, seu envolvimento já foi tratado como evidente. Ainda assim, diferentemente dos bolsonaristas convictos, isso não produziu uma defesa equivalente de Nikolas Ferreira: apareceu a percepção de que ele também precisa se explicar e ser investigado. O caso também alimentou a expectativa de que novos políticos sejam envolvidos conforme as apurações avancem. Entre os indecisos progressistas, a postura foi mais cautelosa inclusive em relação às informações já divulgadas. Parte considerou que a história ainda está mal explicada, com pontos em aberto, e evitou estabelecer culpados antes da conclusão das investigações. Nesse grupo, a principal cobrança foi por uma apuração completa e sem proteção a nenhum dos lados, reforçando uma leitura de que possíveis irregularidades devem ser tratadas da mesma forma, seja entre políticos de direita ou de esquerda, seja no Judiciário.

"Estou acompanhando esses desdobramentos, inclusive um desenvolvedor que sigo no threads, criou um site com a interface do whatsapp e com todas as conversas vazadas do Vorcaro até hoje, mensagens, áudios, tudo o que a PF já descobriu e saiu na mídia, estava vendo que até conversa por imagens de visualização única tinha kkkk Obviamente o site ficou fora do ar depois que viralizou. Eu acho as acusações legítimas, desde que começou essa história do Vorcaro já tinha esse bafafá com o Nikolas e o Alexandre de Moraes, o Nikolas inclusive se escondeu bastante no início e o nome do Xandão já estava em evidência. A polícia federal tem que continuar investigando mesmo, descobrir tudo e condenar todo mundo que agiu ilicitamente." (IC, 30 anos, educador museal, RJ)

"Estou acompanhando esses desdobramentos e infelizmente nada mais me abala no quesito político. Vi reportagens e as diferentes manifestações da direita e esquerda e só vejo que independente da ideologia todos só querem sair ganhando e o povo que se ferre." (IC, 29 anos, professor, RJ)

"Acredito que essa história por mais que já tenha vários detalhes divulgados, ainda está mal contada. Um hora dizem uma coisa, outra hora dizem outra... Ou seja, ambos culpados e que tentaram apagar os rastros e ainda se perderam na história. Acredito que quanto mais se investiga, mais se descobre. Espero que não parem até chegar na hora dos culpados serem castigados." (IP, 26 anos, autônoma, RO)

"Sim, estou sabendo, e penso que todos os envolvidos nesse caso, devem arcar com seus atos, independente de esquerda ou direita. Mas sabemos que os grandões nunca são responsabilizados, o que é uma pena, porque o certo seria ser investigados, e se apontado envolvimento, inconsistência, devem ser punidos, e deveria ser uma punição ainda mais severa que pra um cidadão comum, não político." (IP, 29 anos, empreendedora, RJ)

p 15/23

Nikolas concentrou as suspeitas e Moraes recebeu maior benefício da dúvida

Entre os lulistas, os novos desdobramentos atingiram de forma mais direta a imagem de Nikolas Ferreira. A proximidade demonstrada nas mensagens foi recebida com forte desconfiança e, em algumas falas, interpretada como indício de uma relação voltada à obtenção de vantagens ou influência. A rejeição anterior ao deputado também pesou nessa leitura, fazendo com que as informações fossem consideradas coerentes com a imagem que parte do grupo já tinha dele. Alexandre de Moraes recebeu um tratamento diferente. Embora os participantes tenham defendido que sua relação com Vorcaro seja investigada, houve maior cuidado antes de considerar qualquer irregularidade comprovada e maior disposição para esperar o avanço das apurações. Também apareceu a suspeita de que a divulgação das informações sobre Moraes possa estar sendo usada para desgastá-lo politicamente, especialmente por setores que já se opunham à sua atuação. Dessa forma, o posicionamento dos lulistas foi praticamente inverso ao dos bolsonaristas convictos: enquanto Nikolas teve pouco benefício da dúvida, Moraes foi preservado até que apareçam provas consideradas mais consistentes. Ainda assim, a defesa de Moraes não eliminou a cobrança para que ele também seja investigado e responsabilizado caso alguma irregularidade seja comprovada.

"Em relação ao Nicolas não espero nada de positivo que ele tenha feito, dessa forma, fica claro que ele manteve relações complicadas com o Daniel Volcoro. Já as mensagens do Ministro Alexandre de Moraes devem ser devidamente investigadas e se houver a comprovação de que o celular era dele mesmo e que ele sugeriu qualquer ação ilegal do Volcoro, também necessita ser punido. Só que precisamos tomar muito cuidado pois estão tentando derrubar o Alexandre de Moraes desde que ele foi firme no julgamento do golpe de janeiro de 2023. Por isso que as investigações devem ser conduzidas com cuidado e sem nenhum tipo de interferência política." (LL, 33 anos, tradutor, SP)

