Relatório 162

19/10/26

Temas:

  • Debate na Band
Realização:
Apoio:

Metodologia

O Monitor do Debate Público (MDP) acompanha, semana a semana, como diferentes segmentos do eleitorado brasileiro reagem a temas importantes da agenda pública. A análise se apoia no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela equipe do LEMEP (IESP-UERJ) que opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Para o segundo turno das eleições de 2026, reorganizamos os participantes em cinco grupos focais contínuos no WhatsApp, definidos a partir do voto no primeiro turno e da principal motivação desse voto.

O projeto conta com 50 participantes, distribuídos em grupos com as seguintes características:

G1 – Bolsonaristas: votaram em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, motivados por considerá-lo a melhor opção.

G2 – Antipetistas: votaram em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, motivados principalmente por tirar o PT e Lula do poder.

G3 – Outsiders Indecisos: votaram em outros candidatos que não Lula nem Flávio Bolsonaro no primeiro turno e estão indecisos quanto ao segundo turno.

G4 – Antibolsonaristas: votaram em Lula no primeiro turno, motivados principalmente por impedir a vitória de Flávio Bolsonaro.

G5 – Lulistas: votaram em Lula no primeiro turno, motivados por considerá-lo a melhor opção.

Todos os grupos foram compostos de modo a reproduzir, em proporções próximas às da população brasileira, variáveis como sexo, idade, cor/raça, renda, escolaridade, região de moradia e religião.

Nossa metodologia permite que os participantes respondam aos temas no momento que lhes for mais conveniente — liberdade inexistente nos grupos focais tradicionais, presos à sincronia do roteiro conduzido pelo mediador. Ao se acomodar à rotina de cada participante, o instrumento reduz a artificialidade da coleta e gera resultados mais próximos das interações reais do cotidiano.

Cabe salientar que os resultados derivam de metodologia qualitativa, voltada à análise de narrativas, argumentos e opiniões. Ainda que eventualmente quantificados, não possuem validade estatística: devem ser lidos como dado indicial.

O sigilo dos dados pessoais dos participantes é integralmente garantido. Todos consentiram previamente com a divulgação dos resultados, desde que preservado o anonimato.

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Síntese dos Principais Resultados

No dia 19/10/26, os cinco grupos comentaram sobre o debate na Band. No total, foram coletadas e analisadas 56 interações, totalizando 3.170 palavras.
Bolsonaristas (G1)Antipetistas (G2)Outsiders Indecisos (G3)Antibolsonaristas (G4)Lulistas (G5)
Debate na BandAvaliação favorável ao desempenho de Flávio, considerado mais firme e propositivo, enquanto Lula foi criticado por fugir das perguntas, repetir promessas e priorizar ataques. Houve críticas pontuais à qualidade geral do debate.Predominou a insatisfação com o desempenho dos dois candidatos, marcada pelo excesso de acusações e pela falta de propostas. Apesar das críticas a ambos, Flávio foi avaliado mais favoravelmente que Lula.Rejeição ao baixo nível do debate, considerado pouco esclarecedor e dominado por ataques pessoais. A falta de propostas manteve ou aprofundou a indecisão.Avaliação predominantemente favorável a Lula, considerado mais preparado e consistente, enquanto Flávio foi criticado por evasivas e provocações. Mesmo assim, houve insatisfação com o excesso de confrontos e a falta de propostas.Críticas ao formato do debate, à ausência de propostas e à predominância de ataques, com defesa de checagem de fatos em tempo real. Lula foi avaliado mais favoravelmente, enquanto Flávio foi associado a provocações e desinformação.
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Pergunta 161

Ocorreu ontem (18/10), na Band, o primeiro debate do segundo turno, para presidente. O que acharam do debate em si e do desempenho dos dois candidatos?
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Avaliação favorável a Flávio e forte rejeição ao desempenho de Lula

Entre os bolsonaristas, predominou uma avaliação favorável ao desempenho de Flávio Bolsonaro, considerado mais firme, preparado e capaz de apresentar propostas para o país. O debate reforçou a percepção positiva que já tinham do candidato, enquanto Lula foi associado à falta de objetividade, à repetição de promessas e à dificuldade de responder aos questionamentos. A comparação entre os dois candidatos foi marcada por uma rejeição intensa ao presidente, que acabou se sobrepondo à avaliação do conteúdo efetivamente discutido.

Embora alguns participantes tenham considerado o debate fraco e pouco produtivo, essas críticas não comprometeram a avaliação positiva de Flávio. A percepção de que Lula priorizou ataques e se esquivou das perguntas contrastou com a imagem de maior segurança atribuída ao adversário. Assim, o debate funcionou principalmente como uma confirmação das preferências eleitorais anteriores, sem sinais relevantes de questionamento ao candidato apoiado.

"Bom dia; Flávio foi bem, Lula como sempre mentindo, Flavio está com boas propostas, entre elas lutar contra o tráfico e fortalecer as fronteiras, o 22 está bem” (G1, 37 anos, assessor jurídico, SE)

“Bom dia. Achei o debate muito fraco tanto por parte dos candidatos como da organização, deveria ter sido mais acalorado,mas ambos não respondia as perguntas feita pelo adversário,mesmo assim acho que Flávio saiu bem melhor que o Lula.” (G1, 57 anos, funcionário público, PB)

“Vi o dois blocos na íntegra, Lula se ateve a acusações já batidas, ficou repetindo a mesma acusação várias vezes aparentando não estar preparado e não ter argumentos pra contra atacar as acusações frescas relacionadas a entrevista de Lutsinger.” (G1, 46 anos, administradora, GO)

“Eu acompanhei o debate todo, assisti na Band mesmo! Bom, sinceramente, achei o Lula muito fraco. Ficava rindo, fazendo aquela risadinha sarcástica, coçando o bigode e tentando escapar das perguntas mais difíceis. Sempre se desviando muito dos assuntos, fez acusações e ficou prometendo coisas que já teve anos para fazer.” (G1, 47 anos, administradora, BA)

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Insatisfação com ambos os candidatos e percepção de um debate pouco esclarecedor

Entre os antipetistas e outsiders indecisos, predominou uma avaliação negativa do debate, considerado pouco produtivo e marcado pelo excesso de acusações, provocações e ausência de propostas concretas. Os participantes demonstraram frustração com a dificuldade dos candidatos de responder às perguntas e apresentar caminhos para os problemas do país. A percepção de despreparo e a falta de conteúdo relevante comprometeram a capacidade do debate de esclarecer as diferenças entre as candidaturas.

Apesar dessa insatisfação compartilhada, os grupos se distinguiram pelas consequências políticas de suas avaliações. Entre os antipetistas, as críticas a ambos coexistiram com uma percepção relativamente mais favorável a Flávio, sustentada principalmente pela rejeição a Lula e pelo desejo de mudança de governo.

Já entre os outsiders indecisos, o desempenho dos candidatos ampliou o desencanto com as alternativas disponíveis e manteve as dúvidas sobre o voto. Para esses participantes, o debate deixou de cumprir sua função de orientar a escolha eleitoral.

“Assisti ao vivo. Na minha opinião o desempenho dos dois candidatos foi ruim. Houve muitas acusações e provocações enquanto as propostas ficaram em segundo plano. Em relação ao Lula, Como atual presidente, eu esperava que estivesse mais preparado. Também não concordei com algumas atitudes de Flávio Bolsonaro,acredito que ambos deveriam manter uma postura mais respeitosa. No geral esperava um debate com mais conteúdo.” (G2, 36 anos, coordenadora, AM)

“Bom dia. Acompanhei sim. Que vergonhoso o Lula, o cara não tem condições de raciocinar. Se mostrou perdido e desesperado. Não achei que Flavio foi tão bem mas perto do Lula foi muito melhor” (G2, 39 anos, professor, SP)

“Eu vi sim todo o debate. E também já vi vários recortes nas redes sociais. Sinceramente, foi o primeiro debate que vi os candidatos sem darem nenhuma resposta. E se já estava confuso em quem votar,acho que isso tudo deixou ainda mais confuso. Foram somente acusações dos dois lados, perguntas e insinuações sem respostas, e nada de propostas reais e bem esclarecidas de como serão os 4 anos futuros, e o que será feito para se melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro. Só sei de uma coisa, pra mim não houve um vencedor desse debate. Pra mim foi somente um show de acusações.” (G3, 49 anos, vendedora, GO)

“Bom dia, assisti 2/3 do debate ontem quando cheguei do trabalho. O restante do debate vou assistir os cortes pra ver se perdi algo importante. Achei o debate meio travado, a maior parte do tempo foi de acusações, acho que faltou desenvolver melhor a parte das propostas. Achei o desempenho de ambos muito teatral. Na verdade ainda não decidi, tem um candidato que o debate apenas confirmou que não tem votar nele de jeito nenhum, minha indecisão é se vale a pena votar no outro.” (G3, 31 anos, educador, RJ)