"O envolvimento do Nikolas parece mais flagrante até o momento do que o do Alexandre de Moraes que caso tenha cometido algum crime, até o momento não sabemos, então ele tem o benefício primordial do direito de que ele é inocente até que se prove o contrário. Quanto ao Nikolas, parece mais claro que negociações aconteciam, havia de certa forma, um tráfico de influências entre ambos, não atoa que o patrimônio deste se elevou mais de 10.000% em pouco menos que um mandato." (LL, 25 anos, auxiliar fiscal, SC)

"Acompanho alguns dos desdobramentos do Sr. Vorcaro. Acho que o Sr Nicolas Ferreira sim, ele é culpado das acusações. O Sr Alexandre de Moraes é somente uma bomba de fumaça para desfocar o caso principal que é o Sr Nicolas." (LL, 61 anos, administrador, PR)

"sim, estou acompanhando. se formos ser francos e considerarmos todo o histórico do Nikolas, é de se imaginar que tenha muita coisa ruim aí que ainda não foi descoberto. pra mim, Nikolas é desse tipo de pessoa sonsa que força aproximação pra tirar vantagem, é o que literalmente apontam as mensagens. quanto a Alexandre de Moraes, eu ainda tenho me perguntado se há envolvimento negativo dele nas acusações de Vacaro, não temos escândalos desse tipo envolvendo esse Ministro, pelo contrário, mas não podemos confirmar que todos são santos. acredito que as investigações devem continuar firmes para que possamos verificar até onde foi a amizade de Nikolas e o que mais ele conseguiu de favor e se Alexandre de Moraes realmente tem algum envolvimento criminoso. eu não usei termos negativos para falar sobre o envolvimento de Moraes pq sei que a direita está há um bom tempo tentanfo até matar ele para saírem impunes dos crimes do 08 de janeiro, basta um pouco de atenção para saber que muitos estavam tentando tramar algo." (LL, 23 anos, auxiliar administrativo, RO)

p 16/23

Monitorando a Desinformação

p 17/23

Questão 84 - Caso Master

Durante a questão sobre os desdobramentos do Caso Master, foram compartilhados cinco conteúdos no grupo de bolsonaristas convictos. Desses, três apresentaram informações enganosas ou sustentadas por afirmações sem evidências suficientes. Em comum, esses conteúdos partiram de fatos ou informações reais, mas ampliaram seu significado, omitiram elementos importantes ou apresentaram como comprovadas conclusões que as evidências disponíveis não permitem sustentar. Esse movimento apareceu principalmente nos conteúdos de Nikolas Ferreira, Revista Oeste e Topic News, embora com diferentes níveis de sustentação das informações apresentadas.

No vídeo de Nikolas Ferreira (conteúdo 2), esse mecanismo apareceu de diferentes formas. A mensagem de Vorcaro perguntando se deveria “estar fora” foi apresentada como uma consulta a Alexandre de Moraes sobre “fugir do país”, embora a mensagem não utilize o termo “fugir” e a resposta de Moraes não tenha sido recuperada. O vídeo também afirmou que Moraes “sabia de tudo”, algo que não pode ser concluído a partir das mensagens disponíveis. Em outro momento, uma minuta de R$ 50 milhões envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes e a possibilidade de pagamento com cotas de aeronaves foi apresentada como um contrato efetivamente firmado para que ela se tornasse sócia das aeronaves, apesar de o escritório afirmar que a proposta não foi aceita e nada foi assinado.

O mesmo conteúdo também minimizou a relação do próprio Nikolas com Vorcaro. O deputado afirmou não ter contato ou relacionamento com o banqueiro e apresentou sua atuação como uma ponte pontual para um advogado. No entanto, as mensagens registram outros contatos, desejo de “mais proximidade”, proposta de encontro e acompanhamentos posteriores relacionados ao pedido do advogado. Nikolas também afirmou nunca ter recebido “um tostão” de Vorcaro. Não há evidência de pagamento em dinheiro, mas o próprio deputado reconheceu ter recebido ajuda de transporte aéreo vinculada ao banqueiro em 2022. Assim, o caráter enganoso está menos na falsidade integral dessas afirmações e mais na redução da extensão da relação e dos benefícios documentados.

Na peça da Revista Oeste (conteúdo 4), os principais dados apresentados são verdadeiros: o governo brasileiro realizou pagamentos a um escritório norte-americano, parte dos serviços esteve relacionada à Lei Magnitsky e outro escritório atua no processo envolvendo Rumble e Trump Media. A distorção aparece no enquadramento final, quando o contrato é apresentado como uma contratação do governo brasileiro “para defender o ministro Alexandre de Moraes”. O escopo era mais amplo e abrangia interesses do Estado brasileiro, empresas, tarifas, vistos, bloqueios e outras medidas. Dessa forma, um gasto público documentado e de finalidade mais abrangente foi personalizado em Moraes, produzindo a impressão de que os recursos foram destinados exclusivamente à sua defesa.

Já a publicação da Topic News (conteúdo 5) apresenta um problema diferente: a principal acusação não é sustentada pelas evidências apresentadas. A peça afirma que uma “fonte da PF” revelou a participação de Lula na relação entre Moraes e Vorcaro e prevê que o presidente “será exposto” caso a investigação avance. A suposta fonte não é identificada e não são apresentados documentos, gravações ou outras formas de comprovação. É verdadeiro que Lula se encontrou com Vorcaro em dezembro de 2024, mas esse contato, isoladamente, não comprova participação na relação entre o banqueiro e Moraes. Por isso, o relatório classificou essa alegação como baseada em evidência insuficiente e atribuiu baixa verossimilhança à narrativa apresentada.

*Conteúdo 2 — Nikolas Ferreira*

“Também foi o Vorcaro que consultou Alexandre de Moraes dois dias antes de ele ser preso se ele era para fugir ou não do país.”

“Foi exatamente ela, a Viviane Barci de Moraes, a esposa do Alexandre de Moraes, que fez um contrato com ele de 50 milhões para se tornar sócia das aeronaves.”

“Dani, tipo, eu não conheço você, não tenho contato, relacionamento com você. Mas, assim, se você quiser, eu dou um toque nele. Só.”

“Eu nunca recebi um tostão do Vorcaro.”

“Mas, Nikolas, o seu advogado encontrou-o, e o que será que eles fizeram? Nada.”

“Que, mesmo sabendo de tudo, o Alexandre de Moraes foi consultado por ele se ele deveria ou não sair do país.”

*Conteúdo 4 — Revista Oeste*

“O ministro Alexandre de Moraes está custando caro aos pagadores de impostos.”

“Entender quanto custou esse escritório contratado pelo governo brasileiro nos Estados Unidos para defender o ministro Alexandre de Moraes.”

*Conteúdo 5 — Topic News*

“URGENTE — Fonte da PF revela que Lula teve participação na relação Moraes–Vorcaro, e que se investigação seguir, o presidente será exposto.”

p 18/23

Considerações finais

A sabatina teve efeitos bastante diversos conforme a proximidade dos participantes com Flávio Bolsonaro. Entre os bolsonaristas convictos, reforçou uma percepção já positiva, principalmente por sua postura calma, educada e firme diante de uma entrevista considerada hostil. Entre os bolsonaristas moderados, a postura também agradou, mas a falta de propostas e de profundidade nas respostas apareceu como uma fragilidade importante. Fora da base bolsonarista, o desempenho perdeu força. Entre os indecisos conservadores e progressistas, prevaleceram críticas às respostas evasivas, à superficialidade e à ausência de propostas concretas. As referências frequentes a Lula também foram percebidas como excessivas e ocuparam o espaço que poderia ter sido usado para apresentar um projeto próprio. Entre os lulodescontentes e entre os lulistas, a sabatina apenas confirmou uma rejeição já consolidada.

O crescimento de Augusto Cury nas pesquisas foi acompanhado por um aumento claro de sua visibilidade, mas esse movimento ainda não se traduziu em crescimento uniforme de apoio entre os segmentos. O efeito mais favorável apareceu entre os indecisos conservadores, onde Cury despertou curiosidade e ganhou espaço como uma possível terceira alternativa à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Entre bolsonaristas moderados, indecisos progressistas e lulodescontentes, a maior exposição gerou conhecimento e interesse pontual, mas esbarrou principalmente nas dúvidas sobre preparo político e na percepção de propostas pouco realistas. Já entre bolsonaristas convictos e lulistas, o crescimento ativou rejeições mais fortes: os primeiros passaram a enxergá-lo também como uma ameaça eleitoral a Flávio, enquanto os lulistas reforçaram críticas ao candidato e, em alguns casos, viram sua ascensão como uma forma de fragmentar o voto da direita.

Os desdobramentos do Caso Master reforçaram uma percepção generalizada de corrupção e relações de interesse envolvendo diferentes campos políticos e instituições. A cobrança por investigação apareceu em todos os segmentos, mas a avaliação de Alexandre de Moraes e Nikolas Ferreira foi fortemente influenciada pelas posições políticas anteriores dos participantes. Entre os bolsonaristas, principalmente os convictos, Moraes concentrou as acusações e teve pouco benefício da dúvida, enquanto Nikolas foi preservado e seu envolvimento relativizado. Entre os lulistas ocorreu o movimento inverso: Nikolas despertou maior suspeita, enquanto Moraes recebeu maior cautela e resistência a conclusões antes do avanço das investigações. Os indecisos apresentaram uma leitura menos orientada pela defesa de um dos lados. Embora os conservadores tenham demonstrado maior desconfiança de Moraes, predominou entre eles e os progressistas a cobrança para que todos sejam investigados e responsabilizados caso sejam comprovadas irregularidades. Entre os lulodescontentes, o episódio reforçou principalmente a descrença nas instituições e a percepção de que interesses econômicos atravessam direita, esquerda e diferentes Poderes.

p 19/23

MDP

O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.

O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.

O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.

Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.

O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.

O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

p 20/23

Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Analista sênior e coordenadora de recrutamento

Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

Vittorio Dalicani – Analista Jr.

Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

p 21/23

INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

p 22/23
p 23/23
MDP - Relatório 148