“Eu acompanhei o debate ao vivo e achei uma regressão a democracia aquilo ali foi horroroso. Muito ruim, nível muito baixo. Na discussão pareciam dois adolescentes conversando. A impressão é que estavam mais preocupados em alimentar os seus próprios egos do que demonstrar um posicionamento para poder auxiliar as pessoas a escolher um candidato à presidência da república. Foi ridículo demais muito ruim nível muito baixo baixíssimo. A internet hoje explodiu né de cortes, memes, comentários e tudo mais. Volta e meia acaba surgindo na timeline em algum lugar aí sobre isso. Pode ser até cômico alguma coisa alí mas no fim é trágico dimais. O debate eleva a gente a um nível maior de indecisão. Meu Deus que que a gente vai fazer para onde que o Brasil está indo.” (G3, 30 anos, analista TI, GO)

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Avaliação mais favorável a Lula, apesar das críticas à qualidade do debate

Entre os antibolsonaristas e lulistas, predominou uma avaliação mais favorável ao desempenho de Lula, considerado mais preparado, seguro e consistente em suas respostas. Em contrapartida, Flávio foi associado à falta de propostas, às evasivas e às provocações, reforçando a percepção negativa que os participantes já tinham do candidato. Apesar dessa preferência, houve insatisfação com a qualidade geral do debate, especialmente pelo excesso de confrontos e pelo pouco espaço dedicado à discussão de propostas para o país.

As diferenças entre os grupos apareceram principalmente no foco das críticas. Entre os antibolsonaristas, prevaleceu a comparação entre os desempenhos, com reconhecimento de limitações no debate, mas sem prejuízo à avaliação positiva de Lula. Já entre os lulistas, ganhou maior destaque o questionamento ao próprio formato do programa, considerado ultrapassado e pouco informativo. A circulação de cortes nas redes sociais também despertou preocupações com a desinformação e a valorização de provocações em detrimento do conteúdo político, acompanhadas de demandas por maior mediação e checagem de fatos.

“Sim assisti o debate ao vivo. Na minha opinião Lula teve uma melhor postura que o Flávio, Flávio se esquivou de todas as perguntas feita pelo candidato Lula, demonstrou que lhe faltou conhecimento suficiente para responder ou pq não quis responder mesmo para não se comprometer. Gostaria de ouvir mais sobre as propostas para nosso país e não fica apontando o dedo para o outro tentando derrubar o outro.” (G4, 24 anos, estudante, GO)

“Assisti quase todo o debate, vi também alguns cortes no insta. Me pareceu um grande circo, piadinhas, indiretas, nem parecia um debate presidencial. Uma vergonha. Flávio foi lamentável, falas infantis, sem postura, visivelmente despreparado para esse debate, muito superficial, completamente imaturo!

Lula, por ter mais experiência, desenvolveu melhor o diálogo, apesar de também ter ido para um lado de provocações imaturas. De modo geral, não foi um debate presidencial, mas sim, uma discussão entre egos.” (G4, 29 anos, assistente administrativo, DF)

“Olá, pessoal. Não acompanhei o debate, mas vi alguns cortes nas redes sociais. Considero que o debate teve um nível muito baixo com poucas propostas efetivas de governo e muitas evasivas nas respostas às perguntas. Parece que Lula levou vantagem contra Flávio” (G5, 48 anos, servidor público, PA)

“Sim, acompanhei uma parte do debate ao vivo. Também vi alguns cortes nas redes sociais, ainda estou vendo. Acho que este formato de debate já deu o que tinha que dar. Concordo com a verificação das informações em tempo real quando o candidato fala uma desinformação ou algum absurdo.

Penso que assim teria menos acusações e os candidatos teriam mais tempo para falar sobre suas propostas, o que realmente importa para o eleitor.” (G5, 62 anos, administrador, PR)

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Considerações finais

O primeiro debate do segundo turno foi avaliado predominantemente de forma negativa, marcado pelo excesso de acusações, pela falta de propostas concretas e pela dificuldade dos candidatos de responder aos questionamentos. Mesmo entre os eleitores que avaliaram positivamente seu candidato, houve críticas à qualidade do confronto e ao pouco esclarecimento oferecido ao público.

As avaliações dos desempenhos acompanharam, em grande medida, as preferências eleitorais anteriores. Bolsonaristas consideraram Flávio mais preparado, enquanto antibolsonaristas e lulistas avaliaram Lula mais favoravelmente. Entre os antipetistas, prevaleceram críticas aos dois candidatos, com vantagem relativa atribuída a Flávio.

Os outsiders indecisos demonstraram maior frustração, pois o debate não esclareceu suas dúvidas e, em alguns casos, aprofundou a dificuldade de escolha.

Entre os lulistas, destacou-se ainda uma demanda por mudanças no formato do debate, sobretudo com pedidos pela pela checagem de informações em tempo real.

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MDP

O Monitor do Debate Público (MDP) é um projeto do Laboratório de Estudos da Mídia e da Esfera Pública (LEMEP), sediado no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ). Baseia-se no Painel de Monitoramento de Tendências (POMT), metodologia desenvolvida pela própria equipe.

O POMT permite monitorar de modo dinâmico a opinião pública e suas clivagens em torno de temas da agenda pública, preferências, valores e recepção de notícias, entre outros. Opera por meio de grupos focais contínuos no WhatsApp, com participantes selecionados e moderação profissional.

Como nos grupos focais tradicionais, o formato permite que o moderador aprofunde temas sensíveis, dificilmente acessíveis por pesquisas quantitativas ou questionários estruturados.

O caráter assíncrono, próprio da comunicação no WhatsApp, favorece respostas mais refletidas — vantagem tanto para a pesquisa social quanto para a eleitoral, já que o voto é também uma decisão que costuma exigir reflexão.

Sua continuidade temporal favorece situações deliberativas, em que cada participante é levado a elaborar suas razões em diálogo com as dos demais.

O celular é hoje o meio de comunicação mais acessível e disseminado. Por isso, participar dos grupos não exige computador nem que as pessoas interrompam suas atividades para interagir.

O MDP aplica o POMT à análise semanal do debate público brasileiro, segmentado em seis grupos de diferentes orientações ideológicas, da extrema direita à esquerda — recorte justificado por sua relevância demográfica no cenário atual.

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Equipe MDP

Carolina de Paula – Diretora geral

Doutora em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Coordenou o IESP nas Eleições, plataforma multimídia de acompanhamento das eleições de 2018. Foi consultora da UNESCO e coordenadora da área qualitativa em instituto de pesquisa de opinião e big data, atuando em campanhas eleitorais e pesquisas de mercado. Presta consultoria em desenho de pesquisa qualitativa e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade. Escreve no blog Legis-Ativo, do Estadão.

João Feres Jr. – Diretor científico

Mestre em Filosofia Política pela Unicamp e mestre e doutor em Ciência Política pela City University of New York (Graduate Center). Foi professor do antigo IUPERJ (2003–2010) e é, desde 2010, professor titular de Ciência Política do IESP-UERJ. Coordena o LEMEP, o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA) e o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB).

Francieli Manginelli – Analista sênior e coordenadora de recrutamento

Cientista social, mestre em Sociologia pela UFPR e doutoranda em Sociologia no IESP-UERJ, com experiência em relações de consumo e estratégias de comunicação. Tem formação em UX Research e em gestão e monitoramento de redes sociais, mídias digitais e estratégias eleitorais. Atua em pesquisas de mercado e campanhas políticas e conduz moderações e análises de grupos focais e entrevistas em profundidade.

André Felix – Coordenador de TI

Mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ. Tem experiência em planejamento e desenvolvimento de sistemas computacionais de pequeno e médio porte e em manutenção de servidores web, com especialização em modelagem e implementação de bancos de dados relacionais.

Vittorio Dalicani – Analista Jr.

Mestrando em Ciência Política na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pesquisador do INCT ReDem e dos grupos de pesquisa NUSP e Observatório das Elites, ambos vinculados à UFPR. Dedica-se à representação política parlamentar e à metodologia científica, com experiência no uso de inteligência artificial na pesquisa e na construção e análise de bancos de dados prosopográficos.

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INCT ReDem

O Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) é um centro de pesquisa sediado no Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR), financiado pelo CNPq e pela Fundação Araucária.

Reunindo mais de 50 pesquisadoras(es) de mais de 25 universidades no Brasil e no exterior, o ReDem investiga, a partir de três eixos de pesquisa (Comportamento Político, Instituições Políticas e Elites Políticas) as causas e consequências da crise das democracias representativas, com ênfase no Brasil.

Sua atuação combina metodologias quantitativas e qualitativas, como surveys, experimentos, grupos focais, análise de perfis biográficos e modelagem estatística, produzindo indicadores e ferramentas públicas sobre representação política, qualidade da democracia e comportamento legislativo.

O objetivo central do ReDem é gerar conhecimento científico de alto impacto e produzir recursos técnicos que auxiliem cidadãos, jornalistas, formuladores de políticas e a comunidade acadêmica a compreender, monitorar e aperfeiçoar a representação política democrática no Brasil.

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MDP - Relatório 162